Endocardite bacteriana: o que é, sintomas, tipos e tratamento

A endocardite bacteriana é uma infecção que afeta as estruturas internas do coração, principalmente as válvulas cardíacas, devido à presença de bactérias que chegam por meio da circulação sanguínea. É uma doença grave, com elevada chance de mortalidade e que pode estar associada a várias complicações, como AVC, por exemplo.

Existem dois tipos de endocardite bacteriana:

  1. Endocardite bacteriana aguda: é uma infecção que se desenvolve muito rapidamente, causando sintomas intensos e mais fáceis de identificar;
  2. Endocardite bacteriana subaguda: a pessoa pode demorar algumas semanas ou meses para identificar a endocardite, demonstrando sintomas menos específicos.

Sempre que existe suspeita de endocardite é muito importante ir imediatamente ao hospital para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento o mais rápido possível, evitando complicações graves.

Endocardite bacteriana: o que é, sintomas, tipos e tratamento

Principais sintomas

Os sintomas da endocardite bacteriana variam de acordo com o tipo da infecção. Nos casos de endocardite aguda, os sintomas podem ser:

  • Febre alta;
  • Calafrios;
  • Cansaço excessivo;
  • Inchaço das pernas e pés;
  • Falta de ar;
  • Pequenos pontos de sangramento nas palmas das mãos e pés.

Já na endocardite subaguda, os sintomas são menos específicos e podem incluir:

  • Febre baixa;
  • Suor noturno;
  • Cansaço fácil;
  • Falta de apetite;
  • Emagrecimento;
  • Pequenos nódulos doloridos nos dedos das mãos ou dos pés;
  • Ruptura de pequenos vasos sanguíneos na parte branca dos olhos, no céu da boca, no interior das bochechas, no peito ou nos dedos das mãos ou dos pés.

Caso estes sintomas estejam presentes é aconselhado ir ao pronto-socorro o mais rápido possível porque a endocardite é uma doença grave que pode colocar a vida em risco.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da endocardite bacteriana pode ser feito através de exames como o ecocardiograma, que é um tipo de ultrassom no coração, e através de exames de sangue com o objetivo de identificar a presença da bactérias na corrente sanguínea, que é conhecida como bacteremia. Entenda melhor o que é a bacteremia, como acontece e como tratar.

Possíveis causas

A principal causa de endocardite bacteriana no Brasil é a doença valvar reumática, no entanto, existem outros fatores que podem aumentar o risco deste tipo de condição, como:

  • Fazer uso de drogas injetáveis;
  • Realizar piercings em locais com pouca higiene;
  • Fazer tratamentos dentários sem uso prévio de antibiótico;
  • Colocação dispositivos intracardíacos, como marcapasso ou próteses valvares.

Além disso, a realização de hemodiálise também aumenta o risco deste tipo de complicação.

Porque problemas dentários podem causar endocardite

Uma das principais causas da endocardite é a realização de procedimentos dentários como extração de dentes ou tratamento para cárie. Nestes casos, as bactérias da cárie e as presentes naturalmente na boca podem ser transportadas pelo sangue até se acumularem no coração, onde provocam a infecção dos tecidos.

Por esse motivo, pessoas com alto risco de endocardite, como portadores de próteses valvares ou marcapasso, precisam utilizar antibiótico 1 hora antes de alguns procedimentos dentários, com o objetivo de prevenir a endocardite bacteriana.

Como é feito o tratamento da endocardite

O tratamento da endocardite é feito com o uso de antibióticos, que podem ser orais ou aplicados diretamente na veia, de acordo com o microrganismo identificado no sangue. Em casos mais graves, onde não existe um bom resultado com o uso de antibiótico e dependendo do tamanho da infecção e da sua localização, é indicada cirurgia para trocar as válvula cardíacas por próteses.

A profilaxia da endocardite é feita especialmente nas pessoas que possuem alto risco de desenvolver endocardite, como:

  • Pessoas com válvulas artificiais;
  • Pacientes que já tiveram endocardite;
  • Pessoas com doença das válvulas e que já fizeram um transplante de coração;
  • Pacientes com doenças cardíacas congênitas.

Antes de algum tratamento dentário o dentista deverá orientar o paciente a tomar 2 g de amoxicilina ou 500 mg de Azitromicina pelo menos 1 hora antes do tratamento. Em alguns casos o dentista deverá orientar o uso de antibióticos por 10 dias antes do início do tratamento dentário. Saiba mais sobre o tratamento para a endocardite bacteriana.

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