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Monócitos: o que são, valor de referência e porque estão altos ou baixos

Revisão clínica: Marcela Lemos
Biomédica
novembro 2022

Os monócitos são o maior tipo de leucócitos, um grupo de células do sistema imune que tem a função de defender o organismo contra invasores, como vírus e bactérias.

Os monócitos são produzidos na medula óssea e ficam poucas horas circulantes no sangue, pois seguem para outros tecidos, onde sofrem processo de diferenciação, recebendo o nome de macrófago.

O número de monócitos pode ser contabilizado no leucograma, que é uma das partes do hemograma, que indica a quantidade de células de defesa do organismo, indicando se está dentro dos valores normais, acima ou abaixo.

Imagem ilustrativa número 1

O que significa monócitos altos

O aumento no número de monócitos (monocitose), normalmente é indicativo de:

  • Infecções crônicas, como tuberculose;
  • Colite ulcerativa;
  • Infecção por protozoários;
  • Doença de Hodgkin;
  • Leucemia mielomonocítica;
  • Mieloma múltiplo;
  • Doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide.

O aumento dos monócitos normalmente não causa sintomas, sendo percebido apenas por meio do exame de sangue. No entanto, podem haver sintomas relacionados à causa da monocitose, devendo ser investigada e tratada de acordo com a recomendação do médico. Entenda o que é o hemograma e para que serve.

O que significa monócitos baixos

Quando os valores de monócitos estão baixos (monocitopenia), normalmente significa que o sistema imunológico está enfraquecido, como acontece em casos de infecções no sangue, tratamentos de quimioterapia e problemas na medula óssea, como anemia aplástica e leucemia. 

Além disso, casos de infecções na pele, uso de corticoides e infecção pelo HPV também podem causar diminuição do número de monócitos.

É raro o aparecimento de valores próximos a 0 de monócitos no sangue e, quando ocorre, pode significar a presença da Síndrome de monoMAC, que é uma doença genética caracterizada pela ausência da produção de monócitos pela medula óssea. Nestes casos, o tratamento é feito com medicamentos para combater a infecção, como antibióticos, podendo ser necessário também fazer um transplante de medula para curar o problema genético.

Valores de referência

Os valores de referência de monócitos varia de acordo com o laboratório, mas deve corresponder a cerca de 2 a 10% do total de leucócitos no exame, isto é entre 300 e 900 monócitos por mm³ de sangue.

Em geral, alterações no número dessas células não causam sintomas no paciente, que sente apenas os sintomas da doença que provoca o aumento ou diminuição dos monócitos. Além disso, em alguns casos o paciente também só descobre que existe alguma alteração ao fazer um exame de sangue de rotina.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em novembro de 2022. Revisão clínica por Marcela Lemos - Biomédica, em novembro de 2022.
Revisão clínica:
Marcela Lemos
Biomédica
Mestre em Microbiologia Aplicada, com habilitação em Análises Clínicas e formada pela UFPE em 2017 com registro profissional no CRBM/ PE 08598.