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O que você precisa saber?

Tratamentos para Artrogripose Múltipla Congênita

O tratamento para Artrogripose Múltipla Congênita inclui cirurgias ortopédicas e sessões de fisioterapia, e uso de talas para dormir, mas além disso, os pais ou cuidadores da criança deverão manipular as articulações rígidas cuidadosamente para melhorar seus movimentos. 

A Artrogripose Múltipla Congênita é uma doença caracterizada pela fusão de uma ou mais articulações, que não permite que o bebê dobre seus cotovelos, dedos ou joelhos, por exemplo. Um sinal característico e importante é a perda do contorno normal dos membros, que apresentam uma aparência tubular. A pele costuma ser brilhosa e a falta de pregas é frequente. Algumas vezes, esse distúrbio é acompanhado por luxações dos quadris, dos joelhos ou dos cotovelos. Saiba as causas e o diagnóstico dessa doença aqui

Assim, para o tratamento pode ser recomendado:

1. Uso de talas 

O pediatra pode recomendar o uso de talas para dormir, o que pode impedir o aumento das contraturas, melhorar a posição das articulações afetadas, o que pode facilitar a movimentação e a mobilização na fisioterapia no dia seguinte. 

2. Cirurgia para Artrogripose Múltipla Congênita 

Tratamentos para Artrogripose Múltipla Congênita

A cirurgia ortopédica pode ser indicada para correção de casos de pé torto congênito, grave flexão do joelhos, luxação do ombro, do quadril ou outras situações em que pode ser possível melhorar a maleabilidade das articulações, como cápsulas, ligamentos e músculos com fibrose. Além disso, em caso de escoliose, pode ser indicado colocar um aparelho para fixar a coluna até o sacro, quando o ângulo da escoliose é maior que 40º.

A criança com artrogripose pode passar por mais de 1 cirurgia ao longo da vida, sendo recomendado sempre fazer sessões de fisioterapia antes e depois da cirurgia, sendo no mínimo 30 sessões de pré e pós-operatório. 

3. Fisioterapia para Artrogripose Múltipla Congênita 

Tratamentos para Artrogripose Múltipla Congênita

A fisioterapia deve ser realizada especialmente antes e logo depois da cirurgia, mas ela também é indicada em outros períodos da vida, podendo ser realizada desde o nascimento até quando a pessoa desejar. 

Preferencialmente a fisioterapia deve ser realizada 2 vezes por semana, com sessões de cerca de 1 hora, mas além disso, é necessário que os pais ou cuidadores façam os exercícios passivos e de estimulação em casa, que tenham sido orientados pelo fisioterapeuta durante a consulta. Cada bebê ou criança deve ser avaliada pessoalmente, porque não existe um protocolo que sirva para todos os casos de artrogripose, mas existem alguns tratamentos que são sempre indicados, como:

  • Mobilização passiva das articulações afetadas;
  • Alongamento muscular dos tecidos afetados;
  • Exercícios passivos e de fortalecimento muscular;
  • Técnicas de prevenção de novas contraturas que podem incluir o uso de órteses, talas ou enfaixamento de  certas articulações;
  • Uso de laser depois das mobilizações para cicatrizar os tecidos na posição correta mais rápido;
  • Uso de aparelho e eletroestimulação para fortalecer os músculos enfraquecidos;
  • Drenagem linfática para reduzir o inchaço dos braços e pernas afetados;
  • Exercícios de força, com contração isométrica e exercícios respiratórios para aumentar a capacidade pulmonar;
  • A hidrocinesioterapia, com exercícios na água, também é uma boa opção porque ajuda a diminuir as dores e facilita os movimentos.

Para realizar estes passos o fisioterapeuta deve ser muito criativo inventando muitas brincadeiras que possam cumprir estes objetivos, a fim de proporcionar maior independência para os cuidados pessoais, como ensinar a escovar os dentes e pentear o cabelo, e melhorar a relação da criança com as outras crianças, melhorando sua auto-estima e qualidade de vida. 

A fisioterapia pode diminuir a necessidade de realizar uma cirurgia ortopédica chamada artrodese, que consiste em unir permanentemente uma articulação, impedindo sua movimentação por toda vida. 

Expectativa de vida 

Apesar da limitações de movimento que a criança pode apresentar, a maioria tem uma vida aparentemente normal. 75% das crianças afetadas conseguem andar, nem que seja com muletas ou cadeira de rodas, e elas estão sujeitas às mesmas doenças que a maior parte da população. No entanto, como apresentam limitação para o movimento devem ter uma alimentação pobre em calorias, açúcares e gordura para evitar o excesso de peso, que pode dificultar ainda mais sua locomoção. 

A artrogripose não tem cura, mas também não é progressiva, e por isso as articulações afetadas que a criança apresenta ao nascer são exatamente as mesmas que necessitarão de tratamentos ao longo da vida. Todavia, as articulações saudáveis também podem sofrer devido a uma compensação natural que a criança realiza ao poupar a articulação defeituosa, e por isso podem surgir casos de dores e tendinites nas articulações não afetadas pela artrogripose, por exemplo. 

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