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O que é leptospirose, sintomas, transmissão e tratamento

A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria do gênero Leptospira, que pode ser transmitida para pessoas por meio do contato com a urina e excrementos de animais infectados por essa bactéria, como ratos, principalmente, cães e gatos.

Essa doença acontece mais frequentemente em épocas de cheia, pois devido às enchentes, poças e solos úmidos, a urina dos animais infectados pode facilmente ser espalhada e a bactéria infectar a pessoa por meio das mucosas ou feridas na pele, provocando sintomas como febre, calafrios, olhos avermelhados, dor de cabeça e náuseas.

Apesar da maioria dos casos provocar sintomas leves, algumas pessoas podem evoluir com graves complicações, como hemorragias, insuficiência renal ou meningite, por exemplo, por isso, sempre que houver suspeita desta doença, é importante ir ao infectologista ou ao clínico geral para que sejam feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, que pode ser feito com analgésicos e antibióticos.

O que é leptospirose, sintomas, transmissão e tratamento

Principais sintomas

Os sintomas de leptospirose normalmente surgem entre 7 e 14 dias após o contato com a bactéria, porém em alguns casos podem não ser identificados os sintomas iniciais da doença, apenas sintomas mais graves que são indicativos de que a doença já está em uma fase mais avançada.

Os sintomas da leptospirose, quando surgem, podem variar desde sintomas leves até graves, como por exemplo:

  • Febre alta que começa de forma repentina;
  • Dor de cabeça;
  • Dores pelo corpo, principalmente na panturrilha, costas e abdômen;
  • Perda do apetite;
  • Vômito, diarreia;
  • Calafrios;
  • Olhos vermelhos.

Entre 3 a 7 dias após o início dos sintomas pode surgir a tríade de Weil, que corresponde aos três sintomas que surgem juntos e que são indicativos de maior gravidade da doença, como icterícia, que são os olhos e pele amarelados, insuficiência renal e hemorragias, principalmente pulmonares.

O diagnóstico da leptospirose é feito pelo clínico geral ou infectologista por meio da avaliação dos sintomas, exame físico e exames de sangue, como hemograma e exames para avaliar a função dos rins, fígado e a capacidade de coagulação, para verificar se há algum sinal de complicação. Além disso, podem ser feito exames moleculares e sorológicos para identificar a bactéria e antígenos e anticorpos produzidos pelo organismo contra esse microrganismo.

Transmissão da leptospirose

A transmissão da leptospirose não acontece de uma pessoa para outra, e para haver o contágio pela doença, é necessário o contato com a urina ou outros excrementos de animais que estejam contaminados, como ratos, cães, gatos, porcos e bovinos.

A Leptospira costuma penetrar através de mucosas, como olhos e boca, ou ferimentos e arranhões na pele, e quando já está dentro do corpo consegue atingir a corrente sanguínea e se espalhar para outros órgãos, levando ao surgimento de complicações como insuficiência renal e hemorragias pulmonares, que além de serem manifestações tardias também podem ser indicativos de maior gravidade da doença. 

A existência de situações como enchentes, inundações, poças ou contato com solo úmido, lixo e plantações podem facilitar o contato com a urina dos animais contaminados e facilitar a infecção. Uma outra forma de contaminação é ingerir bebidas em lata ou consumir enlatados que tenham entrado em contato com a urina do rato. Conheça outras doenças transmitidas pela chuva

O que fazer para prevenir

Para se proteger e evitar a leptospirose é recomendado evitar o contato com águas potencialmente contaminadas, como enchentes, lama, rios com água parada e piscina não tratada com cloro. Quando é necessário enfrentar uma enchente pode ser útil utilizar galochas de borracha para manter a pele seca e devidamente protegida das águas contaminadas, por isso:

  • Lave e desinfete com água sanitária ou cloro o chão, móveis, a caixa de água e tudo que tiver entrado em contato com a enchente;
  • Jogue fora os alimentos que entraram em contato com a água contaminada;
  • Lavar todas as latas antes de as abrir, seja de alimentos ou de bebidas;
  • Ferva a água para consumo e para a preparação de alimentos e coloque 2 gotas de água sanitária em cada litro de água;
  • Procure eliminar todos os pontos de acúmulo de água após as enchentes por causa da multiplicação do mosquito da dengue ou malária;
  • Tente não deixar acumular lixo em casa e coloque-o em sacos fechados e longe do chão para evitar a proliferação de ratos.

Outras medidas que ajudam na prevenção desta doença são sempre usar luvas de borracha, principalmente quando mexer no lixo ou realizar limpezas em locais que possam ter ratos ou outros roedores e lavar muito bem os alimentos antes de consumir com água potável e também as mãos antes de comer.

Além disso, em alguns casos, também pode ser indicado o uso de antibióticos para evitar a infecção, o que é chamado de quimioprofilaxia. Geralmente, é orientado o antibiótico Doxiciclina, sendo indicado para pessoas que sofreram exposição a enchentes ou limpezas de fossas, ou, até, para pessoas que ainda serão expostas a situações de risco, como para exercícios militares ou realização de esportes aquáticos, por exemplo. 

Como é feito o tratamento

Na maioria dos casos, o tratamento pode ser feito em casa com o uso de medicamentos para aliviar os sintomas, como Paracetamol, além de hidratação e repouso. Antibióticos como Doxiciclina ou Penicilina podem ser recomendados pelo médico, apesar de seu benefício ser maior nos primeiros 5 dias da doença. Saiba mais detalhes sobre o tratamento para Leptospirose.

Bibliografia >

  • BARER, Michael R. et al. Medical Microbiology - A guide to microbial infections: pathogenesis, immunity, laboratory investigation and control. 19 ed. Elsevier, 2018. 326-330.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Leptospirose: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção. Disponível em: <http://saude.gov.br/saude-de-a-z/leptospirose>. Acesso em 04 Abr 2019
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Leptospirose: diagnóstico e manejo clínico. 2014. Disponível em: <http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2015/janeiro/16/Leptospirose-diagnostico-manejo-clinico.pdf>. Acesso em 28 Jan 2020
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