Peeling de fenol: o que é, para que serve e como é feito

outubro 2022
  1. Para que serve
  2. Como se preparar
  3. Como é feito
  4. Antes e depois
  5. Recuperação
  6. Contraindicações

O peeling de fenol é um tratamento estético em que é aplicado um ácido sobre a pele capaz de remover a camada mais externa. O peeling de fenol ajuda a promover o crescimento de uma pele mais lisa e uniforme, principalmente nos casos em que há sinais dos efeitos da radiação do sol, presença de rugas mais acentuadas, flacidez, cicatrizes e manchas, apresentando bons resultados apenas com uma aplicação.

Em comparação com outros peelings químicos, o peeling de fenol é mais intenso e agressivo, por isso tanto a sua aplicação como a recuperação devem ser acompanhados atentamente pelo dermatologista, para não apresentar prejuízo à pele, além de outros possíveis fatores de risco, como complicações cardíacas por exemplo.

Os critérios para aplicar o peeling de fenol podem compreender tanto a idade do paciente, como a área a ser tratada, o grau de fotoenvelhecimento, os objetivos com o tratamento, os fatores de risco de cada pessoa e o fototipo, sendo a pele mais clara a mais indicado para esse tipo de procedimento. 

Para que serve

O peeling de fenol serve para:

  • Rejuvenescimento facial;
  • Uniformizar a pele;
  • Eliminar as manchas;
  • Diminuir a flacidez;
  • Suavizar as linhas de expressão.

Por ser um peeling considerado profundo e doloroso, que necessita de um acompanhamento médico, a indicação para realizar o procedimento requer uma avaliação prévia do dermatologista, que irá entender a necessidade do procedimento e se a pessoa faz parte dos critérios de inclusão para aplicação do ácido, sendo o peeling de fenol indicado para peles mais envelhecidas e de fototipo mais claro.

Como se preparar

Por ser um procedimento muito agressivo, antes de se optar pelo peeling de fenol, deve-se informar o médico sobre condições clínicas relacionadas ao coração, rim ou fígado, ou quaisquer procedimentos cosméticos que se tenham usado no passado. A preparação deve ser orientada pelo dermatologista e consiste em:

  • Evitar a exposição ao sol, aplicando protetor solar diariamente, pelo menos quatro semanas antes do peeling, para ajudar a prevenir a pigmentação irregular em áreas a serem tratadas. Confira qual o melhor protetor solar para cada tipo de pele;
  • Evitar tratamentos estéticos, como microagulhamento, carboxiterapia ou até mesmo outros peelings mais brandos, como o ácido mandélico por exemplo, para que a pele não fique tão exposta e com risco de apresentar manchas;
  • Evitar depilação com cera ou lâmina, na semana anterior ao tratamento, para não lesionar a pele e provocar manchas, após aplicação do fenol;
  • Evitar esfoliar a pele na semana anterior, para manter a pele íntegra e não apresentar prejuízo após aplicação do ácido.

O uso de medicamento contínuo ou o acompanhamento de um tratamento recente, principalmente aqueles que tornam a pele mais sensível ao sol, deve ser informado ao médico para evitar interações ou piorar a recuperação, após o procedimento.

Como é feito

O peeling com fenol é realizado pelo dermatologista, sob condições cuidadosamente monitoradas e em ambiente hospitalar. O paciente é submetido a sedação e anestesia local para aliviar o desconforto, e a frequência cardíaca é também monitorada.

O rosto é dividido em áreas, respeitando o intervalo de, aproximadamente, 15 minutos em cada região, sendo que o procedimento facial completo pode demorar cerca de 90 minutos. 

Com a pele já limpa e sem oleosidade, a aplicação do ácido é feita com algodão ou gaze, sem realizar movimentos vigorosos, pois pode ocorrer uma penetração mais rápida do ácido, podendo acarretar em uma intoxicação. 

Antes e depois do peeling de fenol

Existe uma diferença significativa da pele antes e depois da aplicação do ácido. Depois do peeling com fenol, pode-se verificar uma grande melhora na aparência das áreas tratadas, revelando uma nova camada de pele lisa, proporcionando um rejuvenescimento importante. Após a cicatrização estar completa, a pele fica mais clara e luminosa, menos flácida e a aparência de rugas profundas e pigmentação severa é notadamente reduzida.

Embora os resultados possam durar décadas, fazendo a pessoa parecer mais jovem, eles podem não ser permanentes. À medida que se envelhece, os sinais do tempo vão ser mais evidentes e colaborar para o surgimento de novas linhas de expressão, além de danos causados ​​pelo sol, que podem reverter seus resultados e causar alterações na cor da pele.

Como é a recuperação

Por ser um tratamento muito profundo, que resulta em vermelhidão, descamação intensa, inchaço na face e sensação de queimação, o peeling de fenol apresenta uma recuperação longa e desconfortável, em comparação com os outros tipos de peeling, podendo durar cerca de 3 meses para uma restauração completa da pele. A recuperação inicia logo após o procedimento, sendo necessária a observação e avaliação rigorosa do paciente nas primeiras 4 horas.

Muitos efeitos colaterais podem ser minimizados se as instruções médicas forem seguidas rigorosamente, como:

  • Dormir numa posição que ajude a reduzir o inchaço, evitando o contato direto do rosto com alguma superfície;
  • Fazer uso de medicações prescritas pela equipe médica, como analgésicos, além de realizar compressas frias;
  • Evitar a exposição solar por cerca de três meses após o peeling, pois a pele encontra-se sensível e sem a proteção necessária, sendo fundamental o uso de proteção solar antes de sair de casa;
  • Manter a pele limpa e hidratada. Conheça algumas opções de máscaras hidratantes para o rosto.

Todos os produtos usados na pele, após o tratamento devem ser orientados pelo profissional responsável.

Além disso, é recomendado atentar-se a sinais e sintomas que podem surgir nos dias seguintes ao procedimento, como febre, coceira intensa ou presença de secreção, por exemplo e, se caso isso ocorra, é fundamental procurar ajuda para iniciar um tratamento imediatamente.

Quem não deve fazer

A realização do peeling de fenol não é indicada em algumas situações, sendo as principais:

  • Gravidez;
  • Lactação;
  • Lesões herpéticas ativas;
  • Infecção bacteriana ou fúngica;
  • Dermatite facial;
  • Uso de medicamentos fotossensibilizantes;
  • Alergias aos componentes do peeling;
  • Problemas cardíacos.

Além disso, pessoas que tenham feito tratamentos para o acne com isotretinoína nos últimos 6 meses também não devem optar por este tipo de peeling.

Este procedimento pode causar cicatrizes e mudanças na cor da pele, sendo o escurecimento da pele mais comum neste tipo de peeling. Por isso, é importante orientar-se a respeito dos possíveis efeitos e do resultado esperado.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em outubro de 2022. Revisão clínica por Bruna Ribeiro - Especialista em Estética Avançada, em outubro de 2022.

Bibliografia

  • WAMBIER Carlos, G. et al. Advanced chemical peels: Phenol-croton oil peel. J Am Acad Dermatol. 81. (2); 327-336, 2019
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Peelings Químicos. Disponível em: <https://www.sbd.org.br/tratamentos/peelings-quimicos/>. Acesso em 23 mai 2022
Mostrar bibliografia completa
  • YOKOMIZO, Vania Marta F. et al. Peelings químicos: revisão e aplicação prática. Surgical & cosmetic dermatology. 5. 1; 58-68, 2013
Revisão clínica:
Bruna Ribeiro
Especialista em Estética Avançada
Bruna Ribeiro dos Santos é enfermeira especialista em Estética Avançada pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino (IBRAPE).