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Tratamento para Displasia Congênita do Quadril

O tratamento para displasia congênita do quadril pode ser feito com uso de um tipo de suspensório, uso de um gesso que vai do tórax até os pés ou cirurgia e deve ser orientado pelo pediatra ou pelo médico ortopedista com experiência no tratamento infantil. 

Quando a displasia é descoberta logo após o nascimento, inicialmente o tratamento de escolha é o uso do suspensório que pode ser mantido por 3 ou 6 meses, mas se a descoberta for feita mais tarde, o ortopedista poderá optar por outro tratamento como o posicionamento da cabeça do fêmur dentro da articulação através de uma manobra específica, seguido da colocação de gesso. Em último caso, o médico pode recomendar uma cirurgia de quadril, mas esta é sempre a última opção, porque podem ser necessárias várias cirurgias ao longo da vida.

A displasia congênita de quadril tem cura e quanto antes for diagnosticada e tratada mais rápida a cura pode ser alcançada. Esta alteração também é conhecida como luxação congênita de quadril e as formas de tratamento para displasia estão descritas a seguir, de acordo com a idade em que é descoberta:

  • Recém-nascido até 3 meses de vida

Quando a displasia é descoberta logo após o nascimento, o tratamento de ser realizado logo que a alteração seja descoberta e a primeira escolha é o suspensório de Pavlik que se prende nas pernas e no tórax do bebê. Com esse suspensório a perninha do bebê fica sempre dobrada e aberta, mas essa posição é a ideal para que a fossa do acetábulo e a cabeça do fêmur possam se desenvolver normalmente. Este tratamento cura cerca de 96% dos casos de displasia.

Tratamento para Displasia Congênita do Quadril

Após 2 a 3 semanas da colocação desse suspensório o bebê deve ser novamente examinado para que o médico veja se a articulação está devidamente posicionada. Se não estiver, o suspensório é retirado e coloca-se gesso mas se a articulação estiver devidamente posicionada, o suspensório deverá ser mantido até que a criança já não tenha alteração no quadril, o que pode acontecer em 1 mês ou até 6 meses.

Estes suspensórios devem ser mantidos durante todo o dia e toda a noite, podendo ser retirado somente para dar banho no bebê e deve ser colocado novamente logo a seguir.

O uso do suspensórios de Pavlik não causa nenhuma dor e o bebê se habitua a ele em poucos dias e por isso não é necessário retirar o suspensório se achar que o bebê está irritado ou chorando por causa dele porque é pouco provável que seja verdade.

Não respeitar a orientação do médico e retirar o suspensório pode trazer graves consequências como a permanência da lesão e necessidade de cirurgia.

  • Entre 3 meses até 1 ano ou quando começar a andar

Quando a displasia só é descoberta quando o bebê tem mais de 3 meses que tem displasia congênita pode ser tratada com a colocação manual da articulação no lugar pelo ortopedista e com o uso de gesso logo a seguir para manter o posicionamento correto da articulação.

O gesso deve ser mantido por 2 a 3 meses e a seguir é preciso ainda usar um outro dispositivo como o Milgram por mais 2 a 3 meses. Após esse período a criança deve ser novamente avaliada para verificar se o desenvolvimento está acontecendo corretamente. Se não estiver, o médico pode recomendar uma cirurgia.

  • Após a criança começar a andar

Quando o diagnóstico é feito mais tarde, depois da criança ter começado a andar, o tratamento pode ser feito com redução ou cirurgia que pode ser osteotomia pélvica ou artroplastia total de quadril. O uso do gesso  e o suspensório de Pavlik não é eficaz após 1 ano de idade e por isso já não é utilizado, mas antigamente a criança podia ficar engessada durante 1 ano para depois ser submetida à cirurgia, mas ainda assim não havia garantia de que a luxação seria totalmente revertida.

O diagnóstico após essa idade é tardio e o que chama a atenção dos pais é que a criança anda mancando, andar só na ponta dos dedos ou não gosta de usar uma das pernas. A confirmação é feita através do raio X, ressonância magnética ou ultrassonografia que mostram as alterações no posicionamento do fêmur no quadril.

Saiba os cuidados que se deve ter depois de uma artroplastia total de quadril e como pode ser feita a fisioterapia clicando aqui

Complicações da displasia 

Quando a displasia é descoberta tardiamente, meses ou anos depois do nascimento, existe o risco de complicações e a mais comum é que uma perna fique mais curta que a outra, o que faz com que a pessoa ande sempre mancando, sendo necessário usar sapatos feitos sob medida para tentar adequar a altura das duas pernas.

Além disso, a pessoa pode desenvolver artrose no quadril ainda na juventude, escoliose na coluna e sofrer com dor nas pernas, no quadril e nas costa, além de ter que andar com ajuda de muletas, sendo necessário fazer fisioterapia por longos períodos.

Sinais de melhora e piora

A melhor forma de verificar se o tratamento está sendo realizado corretamente e que está surtindo efeito é através de exames de imagem como raio X e ultrassonografia que possam indicar a normalização do encaixe do fêmur no quadril. Os exames devem ser realizados periodicamente e sempre vistos e comparados com exames anteriores.

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