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O que você precisa saber?

O que significa Fêmur Curto Congênito

O fêmur curto congênito é uma má formação caracterizada pela diminuição do tamanho ou ausência do fêmur, que é o osso da coxa e o maior osso do corpo.

Esta alteração pode ser descoberta no ultrassom no 2º ou 3º trimestre de gestação e pode indicar a presença de alguma doença como síndrome de Down, nanismo ou acondroplasia, por exemplo, ou pode somente indicar que o bebê possui o encurtamento ou ausência do fêmur, não tendo nenhum outro problema de saúde.

Como é feito o diagnóstico 

  • Durante a gravidez:

O médico pode descobrir que o bebê possui fêmur curto congênito através da ultrassonografia realizada durante o pré-natal, onde se mede o tamanho do fêmur. O comprimento ideal do fêmur durante a gestação deve ser de aproximadamente:

  • 24 semanas de gestação: 42 mm
  • 26 semanas de gestação: 48 mm
  • 28 semanas de gestação: 53 mm
  • 30 semanas de gestação: 58 mm
  • 32 semanas de gestação: 60 mm
  • 34 semanas de gestação: 65 mm
  • 36 semanas de gestação: 69 mm
  • 38 semanas de gestação: 72 mm
  • 40 semanas de gestação: 74 mm

Estas medidas são aproximadas e por isso o bebê pode estar com o crescimento dentro do esperado se apresentar valores menores do que os indicados aqui e por isso quem deve indicar se o bebê possui fêmur curto é o médico que está acompanhando a gravidez.

Muitas vezes uma pequena alteração é encontrada no final da gestação, mas também deve ser levado em consideração a altura dos pais e também da família porque se os pais não são muito altos, seu bebê também não deve ser e isso não indica nenhum problema de saúde.

  • Depois do nascimento:

E alguns casos o obstetra não observa nenhuma alteração significativa durante a gestação, mas o pediatra pode descobrir que o bebê possui alguma alteração no comprimento do fêmur ou no encaixe desse osso no quadril ao realizar alguns testes nos primeiros 3 dias em que o bebê fica no hospital, após o nascimento. 

Saiba quais são os testes realizados na maternidade e as possíveis alterações que o pediatra pode encontrar em: O que é Displasia Congênita de Quadril, uma condição onde o fêmur é menor do que deveria ou há alterações no encaixe no quadril.

Classificação do fêmur curto congênito

Após identificar que o fêmur é menor que deveria o médico também deve observar que tipo de alteração o bebê possui, que pode ser: 

O que significa Fêmur Curto Congênito

A parte vermelha da imagem indica a parte do osso que está menor ou ausente e por isso indica:

  • Tipo A: Uma pequena parte do fêmur, debaixo da cabeça do fêmur é deficiente ou está ausente;
  • Tipo B: A cabeça do fêmur está unida a parte mais inferior do osso;
  • Tipo C: A cabeça do fêmur e o acetábulo, que é o local de encaixe no quadril também está afetado;
  • Tipo D: A maior parte do fêmur, acetábulo e parte do quadril estão ausentes.

Tratamento do fêmur curto congênito

O tratamento do fêmur curto congênito é bastante demorado e tem como objetivo melhorar a qualidade de vida do bebê. Quando o encurtamento do fêmur é de até 2cm de comprimento na vida adulta, o médico pode decidir não realizar nenhum tratamento específico, mas quando o encurtamento é maior que 5cm é necessário tratamentos e cirurgias, que devem ser realizadas ao longo da vida mas que devem ser iniciadas na infância.

O médico pode saber qual será o comprimento do fêmur que a criança terá na vida adulta usando o método multiplicador de Paley e de acordo com o resultado poderá indicar os seguintes tratamentos:

  • Para encurtamento com até 2 cm em adulto:

Quando o encurtamento do fêmur é de até 2cm o tratamento pode ser compensação no calçado da diferença entre as pernas, através do uso de palmilhas ou elevação no sola do calçado para evitar que se desenvolva uma escoliose e que haja dor nas costas ou outras compensações nos músculos e articulações. 

  • Para encurtamento entre 2 e 5 cm em adulto:

Quando o encurtamento do fêmur é entre 2 e 5 cm pode ser realizada uma cirurgia para cortar o osso da perna saudável para que fiquem do mesmo tamanho, fazer cirurgia para alongamento femoral ou tibial e enquanto aguarda o momento ideal da cirurgia, pode-se usar apenas compensação com calçado adequado ou prótese de perna.

  • Para encurtamento com mais de 20 cm em adulto:

Quando o encurtamento é maior que 20 cm, que é praticamente a metade do tamanho normal na vida adulta, pode ser necessário amputar a perna e usar uma prótese ou muletas por toda a vida. Nesse caso, a cirurgia é o tratamento mais eficaz e tem como objetivo acrescentar próteses ao osso para que a pessoa continue andando normalmente. A cirurgia deve ser realizada, preferencialmente, antes dos 3 anos de idade. 

Em todo caso a fisioterapia é sempre indicada para diminuir as dores, facilitar o desenvolvimento e evitar compensações musculares ou preparar para cirurgia, por exemplo, mas cada caso deve ser analisado pessoalmente porque o tratamento fisioterapêutico será diferente para cada pessoa porque as necessidades de um podem não ser as do outro. 

O que causa fêmur curto congênito

O fêmur curto congênito desenvolve-se durante a gravidez e pode ser causado por infecções causadas por vírus, uso de drogas durante a gestação, exposição à radiação ou toma de alguns medicamentos como Talidomida, por exemplo, mas nem sempre as causas podem ser esclarecidas.

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