Gripes que aparecem o tempo todo, feridas que demoram a fechar e cansaço persistente são pistas de que algo pode não estar bem com as defesas do organismo. Entre os nutrientes mais estudados para fortalecer a imunidade, dois aparecem com destaque e quase sempre juntos: o zinco e a vitamina A. Eles atuam de forma complementar na produção e ativação das células de defesa, na proteção das mucosas e na resposta a infecções, o que ajuda a explicar por que tantas recomendações nutricionais e médicas trazem esses dois em parceria.
Qual o papel do zinco nas defesas do corpo?
O zinco é um mineral essencial para o desenvolvimento e a ativação dos linfócitos T, células que coordenam grande parte da resposta imune. Ele também participa do funcionamento dos neutrófilos e das células natural killer, importantes contra vírus e bactérias.
Sem zinco em quantidade adequada, o corpo fica mais suscetível a infecções respiratórias, diarreias e cicatrização lenta. Outros sinais comuns de deficiência incluem queda capilar, alterações no paladar, unhas com manchas brancas e maior frequência de aftas.
Por que a vitamina A é importante para a imunidade?
A vitamina A é fundamental para a integridade das mucosas que revestem o nariz, a boca, os pulmões e o intestino, primeiras barreiras contra microrganismos. Ela também participa da maturação de células de defesa e da produção de anticorpos.
Quando está em baixa, podem surgir dificuldade de enxergar à noite, pele ressecada, infecções respiratórias frequentes e maior sensibilidade a problemas intestinais. Em crianças, a deficiência é associada ao aumento da gravidade de infecções comuns.
O que mostra o estudo publicado no Asia Pacific Journal of Clinical Nutrition
O efeito conjunto desses nutrientes foi testado em um ensaio clínico randomizado, com avaliação por pares, em uma população de crianças com risco de deficiência. Segundo o estudo Efeito da suplementação de zinco e vitamina A nas respostas imunológicas em pré-escolares indonésios, publicado no Asia Pacific Journal of Clinical Nutrition, a suplementação de zinco aumentou a produção de interferon-gama, uma substância importante na resposta imune celular, e modificou o efeito da vitamina A sobre a IgA salivar, anticorpo que atua na defesa das mucosas, especialmente em crianças mais novas e abaixo do peso. O resultado reforça que os dois nutrientes têm ações que se complementam quando trabalham em conjunto.

Onde encontrar zinco e vitamina A na alimentação?
Antes de pensar em suplementação, vale conhecer as principais fontes alimentares. Combinar esses alimentos na rotina já oferece um bom aporte para a maior parte dos adultos saudáveis.

Quem tem maior risco de deficiência?
Alguns perfis concentram mais casos de deficiência desses nutrientes e merecem atenção redobrada com a dieta e o acompanhamento médico. A investigação clínica costuma ser indicada nesses grupos quando há sintomas persistentes.
- Crianças e idosos, pelas necessidades fisiológicas e pela ingestão muitas vezes reduzida.
- Gestantes e lactantes, devido ao aumento da demanda corporal.
- Vegetarianos e veganos sem planejamento alimentar adequado.
- Pessoas com doenças intestinais (Crohn, doença celíaca) ou após cirurgia bariátrica.
- Indivíduos com consumo crônico de álcool ou dietas muito restritivas.
A suplementação só deve ser iniciada com orientação profissional, já que o excesso de zinco pode prejudicar a absorção de cobre, e o de vitamina A pode causar toxicidade.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizados por um médico ou profissional de saúde qualificado.









