Pressão baixa na gravidez: sintomas, o que fazer e riscos

A pressão baixa na gravidez é uma alteração muito comum, especialmente no início da gravidez, devido às alterações hormonais que provocam o relaxamento dos vasos sanguíneos, fazendo com que a pressão diminua.

Embora não seja grave, como ter a pressão alta durante a gravidez, a diminuição acentuada da pressão pode causar grande desconforto para a grávida e provocar sintomas como desmaios e quedas, que podem colocar o bebê e a gestante em risco.

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Para tentar manter a pressão mais regulada, deve-se evitar mudanças bruscas de posição, bebidas como álcool, refrigerantes e café, assim como comer em intervalos regulares e evitar ambientes muito quentes, por exemplo.

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Sintomas de pressão baixa na gravidez

Os principais sintomas de pressão baixa na gravidez são:

  • Fraqueza;
  • Visão embaçada, dupla ou escurecida;
  • Sensação de desmaio;
  • Tontura;
  • Náuseas.

Além disso, nos casos mais graves pode surgir sensação de desmaio, sendo importante consultar o obstetra se esses sintomas ocorrerem com frequência.

O que fazer em caso de sensação de desmaio

Em caso de pressão baixa na gravidez, a gestante deve:

  1. Largar o que se está fazendo;
  2. Sentar, respirar fundo e inclinar o corpo para a frente, levando a cabeça em direção aos joelhos por alguns minutos;
  3. Beber 2 copos de água;
  4. Deitar numa posição confortável e elevar as pernas, para ajudar a normalizar o fluxo sanguíneo. Se a grávida estiver no terceiro trimestre da gestação, deve-se deitar do lado esquerdo do corpo.

Caso os sintomas de pressão baixa persistam por mais de 15 minutos ou surjam com muita frequência, é recomendado ir ao hospital ou entrar em contato com o obstetra.

Porque a pressão diminui na gravidez

Durante o 1º e 2º trimestres da gestação, ocorre um aumento do fluxo sanguíneo, necessário para suprir a circulação sanguínea da mãe, da placenta e do bebê. Nesta fase, o corpo da mulher se adapta criando as condições necessárias para o desenvolvimento do feto, então o sangue deve circular mais rápido para atender as necessidades do organismo.

Os hormônios produzidos durante a gravidez fazem com que os vasos sanguíneos relaxem muito mais, fazendo com que o sangue chegue mais rápido à placenta, o que pode diminuir a pressão arterial da mulher.

Outra causa da pressão baixa é a pressão exercida pelo útero sobre a aorta e a veia cava abdominal, isso ocorre principalmente no terceiro trimestre da gravidez, onde o peso do útero é maior, sendo conhecido como síndrome de hipotensão supina.

Além disso, também é possível que a gestante sofra de hipotensão ortostática, na qual ocorrem tonturas e vertigens ao se levantar da posição sentada ou deitada, ou ao realizar qualquer movimento brusco. O ideal nesses casos é levantar mais devagar, sentar por alguns minutos e só depois levantar, de preferência com ajuda ou com algum apoio.

Possíveis riscos da pressão baixa

O principal risco da pressão baixa na gravidez é o desmaio, que pode resultar numa queda, podendo causar traumatismo na grávida. Normalmente, esse traumatismo é leve e não causa mais do que um pequeno susto, mas se o desmaio acontecer num local onde a queda possa ser mais grave, como numa escada, por exemplo, pode colocar em risco a vida da gestante e do bebê. Veja como controlar a pressão arterial na gravidez.

A pressão baixa na gravidez deixa de ser frequente quando o volume de sangue aumenta e o organismo da grávida começa a se adaptar, produzindo uma maior quantidade de sangue. Só nessa fase a pressão tende a voltar ao normal, sendo necessário, portanto, todo o cuidado e atenção, especialmente quando a mulher for sair sozinha.

Como evitar a pressão baixa na gravidez

Algumas medidas podem ajudar a evitar a pressão baixa na gravidez são:

  • Ter sempre algum lanche na bolsa, como bolachas, frutas secas ou oleaginosas, para não ficar muito tempo sem comer;
  • Ingerir cerca de 2 litros de água ao longo do dia e em pequenas quantidades, para evitar a desidratação e a diminuição da pressão;
  • Usar roupa leve e confortável, adequada para a gestação;
  • Evitar permanecer por longos períodos em ambientes muito quentes e úmidos, assim como evitar tomar banhos muito quentes;
  • Evitar consumir bebidas alcoólicas e refrigerantes, para diminuir as chances de desidratação;
  • Praticar exercícios físicos leves a moderados regularmente, pois possuem efeitos benéficos para a circulação sanguínea e a pressão arterial;
  • Evitar mudanças bruscas de posição como levantar muito rápido, por exemplo;
  • No caso de medicamentos, confirmar com o obstetra se exerce algum efeito secundário sobre a pressão arterial.

Se as crises de pressão baixa forem frequentes, a grávida deve procurar um médico para avaliação clínica, pois apesar de não ser comum, a pressão baixa pode ser sinal de alguma doença que necessita ser investigada e tratada, antes que coloque a gravidez em risco.