Fasciola hepatica: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

Fasciola hepatica é um parasita que pode ser encontrado nos canais biliares de mamíferos, como ovinos, bovinos e suínos, por exemplo, e que pode causar fasciolíase ou fasciolose, que é uma doença rara mas que pode acontecer quando se consome água ou verduras contaminadas pela forma infectante desse parasita, resultando em febre, dor abdominal, inchaço no fígado e obstrução dos ductos biliares, nos casos mais graves. 

É importante que o diagnóstico e o tratamento sejam feitos rapidamente, pois como o parasita não é adaptado ao corpo humano, os sintomas podem ser bastante graves. Assim, na suspeita de infecção por Fasciola hepatica, é recomendado consultar o clínico geral para que sejam feitos exames e seja iniciado o tratamento, que normalmente envolve o uso de Albendazol, Bithionol e/ou Deidroemetina, de acordo com a orientação médica.

Fasciola hepatica: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

Principais sintomas

Os sintomas de infecção por Fasciola hepatica podem variar de acordo com a fase e intensidade da infecção. Assim, na doença aguda que acontece durante a migração dos parasitas, nas primeiras 1 a 2 semanas após a infecção, podem ser provocados sintomas como febre, dor abdominal e inchaço do fígado.

Já quando os parasitas estão alojados nos ductos biliares, a infecção torna-se crônica, podendo ocorrer uma inflamação do fígado, e causar sinais e sintomas como perda de peso, febre recorrente, aumento do fígado, acúmulo de líquido no abdômen, anemia, tonturas e falta de ar. Em alguns casos a inflamação do fígado pode levar ao surgimento de complicações, como obstrução dos ductos biliares ou cirrose hepática. 

Como é o diagnóstico

O diagnóstico de fasciolose é feito inicialmente pelo clínico geral a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa, sendo também feita uma avaliação dos hábitos de vida, principalmente relacionado com o costume de comer vegetais crus.

Após a avaliação inicial, o médico pode indicar a realização de alguns exames que ajudem a confirmar a infecção, como exame parasitológico de fezes, testes imunológicos de sangue e exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia do abdômen com o objetivo de verificar a presença do parasita dentro da árvore biliar e de identificar áreas de inflamação e fibrose.

Como acontece a transmissão

A Fasciola hepatica é transmitida para o homem a partir do consumo de água ou vegetais crus que contenham formas infectantes desse parasita, isso porque após a eclosão do ovo na água e desenvolvimento no caramujo, há liberação das formas infectantes que deixam a água e as plantas aquáticas, incluindo o agrião, contaminadas.

Outra forma possível de infecção, porém mais rara, é através do consumo de carne de fígado crua de animais infectados e contato com o caramujo ou suas secreções.

Como é feito o tratamento

O tratamento da fasciolíase é orientado pelo médico, e inclui o uso de medicamentos antiparasitários como Bithionol por 10 dias em dias alternados, Deidroemetina por 10 dias ou Albendazol, apesar de terem sido descritos efeitos colaterais graves associados ao uso desse antiparasitário.

Caso já haja complicações no fígado, como cirrose ou obstrução dos ductos, será necessário o acompanhamento com o hepatologista, que indicará formas de prolongar a saúde do fígado e, se necessário, indicar algum tipo de cirurgia de correção das obstruções.

Prevenção da infecção por Fasciola hepatica

Para prevenir a infecção pela Fasciola hepatica, é recomendado descontaminar bem os vegetais crus antes de comer, e usar sempre água limpa e própria para o consumo. Além disso, é orientado evitar o consumo de carnes cruas.

É importante também que os cuidadores de gados e outros animais tenham cuidado com a alimentação e realizem o tratamento, caso estejam infectados, como forma de evitar a persistência dos vermes no ambiente.

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Bibliografia

  • NEVES, David P. Parasitologia Humana. 12 ed. Atheneu, 241-244.
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