O vitiligo é uma doença que provoca a perda da pigmentação da pele e leva ao aparecimento de manchas brancas bem delimitadas. O principal mecanismo envolve uma reação autoimune em que o sistema imunológico ataca os melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. A doença não é causada por fungos, bactérias ou falta de higiene e não passa de uma pessoa para outra.
O que causa o vitiligo?
A causa exata ainda não é totalmente conhecida. O National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases explica que o vitiligo é uma doença autoimune na qual células do sistema imunológico atacam e destroem os melanócitos. Fatores genéticos também participam do desenvolvimento da doença, e algumas pessoas têm familiares com vitiligo.
Uma revisão sobre os mecanismos e tratamentos do vitiligo publicada em 2024 também descreve a participação da resposta imunológica na destruição dos melanócitos. Exposição intensa ao sol, lesões na pele e outros fatores ambientais podem funcionar como desencadeadores em pessoas predispostas, mas não existe uma única causa responsável por todos os casos.
Como reconhecer as manchas de vitiligo?
A manifestação mais característica é o surgimento de áreas que perderam a pigmentação normal. As manchas podem permanecer pequenas ou aumentar e aparecer em outras regiões ao longo do tempo. Entre as características possíveis estão:
- manchas brancas ou branco-leitosas com limites geralmente perceptíveis;
- áreas sem descamação, feridas ou inflamação aparente;
- manchas nas mãos, braços, pés, rosto, joelhos e outras regiões do corpo;
- perda da pigmentação ao redor dos olhos e da boca;
- pelos ou cabelos que ficam brancos na região afetada;
- manchas semelhantes nos dois lados do corpo em formas não segmentares da doença.
O vitiligo normalmente não provoca dor nem coceira. O Tua Saúde detalha outros sinais que podem aparecer no vitiligo e as regiões em que as alterações de pigmentação são mais frequentes.

Toda mancha branca na pele é vitiligo?
Não. Micose, hipomelanose gutata, pitiríase alba e alterações de pigmentação após inflamações ou ferimentos também podem deixar a pele mais clara. Por isso, observar apenas a cor não é suficiente para confirmar o diagnóstico.
O dermatologista avalia formato, distribuição e evolução das manchas e pode examiná-las com a lâmpada de Wood, que utiliza luz ultravioleta para tornar determinadas alterações de pigmentação mais evidentes. Em alguns casos, outros exames são utilizados para descartar condições semelhantes ou investigar doenças autoimunes associadas. O conteúdo do Tua Saúde sobre vitiligo, suas causas e diagnóstico também explica como essa avaliação é realizada.
Vitiligo é contagioso?
Não. O vitiligo não é contagioso. É possível tocar a pele, compartilhar objetos, abraçar e conviver normalmente com uma pessoa que tenha a doença. Como não existe um agente infeccioso envolvido, as manchas não são transmitidas pelo contato.
Essa distinção é importante porque o aspecto das manchas ainda pode gerar preconceito. Além das alterações na pele, o vitiligo pode afetar autoestima e qualidade de vida, tornando o apoio psicológico útil quando a condição provoca sofrimento emocional.

Quais tratamentos podem ser usados?
O tratamento é escolhido pelo dermatologista de acordo com o tipo de vitiligo, localização, extensão e atividade das manchas. O NIAMS descreve tratamentos destinados a controlar a resposta imunológica e favorecer a recuperação da pigmentação. Entre as opções estão corticoides e outros medicamentos aplicados na pele, fototerapia e, em situações selecionadas, procedimentos cirúrgicos ou transplante de células produtoras de pigmento.
Os resultados variam e a repigmentação pode exigir meses de tratamento. Além disso, áreas despigmentadas têm menor proteção natural contra a radiação solar, tornando importante o uso de proteção contra o sol. Cremes e medicamentos não devem ser usados por conta própria, pois a escolha e o tempo de tratamento precisam ser individualizados.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.









