Hiperaldosteronismo: o que é, sintomas e tratamento

Agosto 2021

O hiperaldosteronismo é uma situação em que há aumento da produção de aldosterona pelas glândulas suprarrenais, que é um hormônio responsável pela regulação dos níveis de sódio e potássio no sangue. Assim, como consequência do aumento dos níveis de aldosterona, há excesso de sódio no sangue e menores quantidade de potássio, o que resulta em desequilíbrio osmótico e do pH sanguíneo, além de favorecer o desenvolvimento de pressão alta.

O hiperaldosteronismo é mais comum de acontecer em mulheres entre 30 e 50 anos, sendo importante que seja diagnosticada assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas indicativos de alteração, pois assim é possível iniciar o tratamento adequado, que pode envolver o uso de medicamentos diuréticos e/ou anti-hipertensivos e, assim, prevenir o agravamento da hipertensão.

Hiperaldosteronismo: o que é, sintomas e tratamento

Sintomas de hiperaldosteronismo

Os sintomas de hiperaldosteronismo estão relacionados com a diminuição dos níveis de potássio e aumento de sódio circulantes, podendo haver:

  • Fraqueza;
  • Formigamento;
  • Espasmo muscular;
  • Aumento da frequência para urinar;
  • Aumento da sede;
  • Câimbra;
  • Paralisia, nos casos mais graves.

Na presença de sinais e sintomas possivelmente indicativos de hiperaldosteronismo, é importante que o clínico geral ou endocrinologista seja consultado para que sejam realizados exames, como dosagem de aldosterona, sódio e potássio no sangue. Além disso, pode ser indicada  realização de exames de imagem que avaliam as características e funcionamento das glândulas adrenais e suprarrenais.

Principais causas

De acordo com a causa do aumento dos níveis de aldosterona, o hiperaldosteronismo pode ser classificado em dois tipos principais:

  • Hiperaldosteronismo primário, que é causado pela presença de um tumor na glândula suprarrenal;
  • Hiperaldosteronismo secundário, que acontece devido ao aumento da produção de renina, que é uma enzima produzida e liberada pelas células dos rins e que está relacionada com o aumento ou diminuição da pressão arterial.

Além disso, o hiperaldosteronismo primário pode acontecer devido a um carcinoma adrenocortical, neoplasia no ovário ou adenoma responsivo à angiotensina, enquanto que o secundário pode ser consequência de síndrome nefrótica ou cirrose hepática, por exemplo.

Como é o tratamento

O tratamento para o hiperaldosteronismo deve ser feito de acordo com a orientação do cardiologista, endocrinologista ou clínico geral e tem como principal objetivo regular a pressão. Para isso, pode ser indicado que a pessoa aumente o consumo de líquidos e faça uso de medicação diurética e anti-hipertensiva. Veja mais detalhes do tratamento para pressão alta.

Nos casos em que o aumento do nível de aldosterona é devido a um tumor na glândula suprarrenal, pode ser indicada a realização de cirurgia para retirada.

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Bibliografia

  • MAIA, Frederico F. R.; MALACHIAS, Marcus Vinícius B.; ARAÚJO, Levimar R. Manejo diagnóstico e terapêutico do hiperaldosteronismo primário. Rev Med Minas Gerais. Vol 15. 2 ed; 114-117, 2005
  • WANDERLEY, Bruno R.; MAQUINÉ, Gustavo A.; JUNIOR, Célio R. W. et al. Hiperaldosteronismo primário, como descrito por Conn. Relato de caso. Rev Soc Bras Clin Med. Vol 13. 3 ed; 198-20, 2015
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