Fasciola hepatica: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

Fasciola hepatica é um parasita que pode ser encontrado no fígado e vias biliares de carneiros, ovelhas, boi, vaca ou porcos, por exemplo, onde produz ovos que são excretados pelas fezes, podendo contaminar água ou verduras, e ser transmitida para humanos que ingerem esses alimentos contaminados pela forma infectante desse parasita.

Desta forma, a Fasciola hepatica pode causar uma infecção parasitária, chamada fasciolíase ou fasciolose, resultando em sintomas como febre, dor abdominal, inchaço no fígado e obstrução dos ductos biliares, nos casos mais graves. 

Leia também: Doenças hepáticas: o que são, sintomas, tipos e tratamento tuasaude.com/doencas-hepaticas

É importante que o diagnóstico e o tratamento sejam feitos rapidamente, pois como o parasita não é adaptado ao corpo humano, os sintomas podem ser bastante graves. Assim, na suspeita de infecção por Fasciola hepatica, é recomendado consultar o clínico geral, o infectologista ou o hepatologista para que seja iniciado o tratamento, que normalmente envolve o uso de antiparasitários.

Imagem ilustrativa número 3

Sintomas de Fasciola hepatica

Os principais sintomas de infecção por Fasciola hepatica são:

  • Febre alta;
  • Dor do lado direito superior da barriga;
  • Aumento do abdome devido ao acúmulo de líquido;
  • Pele e olhos amarelados;
  • Dor muscular;
  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia;
  • Perda do apetite;
  • Coceira na pele;
  • Mal estar geral;
  • Perda de peso;
  • Tonturas. 

Os sintomas da fase aguda, que acontece durante a migração dos parasitas do intestino para o fígado, geralmente surgem nas primeiras 6 a 12 semanas após a infecção. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em 6 semanas, e a pessoa continua infectada, iniciando a fase crônica da doença.

Na fase crônica da infecção, devido a presença de parasitas nos ductos biliares, pode ocorrer obstrução desses ductos, e resultar em icterícia recorrente, pedras na vesícula, pancreatite, inflamação das vias biliares, cirrose ou câncer dos canais biliares do fígado.

Por isso, é importante que assim que surgirem sintomas de infecção por Fasciola hepatica, o clínico geral, infectologista ou hepatologista sejam consultados, para que seja diagnosticada e iniciado o tratamento, de forma a evitar complicações da doença.  

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico de fasciolose é feito inicialmente pelo clínico geral a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados, sendo também feita uma avaliação dos hábitos de vida, principalmente relacionado com o hábito de comer vegetais crus ou beber água não filtrada.

Após a avaliação inicial, o médico pode indicar a realização de alguns exames que ajudam a confirmar a infecção, como exame parasitológico de fezes, testes imunológicos de sangue e exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada do abdômen com o objetivo de verificar a presença do parasita dentro da árvore biliar e de identificar áreas de inflamação e fibrose.

Caso deseje, marque uma consulta com o médico mais próximo para avaliar os sinais e sintomas sentidos:

Cuidar da sua saúde nunca foi tão fácil!

Marque uma consulta com nossos Gastroenterologistas Hepatológicos e receba o cuidado personalizado que você merece.

Marcar consulta

Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

Foto de uma doutora e um doutor de braços cruzados esperando você para atender

Como acontece a transmissão

A transmissão da Fasciola hepatica acontece a partir do consumo de água ou vegetais crus que contenham formas infectantes desse parasita, isso porque após a eclosão do ovo na água e desenvolvimento no caramujo, há liberação das formas infectantes que deixam a água e as plantas aquáticas, incluindo o agrião, contaminadas.

Outra forma possível de infecção, porém mais rara, é através do consumo de carne de fígado crua de animais infectados e contato com o caramujo ou suas secreções.

Como é feito o tratamento

O tratamento da fasciolíase deve ser orientado pelo clínico geral ou infectologista, e inclui o uso de medicamentos antiparasitários, como triclabendazol, bithionol ou deidroemetina.

Caso já haja complicações no fígado, como cirrose ou obstrução dos ductos, será necessário o acompanhamento com o hepatologista, que indicará formas de prolongar a saúde do fígado e, se necessário, indicar algum tipo de cirurgia de correção das obstruções.

Prevenção da infecção por Fasciola hepatica

Para prevenir a infecção pela Fasciola hepatica, é recomendado descontaminar bem os vegetais crus antes de comer, e usar sempre água limpa e própria para o consumo. Além disso, é orientado evitar o consumo de carnes cruas.

É importante também que os cuidadores de gados e outros animais tenham cuidado com a alimentação e realizem o tratamento, caso estejam infectados, como forma de evitar a persistência dos vermes no ambiente.