Quando o intestino fica preso, não existe um único alimento capaz de resolver o problema. Frutas, verduras, leguminosas, cereais integrais e sementes ajudam principalmente porque aumentam a quantidade de fibras da alimentação. Para que essa estratégia funcione bem, porém, é preciso aumentar as fibras aos poucos e manter uma hidratação adequada.
Quais alimentos ajudam o intestino a funcionar melhor?
As fibras participam da formação das fezes e podem favorecer evacuações mais regulares. O National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK) recomenda priorizar fontes como cereais integrais, leguminosas, frutas, verduras e oleaginosas para aumentar a ingestão de fibras.
Algumas opções simples para distribuir ao longo das refeições são:
- Frutas: pera e maçã com casca, laranja com bagaço, kiwi, mamão e ameixa;
- Leguminosas: feijão, lentilha, ervilha e grão-de-bico;
- Cereais integrais: aveia, arroz integral e pães preparados com farinha integral;
- Verduras e legumes: couve, brócolis, cenoura, abóbora e outras opções variadas;
- Sementes e oleaginosas: chia, linhaça, amendoim, castanhas e amêndoas.
Kiwi e ameixa realmente ajudam na prisão de ventre?
Alguns alimentos têm sido estudados especificamente em pessoas com constipação. Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2024 avaliou estudos com diferentes alimentos e bebidas e encontrou evidências de que frutas, especialmente o kiwi, podem melhorar alguns aspectos da constipação. A revisão também avaliou ameixa, pão de centeio e outros alimentos.
Isso não significa que kiwi ou ameixa funcionem como um tratamento garantido para todo mundo. Os próprios pesquisadores destacam que ainda existem poucos estudos sobre alimentos específicos. Na prática, o conjunto da alimentação e a regularidade do consumo de fibras são mais importantes do que apostar em uma fruta isolada.

Por que aumentar as fibras sem beber líquidos pode não ajudar?
As fibras precisam estar acompanhadas de líquidos para contribuir para fezes mais macias e fáceis de eliminar. Por isso, colocar muita aveia, chia ou farelo na alimentação e continuar bebendo pouco líquido pode não produzir o efeito esperado. A necessidade de água varia conforme idade, tamanho corporal, atividade física, clima e condições de saúde.
Também não é necessário aumentar todas as fontes de fibras de uma vez. Quem tem uma alimentação pobre nesse nutriente pode começar com mudanças graduais, como:
- colocar uma fruta no café da manhã ou no lanche;
- manter feijão ou outra leguminosa nas principais refeições;
- acrescentar aveia a frutas ou iogurte;
- incluir verduras e legumes no almoço e no jantar;
- trocar parte dos cereais refinados por versões integrais.
Quais alimentos merecem menos espaço quando o intestino está preso?
Uma alimentação baseada principalmente em produtos com pouca fibra pode dificultar atingir a quantidade necessária desse nutriente. Fast-food, salgadinhos e muitos alimentos ultraprocessados, por exemplo, costumam oferecer pouca fibra quando ocupam o lugar de frutas, vegetais, leguminosas e cereais integrais.
Isso não significa que um alimento específico seja responsável pela constipação. O mais útil é observar o padrão alimentar como um todo. O Tua Saúde também reúne orientações sobre alimentos para prisão de ventre e o que evitar, com exemplos que podem facilitar a organização das refeições.

Quando mudar a alimentação não é suficiente?
A prisão de ventre pode ter outras causas além da alimentação, incluindo alguns medicamentos e determinadas condições de saúde. Quando persiste apesar das mudanças de hábitos, vale procurar avaliação profissional. A investigação também é especialmente importante quando há sangue nas fezes, sangramento pelo reto, dor abdominal constante, vômitos, febre, dificuldade para eliminar gases ou perda de peso sem explicação.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista.









