Dor no pé da barriga na gravidez: o que pode ser e o que fazer

agosto 2022

Apesar da dor no pé da barriga ser motivo de preocupação para as gestantes, na maioria das vezes não representa situações graves, estando principalmente relacionadas com as alterações do corpo para acomodar o bebê em desenvolvimento, especialmente no caso da dor acontecer nas primeiras semanas de gravidez.

Por outro lado, quando a dor no pé da barriga durante a gravidez é intensa e acompanhada por outros sintomas como perda de líquidos pela vagina, febre, calafrios e dor na cabeça, pode ser indicativo de situações mais graves, devendo a mulher ir ao hospital o mais rápido possível para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento.

Por isso, é importante que a mulher realize as consultas pré-natal e realize os exames necessários para cada fase da gestação, já que assim o médico pode identificar a causa da dor no pé da barriga e indicar o tratamento mais adequado para a situação.

1. Desenvolvimento da gravidez

A dor no pé da barriga é uma situação bastante frequente na gravidez e acontece principalmente devido à expansão do útero e deslocamento dos órgãos abdominais para acomodar o bebê em desenvolvimento. Assim, é comum que à medida que o bebê cresce, a mulher sinta desconforto e uma dor leve e passageira no pé da barriga.

O que fazer: Como a dor no pé da barriga é considerado normal e parte do processo de desenvolvimento da gestação, não é necessário qualquer tipo de tratamento. De qualquer forma, é importante que a mulher faça consultas regulares ao médico para que seja feito o acompanhamento da gravidez.

2. Contrações

A ocorrência de contrações no segundo trimestre de gestação, conhecidas como contrações de treinamento ou contrações de Braxton Hicks, também podem causar dor no pé da barriga, que são mais leves e que duram no máximo 60 segundos.

O que fazer: Essas contrações não são graves e normalmente desaparecem em pouco tempo apenas com a mudança de posição, não sendo motivo de preocupação. Porém quando se tornam frequentes, é recomendado consultar o médico para que sejam feitos exames que avaliem o desenvolvimento da gestação.

3. Gravidez ectópica

A gravidez ectópica é também uma situação que pode provocar dor no pé da barriga na gravidez e é caracterizada pela implantação do embrião fora do útero, normalmente nas tubas uterinas. Além da dor no pé da barriga, que pode ser bastante intensa, pode haver também o surgimento de outros sintomas, e pequena perda de sangue pela vagina.

O que fazer: É importante que a mulher consulte o ginecologista obstetra para que seja feita a avaliação e o diagnóstico de gravidez ectópica para que seja iniciado o tratamento mais adequado, que depende da localização de implantação do embrião e tempo de gestação.

Normalmente, o tratamento para gravidez ectópica é feito com o uso de medicamentos para interromper a gestação, já que pode representar risco para a mulher, ou realização de cirurgia para retirar o embrião e reconstruir a tuba uterina. Saiba mais sobre o tratamento para gravidez ectópica.

4. Aborto espontâneo

No caso da dor no pé da barriga estar relacionado com o aborto, a dor normalmente surge ainda no primeiro trimestre de gestação, é bastante intensa e é acompanhada por outros sinais e sintomas característicos, como febre, perda de líquidos pela vagina, sangramentos e dor de cabeça constante.

O que fazer: Nesse caso, é muito importante que a mulher vá para o hospital para que se sejam feitos exames que permitam verificar os batimentos cardíacos do bebê e, assim proceder para o tratamento mais adequado.

Conheça as principais causas do aborto e saiba o que fazer.

Quando ir ao médico

É recomendado ir ao ginecologista obstetra quando a dor no pé da barriga é forte, frequente ou é acompanhada por outros sintomas como dor de cabeça, calafrios, febre, sangramentos ou saída de coágulos pela vagina. Isso porque esses sintomas são normalmente indicativos de alterações mais graves e que precisam ser imediatamente investigadas e tratadas para evitar complicações para a mãe ou para o bebê.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em agosto de 2022. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em maio de 2020.
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.