Refrigerante faz mal? 10 consequências para a saúde

setembro 2022

Os refrigerantes não fazem bem à saúde porque além de conterem muito açúcar, também possuem componentes que podem afetar a saúde de diversos órgãos.

Além disso, esse tipo de bebida não possui valor nutricional, de forma que a pessoa está consumindo calorias vazias e que não fornecem nutrientes essenciais, o que favorece o aumento de peso e o surgimento de algumas doenças, como diabetes e hipertensão.

Os refrigerantes também contêm como ingredientes ácido fosfórico, cafeína, xarope de milho, sódio, potássio, corantes e saborizantes, que são substâncias que podem causar diversos problemas para a saúde quando são consumidos com frequência e a longo prazo.

Algumas das principais consequências para a saúde do consumo de refrigerantes são:

1. Diabetes

Uma lata de refrigerante contém cerca de 10 colheres de sopa de açúcar, o que aumenta bastante os níveis de açúcar no sangue e diminuem a ação da insulina no organismo, que é o hormônio responsável por regular o açúcar no sangue. Dessa forma, se consumido de forma regular, o refrigerante pode aumentar o risco de desenvolvimento de diabetes.

2. Aumento de peso

O açúcar presente nos refrigerantes são absorvidos muito rapidamente a nível intestinal, o que faz com que o açúcar no sangue aumente mais rápido, sendo acompanhado pelo aumento da vontade de comer. Além disso, o excesso de açúcar também fica acumulado no organismo em forma de gordura, depositando-se a nível abdominal no fígado e nas artérias, principalmente.

3. Enfraquecimento dos ossos e dentes

A maioria dos refrigerantes contém uma elevada quantidade de ácido fosfórico que impede o corpo de absorver o cálcio, que é eliminado na urina. Isso faz com que os ossos fiquem mais frágeis, aumentando o risco de desenvolvimento de osteoporose a longo prazo.

Além disso, a acidez desse tipo de bebida pode causar erosões na superfície do esmalte dentário, enfraquecendo os dentes. O açúcar ingerido também aumenta o risco de cárie dentárias.

Este ácido fosfórico também dificulta o trabalho do estômago para produzir ácido gástrico, atrasando o processo de digestão e a absorção de nutrientes.

4. Pedras nos rins

Devido à acidez dos refrigerantes, o corpo precisa usar o cálcio, que seria utilizado nos ossos, para equilibrar o pH do sangue. Dessa forma, os rins precisam eliminar o cálcio utilizado nesse processo, o que aumenta o risco de formação de pedras nos rins, devido ao acúmulo de cálcio no seu interior.

5. Aumento da pressão arterial

Os refrigerantes podem levar a um aumento gradual da pressão arterial, especialmente devido as suas elevadas quantidades de sódio e de cafeína. Além disso, a cafeína em conjunto com o açúcar pode promover inflamação do sistema digestivo, desidratação e desequilíbrio da flora bacteriana intestinal.

Além disso, alguns estudos indicam que o consumo excessivo de frutose, que é o açúcar presente nos refrigerantes, também é uma das principais causas de pressão alta.

6. Alterações no cérebro

Esse tipo de bebida pode levar ao aparecimento de alterações a nível cerebral devido ao seu teor de cafeína, uma vez que estimula diversas substâncias no organismo que podem estar relacionadas com a demência e o Alzheimer, por exemplo. Além disso, a cafeína também pode causar insônia, agitação, tremores e dor de cabeça.

Os refrigerante também possui outra substância chamada de benzoato de sódio, que também pode estar relacionada com alterações na memória, coordenação motora e com o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) nas crianças.

7. Alterações da flora intestinal

O consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar, como os refrigerantes, podem interferir no equilíbrio da microbiota intestinal, causando disbiose e favorecendo o aparecimento de sintomas como gases intestinais, náuseas e má digestão, por exemplo.

8. Fígado gordo

O consumo excessivo de refrigerantes aumenta risco de desenvolvimento de fígado gordo, já que são ricos em xarope de milho com alto teor de frutose, o que promove aumento dos triglicerídeos e da glicose no sangue, aumentando o risco de alterações hepáticas.

9. Câncer

Por ser rico em açúcar, o consumo frequente de refrigerante aumenta o risco de câncer, mesmo em pessoas que estão dentro do peso. Além disso, o seu consumo favorece o ganho de peso e o desenvolvimento de diabetes, problemas que também estão relacionados ao aumento do risco de câncer.

10. Doenças cardíacas

A ingestão de refrigerantes está associada ao aumento do açúcar, triglicerídeos e colesterol LDL no sangue, o que aumenta o risco de doenças cardíacas.

Porque grávidas e crianças não devem tomar

O refrigerante faz mal na gravidez porque causa desconforto abdominal, contribui para o aumento de peso e pode provocar retenção de líquidos. Além disso, os refrigerantes à base de cola, como a Coca-Cola e a Pepsi, têm muita cafeína, que durante a gravidez não pode ultrapassar 200 mg por dia. Se a grávida tomar 2 xícaras de café em um dia, já não pode ingerir mais cafeína.

Os refrigerantes que têm cafeína também não devem ser bebidos durante a amamentação porque a cafeína passa para o leite materno e pode provocar insônia no bebê.

Já nas crianças, o refrigerante pois pode dificultar o desenvolvimento físico e mental, assim como facilitar o aparecimento de doenças como a obesidade e a diabetes. Os refrigerantes devem ser excluídos da alimentação do bebê, podendo-se optar por sucos de fruta, além da água, para uma ingestão de líquidos adequada.

Como substituir os refrigerantes

Uma forma de substituir o refrigerante é através do consumo de água saborizada, também conhecida como água aromatizada. Isso porque é normalmente utilizado água com gás e acrescentado frutas, como limão, morango ou laranja, por exemplo, o que pode fazer lembrar o sabor do refrigerante. Confira algumas receitas de águas saborizadas.

Veja com a nutricionista Tatiana uma receita saudável para substituir o refrigerante:

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em setembro de 2022. Revisão clínica por Tatiana Zanin - Nutricionista, em setembro de 2022.

Bibliografia

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Revisão clínica:
Tatiana Zanin
Nutricionista
Formada pela Universidade Católica de Santos em 2001, com registro profissional no CRN-3 nº 15097.

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