Pequenas placas ou elevações amareladas que aparecem nas pálpebras, especialmente perto do canto interno dos olhos, podem ser xantelasmas. Essas lesões são formadas pelo acúmulo de gordura, principalmente colesterol, na pele e se tornam mais frequentes na meia-idade. O xantelasma costuma ser benigno e não prejudicar a visão, mas pode aparecer junto com alterações do colesterol, motivo pelo qual vale conversar com o médico sobre a realização de exames de sangue.
O que é o xantelasma e como reconhecer?
O xantelasma palpebral é um tipo de xantoma, nome dado ao depósito de gordura em determinadas regiões do corpo. Nas pálpebras, costuma formar áreas amarelas ou amarelo-alaranjadas, planas ou discretamente elevadas, que crescem lentamente e geralmente não provocam dor ou coceira.
A Cleveland Clinic descreve o xantelasma como um depósito de colesterol sob a pele que aparece principalmente próximo aos cantos das pálpebras. Embora possa surgir entre os 20 e os 70 anos, é observado com maior frequência entre os 35 e os 55 anos.
As bolinhas amarelas significam que o colesterol está alto?
Não necessariamente. A presença de xantelasma aumenta a atenção para alterações das gorduras no sangue, mas existem pessoas com essas lesões e colesterol dentro dos valores esperados. Segundo a Cleveland Clinic, aproximadamente metade das pessoas com xantelasma apresenta colesterol elevado.
Uma revisão científica publicada em 2024 descreve o xantelasma como um acúmulo de células carregadas de lipídios e destaca sua associação frequente com alterações do metabolismo das gorduras. Condições como diabetes e hipotireoidismo também podem estar presentes em algumas pessoas.
Por isso, olhar para a pálpebra não permite descobrir sozinho como estão LDL, HDL ou triglicerídeos. O xantelasma funciona como uma pista para investigar, e não como um exame de colesterol.

Vale fazer exame de sangue quando o xantelasma aparece?
Sim, principalmente quando a lesão é nova ou nunca houve uma avaliação das gorduras no sangue. O médico pode solicitar um lipidograma, exame que mede colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos. Dependendo do histórico e dos achados clínicos, também pode ser necessário avaliar glicose, tireoide ou outras condições associadas.
O conteúdo do Tua Saúde sobre xantelasma explica que o diagnóstico costuma ser feito pela aparência das lesões e que exames como lipidograma, glicemia e avaliação da função da tireoide podem fazer parte da investigação.
Também é importante lembrar que o colesterol alto geralmente não provoca sintomas e é confirmado por meio de exame de sangue. Assim, mesmo quem se sente bem pode apresentar alterações no perfil lipídico.
O xantelasma precisa ser retirado?
Nem sempre. Como geralmente é benigno, a remoção costuma ser considerada principalmente quando há incômodo estético ou aumento das lesões. O dermatologista pode indicar diferentes técnicas conforme tamanho, profundidade e localização, incluindo laser, peeling químico, eletrocoagulação, crioterapia ou cirurgia.
Tratar o colesterol alto, quando ele existe, é importante para a saúde cardiovascular, mas isso não garante que as placas já formadas desapareçam. Mesmo após a remoção, o xantelasma pode voltar. Não é recomendado perfurar, cortar ou aplicar ácidos e produtos caseiros perto dos olhos, pois a pele das pálpebras é delicada e existe risco de queimaduras e cicatrizes.

Quando procurar um médico?
Uma placa amarelada persistente perto dos olhos pode ser avaliada inicialmente por dermatologista ou clínico geral. A consulta é especialmente útil quando existem várias lesões, histórico familiar de colesterol muito alto ou doença cardiovascular precoce, ou quando a pessoa nunca realizou exames recentes para avaliar as gorduras do sangue.
Nem toda bolinha próxima aos olhos é xantelasma. Mília, alterações das glândulas da pele e outras lesões podem ter aparência semelhante. Por isso, confirmar o diagnóstico e, quando indicado, verificar o colesterol no sangue é mais seguro do que tentar identificar ou remover a alteração apenas pela aparência.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por um profissional de saúde.









