Sentir zumbido em apenas um ouvido pode acontecer por diferentes motivos, desde acúmulo de cera até alterações na audição ou no funcionamento do ouvido interno. Quando o som permanece por vários dias, aparece repetidamente ou começa a interferir no sono e na concentração, é importante investigar sua origem. Embora o zumbido unilateral nem sempre indique uma doença grave, sua persistência merece atenção porque algumas causas precisam de acompanhamento específico. Observar quando o barulho começou, sua intensidade e a presença de outros sintomas ajuda o médico a identificar o problema e definir os cuidados necessários.
Por que o zumbido em apenas um ouvido merece atenção?
O zumbido é a percepção de sons sem uma fonte externa correspondente, podendo ser descrito como apito, chiado, assobio ou pressão sonora. Quando acontece somente do lado direito ou esquerdo, recebe o nome de zumbido unilateral e pode estar relacionado a alterações que afetam uma das estruturas responsáveis pela audição.
Embora episódios passageiros possam ocorrer após exposição a sons intensos, a persistência do desconforto exige investigação. Isso acontece porque o zumbido no ouvido pode estar associado à diminuição da audição, inflamações ou alterações da mandíbula. A avaliação ajuda a diferenciar situações comuns de condições que precisam de tratamento específico.
O que a ciência revela sobre o zumbido unilateral persistente?
As recomendações científicas destacam que a localização e as características do zumbido são importantes para orientar a investigação. Sons percebidos em apenas um ouvido merecem avaliação individualizada, especialmente quando acompanhados de perda auditiva, tontura ou alterações neurológicas, mas isso não significa que uma doença grave esteja necessariamente presente.
Segundo o artigo científico ESR Essentials: diagnostic strategies in tinnitus-practice recommendations by the European Society of Head and Neck Radiology, publicado na revista científica European Radiology em 2025, a avaliação clínica deve considerar o tipo de zumbido e os sintomas associados antes da escolha dos exames. O documento de recomendações elaborado por especialistas destaca a importância da ressonância magnética em situações selecionadas de zumbido unilateral, principalmente para investigar possíveis alterações nas vias auditivas.

Quais são as possíveis causas do zumbido em um ouvido?
O zumbido unilateral não possui uma causa única e pode surgir por alterações temporárias ou persistentes. Entre as possibilidades que precisam ser consideradas estão:
- Acúmulo de cera: o bloqueio do canal auditivo pode provocar sensação de ouvido tampado, redução da audição e zumbido.
- Exposição a ruídos intensos: shows, máquinas e fones em volume elevado podem afetar temporária ou permanentemente a audição.
- Infecções e inflamações: alterações no ouvido externo ou médio podem provocar desconforto, pressão e ruídos percebidos internamente.
- Perda auditiva: dificuldades para ouvir, especialmente de um lado, podem acompanhar o aparecimento do zumbido.
- Alterações da mandíbula: bruxismo e problemas na articulação temporomandibular podem influenciar a percepção do som.
- Alterações do ouvido interno: algumas condições podem provocar zumbido associado a tontura ou desequilíbrio.
- Problemas vasculares: determinadas alterações circulatórias podem causar um som pulsátil, sincronizado com os batimentos cardíacos.
Quais sinais indicam que o zumbido precisa de avaliação médica?
Além da duração do sintoma, algumas características ajudam a identificar quando a investigação deve acontecer com maior rapidez. Os principais sinais de atenção incluem:
- Zumbido persistente: som que continua durante vários dias ou retorna frequentemente, mesmo sem exposição recente a barulho.
- Redução da audição: dificuldade para entender conversas ou perceber sons do lado afetado.
- Perda auditiva repentina: diminuição súbita da audição, com ou sem zumbido, exige atendimento médico urgente, preferencialmente nas primeiras 24 horas.
- Tontura intensa: sensação de movimento ou desequilíbrio importante, especialmente quando surge de repente.
- Som pulsátil: ruído que acompanha o ritmo dos batimentos cardíacos e precisa de investigação.
- Dor ou secreção: manifestações que podem indicar inflamação ou infecção no ouvido.
- Sintomas neurológicos: fraqueza facial, dificuldade para falar ou perda de força exigem atendimento de emergência.

Como investigar e cuidar do zumbido que não desaparece?
A investigação geralmente começa com uma avaliação realizada pelo otorrinolaringologista, que examina o canal auditivo e verifica a presença de cera, inflamações ou alterações no tímpano. A audiometria pode ser solicitada para identificar dificuldades auditivas, enquanto exames de imagem são considerados conforme as características do sintoma e os resultados da avaliação inicial.
O tratamento depende da causa identificada e pode incluir remoção profissional de cera, cuidados auditivos, aparelhos de amplificação sonora ou terapias específicas. Evitar volumes elevados e não introduzir objetos no ouvido são medidas importantes. Pessoas que também apresentam sensação de ouvido entupido devem evitar a automedicação. Quando o zumbido permanece ou retorna com frequência, a orientação médica profissional é fundamental para investigar sua origem e prevenir possíveis complicações.
Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um profissional de saúde. Em caso de zumbido persistente, procure orientação de um otorrinolaringologista. Perda auditiva súbita ou sintomas neurológicos exigem atendimento médico urgente.









