Orquiectomia: o que é, indicações, tipos e recuperação

Atualizado em novembro 2023

Orquiectomia é a cirurgia para remoção de um ou dos dois testículos, sendo normalmente indicada para o diagnóstico ou tratamento do câncer de testículo, quando existe suspeita clínica ou laboratorial desse tipo de câncer.

No entanto, esse tipo de cirurgia também pode ser indicada nos casos de danos graves no testículo quando não é possível repará-lo, como nos casos de acidentes ou lesões por esportes, por exemplo, ou ainda pode ser feita para a transição de pessoas trans, que pretendem mudar do sexo masculino para o sexo feminino.

A orquiectomia é feita pelo cirurgião urológico ou cirurgião oncológico, no hospital, com anestesia geral ou raquidiana, sendo oferecida gratuitamente pelo SUS ou pode ser feita em hospitais particulares, devendo-se seguir todas as recomendações médicas para uma boa recuperação. 

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Quando é indicada

A orquiectomia é indicada nos seguintes casos:

  • Câncer de testículo, para o diagnóstico ou tratamento;
  • Tumor benigno no testículo;
  • Câncer de mama em homens, para sua prevenção;
  • Câncer de próstata, para tratar ou evitar que se espalhe para outros órgãos;
  • Danos graves no testículos que não podem ser reparados, devido a traumas ou acidentes;
  • Transição de pessoas trans, do sexo masculino para o sexo feminino.

Além disso, essa cirurgia pode ser recomendada quando os testículos não desceram após a puberdade ou nos casos de torção testicular, por exemplo. Entenda o que é a torção testicular.

A orquiectomia deve ser feita com indicação do urologista ou oncologista, podendo ser realizada pelo cirurgião urológico ou oncológico.

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Tipos de orquiectomia

Existem vários tipos de orquiectomia, dependendo do objetivo do procedimento:

1. Orquiectomia simples

Neste tipo de cirurgia é removido um ou os dois testículos a partir de um pequeno corte no escroto, o que pode ser feito para tratar câncer da mama ou da próstata, de forma a reduzir a quantidade de testosterona que o organismo produz. Saiba tudo sobre o câncer da próstata.

2. Orquiectomia radical inguinal

A orquiectomia radical inguinal é realizada fazendo um corte na região abdominal e não no escroto. Geralmente, a orquiectomia é realizada desta forma, quando é encontrado um nódulo num testículo, por exemplo, de forma a poder testar este tecido e perceber se tem câncer, já que uma biopsia regular pode fazer com que este se espalhe pelo corpo.

Este procedimento também é normalmente usado para pessoas que desejam mudar de sexo.

3. Orquiectomia subcapsular

Neste procedimento, o tecido que está no interior dos testículos, ou seja, a região que produz espermatozoides e testosterona, é removido, preservando a cápsula testicular, o epidídimo e o cordão espermático.

4. Orquiectomia bilateral

A orquiectomia bilateral é uma cirurgia em que ambos os testículos são removidos, o que pode acontecer em caso de câncer da próstata, câncer da mama ou em pessoas que pretendem mudar de sexo. Saiba mais sobre a disforia de gênero.

Como é a recuperação pós-operatório

Geralmente, a pessoa tem alta logo a seguir à cirurgia, no entanto, é necessário que volte ao hospital no dia seguinte para confirmar se está tudo bem. A recuperação pode demorar entre 2 semanas a 2 meses.

Na semana seguinte à cirurgia, o médico pode recomendar a aplicação de gelo no local, para aliviar o inchaço, lavar a região com um sabão suave, manter a região seca e coberta com gaze, usar apenas os cremes e as pomadas que forem recomendados pelo médico e tomar analgésicos e anti-inflamatórios que reduzem a dor e a inflamação.

Deve-se ainda evitar fazer grandes esforços, levantar pesos ou ter relações sexuais enquanto a incisão não estiver sarada. Caso a pessoa tenha dificuldade em evacuar, pode experimentar tomar um laxante leve, para evitar fazer muito esforço.

O médico pode ainda recomendar o uso de um suporte para o escroto, que deve ser usado por cerca de 2 dias.

Quais as consequências da orquiectomia

Depois da remoção dos testículos, devido à redução de testosterona, é provável que ocorram efeitos colaterais como osteoporose, infertilidade, ondas de calor, depressão e disfunção erétil.

É muito importante falar com o médico caso ocorram alguns destes efeitos, de forma a estabelecer soluções para manter uma boa qualidade de vida.