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Principais riscos de inalar fumaça de incêndio

Os perigos de inalar fumaça de incêndio variam desde queimaduras nas vias aéreas até ao desenvolvimento de doenças respiratórias como bronquiolite ou pneumonia. Isso porque a presença de gases, como monóxido de carbono, e outras pequenas partículas são arrastadas pela fumaça até aos pulmões, onde causam irritação dos tecidos e causam inflamação.

Dependendo da quantidade de fumaça que foi inalada e do tempo de exposição, a pessoa pode evoluir de intoxicação respiratória relativamente leve até uma parada respiratória em poucos minutos. Por esse motivo, o ideal é que sempre se fique longe de algum tipo de incêndio, não apenas pelo perigo das chamar, assim como pela presença da fumaça. No caso de ser necessário ficar por perto, é importante que se utilize material de proteção adequado, como acontece no caso dos bombeiros, por exemplo.

Veja o que fazer em caso de inalação de fumaça de incêndio.

Principais riscos de inalar fumaça de incêndio

Perigos da inalação de fumaça

As principais situações causadas pela inalação da fumaça proveniente de incêndios são:

  • Queimadura nas vias respiratórias: o calor provocado pelas chamas pode causar queimaduras no interior do nariz, laringe e faringe, especialmente de pessoas que estão muito perto do incêndio. Esse tipo de queimadura leva ao inchaço das vias respiratórias impedindo a passagem do ar. Basta que a pessoa fique exposta a fumaça do incêndio por cerca de 10 minutos para ter suas vias aéreas queimadas;
  • Asfixia: o fogo consome o oxigênio presente no ar e, por isso, respirar fica cada vez mais difícil. Com isso há acumulo de CO2 no sangue e com menos oxigênio chegando aos pulmões a pessoa se sente fraca, fica desorientada e desmaia. Quanto mais tempo a pessoa ficar sem oxigênio, maiores são os riscos de morte ou de lesão cerebral e de ficar com sequelas neurológicas permanentes;
  • Intoxicação por substâncias tóxicas: a fumaça de um incêndio contém diversas partículas diferentes, e entre elas, estão o cloro, cianeto e o enxofre, que provocam inchaço das vias aéreas, extravasamento de líquido e consequentemente, impedem a passagem do ar pelos pulmões;
  • Bronquite/bronquiolite: a inflamação e o acumulo de líquido dentro das vias aéreas pode impedir a passagem do ar. Tanto o calor da fumaça como as substâncias tóxicas presentes podem levar ao desenvolvimento de bronquite ou bronquiolite, que são situações em que acontece inflamação das vias aéreas, impedindo a troca de oxigênio;
  • Pneumonia: com o sistema respiratório afetado há uma maior facilidade de entrada e proliferação de vírus, fungos ou bactérias que podem levar ao desenvolvimento da pneumonia. Esta pode se manifestar até 3 semanas depois do incidente.

A maioria das vítimas sobreviventes de um incêndio se recupera completamente não tendo qualquer problema respiratório no futuro, mas as vítimas que inalaram uma grande quantidade de fumaça tóxica, podem apresentar dificuldade respiratória, tosse seca e rouquidão por meses. 

Quem tem maior risco de problemas

A exposição à fumaça traz um maior risco de problemas em crianças e idosos, devido à fragilidade do sistema imune, mas também em pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma e DPOC, ou com doenças cardíacas.

O risco é cada vez maior, quanto maior a concentração de fumo no ar, assim como o tempo de exposição à fumaça.

Como saber quando ir ao hospital

Os principais sinais de alerta que podem surgir nas vítimas de um incêndio incluem:

  • Tosse seca muito forte;
  • Chiado no peito;
  • Dificuldade em respirar;
  • Tonturas, enjoos ou desmaio;
  • Boca e pontas dos dedos arroxeadas ou azulados.

Ao notar algum destes sintomas deve-se ir ao hospital ou consultar um médico, sem tomar nenhum medicamento, para evitar que ele mascare os sintomas e dificulte o diagnóstico da situação. A pessoa deverá ser observada e o médico poderá pedir exames como raio-x do tórax e gasometria arterial, para ajudar no diagnóstico.

Além disso, qualquer pessoa que tenha ficado exposta a fumaça de um incêndio por mais de 10 minutos sem qualquer tipo de equipamento próprio, também deve ir ao hospital, para ficar em observação durante 24 horas. Se não houverem manifestações de sinais ou sintomas, os médicos poderão dar alta, mas ainda recomendam que caso algum sintoma esteja presente nos próximos 5 dias, a pessoa deve voltar ao hospital para receber o tratamento adequado.

Como é feito o tratamento para vítimas de incêndio

O tratamento deve ser feito no hospital e pode ser feito com o uso de toalhas molhadas em soro fisiológico e pomadas para proteger a pele queimada, mas os cuidados respiratórios são essenciais para garantir a segurança da vítima. 

Todas as vítimas precisam de máscaras de oxigênio a 100% para conseguirem respirar melhor. Os médicos podem observar os sinais de angústia respiratória e avaliar a passagem do ar pelo nariz, boca e garganta, avaliando a necessidade de colocar um tubo dentro da boca ou no pescoço da vítima para que ela consiga respirar mesmo com a ajuda de aparelhos. 

Dentro de 4 a 5 dias os tecidos queimados das vias aéreas devem começam a se soltar, juntamente com alguma secreção, e nesta fase a pessoa pode precisar de aspiração das vias aéreas para não se sufocar com os resíduos dos tecidos. 

Bibliografia >

  • MANITOBA HEALTH. Health Effects of Smoke Exposure due to Wildland Fires. Disponível em: <https://www.gov.mb.ca/health/publichealth/environmentalhealth/smoke.html>. Acesso em 26 Ago 2019
  • EPA. How Smoke from Fires Can Affect Your Health. Disponível em: <https://www.epa.gov/pm-pollution/how-smoke-fires-can-affect-your-health>. Acesso em 26 Ago 2019
  • OREGON HEALTH AUTHORITY. Wildfire Smoke and Your Health. Disponível em: <https://www.oregon.gov/oha/ph/Preparedness/Prepare/Documents/OHA%208626%20Wildfire%20FAQs-v6c.pdf>. Acesso em 26 Ago 2019
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