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O que é Mielodisplasia e como identificar

A mielodisplasia, também chamada de síndrome mielodisplásica, é considerada um tipo de câncer em que a medula óssea produz células defeituosas ou ainda sem o amadurecimento suficente para a corrente sanguínea, e tem como consequência a presença de anemia, tendência a infecções e sangramentos frequentes, que podem gerar complicações muito graves.

Apesar de poder surgir em qualquer idade, esta doença é mais comum em idosos, e na maioria das vezes, a suas causas não são esclarecidas, apesar de em alguns casos poder surgir como consequência do tratamento de um câncer anterior, com quimioterapia, radioterapia ou exposição a produtos químicos, como benzeno ou fumo, por exemplo.

A mielodisplasia pode ter cura, geralmente, alcançada com o transplante de medula óssea, no entanto, esta não é possível para todos os pacientes, sendo indicada através da avaliação do hematologista. Também existem opções de tratamento com medicamentos quimioterápicos.

O que é Mielodisplasia e como identificar

Deve-se lembrar que existem tipos diferentes de mielodisplasia, que podem ser provocadas por alterações genéticas diferentes e terem leves variações na forma de se manifestar e diferentes gravidades, por exemplo. 

Principais sintomas 

A medula óssea é um importante local do corpo que produz as células sanguíneas, como hemácias, que são os glóbulos vermelhos, leucócitos, que são os glóbulos brancos responsáveis pela defesa do organismo e as plaquetas, que são fundamentais para a coagulação do sangue. Por isso, o seu comprometimento produz sinais e sintomas como:

  • Cansaço;
  • Palidez;
  • Falta de ar;
  • Tendência a infecções;
  • Febre;
  • Sangramentos;
  • Manchas vermelhas no corpo

Nos casos iniciais, a pessoa pode não apresentar sintomas, e a doença acaba sendo descoberta em exames de rotina. Além disso, a quantidade e intensidade dos sintomas irá depender dos tipos de células sanguíneas mais prejudicadas pela mielodisplasia e também a gravidade de cada caso. 

Além disso, em cerca de 1/3 dos casos, a síndrome mielodisplásica pode evoluir para uma leucemia aguda, que um câncer grave das células sanguíneas. Confira mais sobre a leucemia mielóide aguda

Desta forma, não é possível determinar um tempo de expectativa de vida para estes pacientes, já que a doença pode evoluir muito lentamente, durante décadas, como pode evoluir para uma forma grave, com pouca resposta ao tratamento e provocar mais complicações em meses a poucos anos. 

Quais são as causas

A síndrome mielodisplásica tem causa genética, mas em muitos casos o motivo para esta alteração no DNA não é encontrado, sendo classificada como mielodisplasia primária. apesar de ter causa genética, esta doença não é hereditária.

Já as mielodisplasias secundárias, acontecem devido a intoxicações provocadas por produtos químicos como quimioterapia, radioterapia, benzeno, pesticidas, tabaco, chumbo ou mercúrio, por exemplo.

O que é Mielodisplasia e como identificar

Como confirmar

Para confirmar o diagnóstico de mielodisplasia, o hematologista irá fazer a avaliação clínica e solicitar exames como:

  • Hemograma, que determina a quantidade de hemácias, leucócitos e plaquetas no sangue;
  • Mielograma, que é o aspirado da medula óssea capaz de avaliar a quantidade e características das células neste local. Saiba mais sobre como é feito e quando é indicado o mielograma;
  • Testes genéticos e imunológicos, como cariótipo ou imunofenotipagem;
  • Biópsia da medula óssea, que poderá fornecer mais informações do conteúdo da medula óssea, especialmente quando ela está muito alterada ou sofre de outras complicações, como infiltrações por fibrose. Entenda quando é necessária e como é feita a biópsia da medula óssea;
  • Dosagem de ferro, vitamina B12 e ácido fólico, pois a defeciência destes pode provocar alterações na produção do sangue.

Desta forma, o hematologista poderá detectar qual o tipo da mielodisplasia, diferenciar de outras doenças da medula óssea e determinar melhor o tipo de tratamento.

Como é feito o tratamento

A principal forma de tratamento é o transplante de medula óssea, que pode levar à cura da doença, no entanto, nem todas as pessoas estão aptas para este procedimento, que deve ser feito em pessoas que não tenham doenças que limitem a capacidade física e preferencialmente com idade menor que 65 anos. 

Outra opção de tratamento inclui a quimioterapia, com medicamentos como Azacitidina e Decitabina, por exemplo, feitas em ciclos determinados pelo hematologista. 

A transfusão de sangue pode ser necessária em alguns casos, sobretudo quando há uma anemia grave ou falta de plaquetas que permitam a adequada coagulação do sangue. Confira as indicações e como é feita a transfusão de sangue.

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