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O que você precisa saber?

Principais causas e Tratamentos para Gravidez Ectópica

As principais causas da gravidez ectópica, que é quando o embrião está se desenvolvendo fora do útero, são usar o DIU, ter endometriose, clamídia ou já ter feito uma laqueadura. 

Normalmente, a gravidez ectópica é identificada até às 10 semanas de gestação numa ultrassonografia mas ela também pode ser descoberta mais tarde. No entanto, se o problema não for detectado, a trompa pode romper, sendo chamada de gravidez ectópica rota, que pode provocar uma hemorragia interna que pode ser grave e colocar em risco da vida da mulher.

95% das vezes a gravidez ectópica acontece na trompa95% das vezes a gravidez ectópica acontece na trompa

Causas da gravidez ectópica

As possíveis causas da gravidez ectópica incluem:

  • Usar DIU;
  • Cicatriz de uma cirurgia pélvica;
  • Inflamação pélvica;
  • Endometriose, que é o crescimento do tecido do endométrio fora do útero;
  • Gravidez ectópica anterior;
  • Salpingite: Inflamação ou deformação das trompas de Falópio;
  • Complicações da Clamídia;
  • Cirurgia nas trompas de Falópio;
  • Malformação das trompas de Falópio;
  • Em caso de infertilidade;
  • Ter realizado a laqueadura das trompas.

Há também fatores que aumentam o risco da mulher ter uma gravidez ectópica, como idade superior a 35 anos, fertilização in vitro e ter vários parceiros sexuais. Veja mais sobre como a Inflamação nas trompas pode dificultar a gravidez.

Tratamentos para gravidez ectópica

O tratamento para gravidez ectópica, que se desenvolve na trompa ou no ovário, pode ser feito através do uso do medicamento metotrexato, que induz o aborto ou cirurgia para retirada do embrião e reconstrução da trompa.

Quando os remédios são indicados

O médico pode decidir pelo uso de remédios como metotrexato 50 mg, em forma de injeção quando a gravidez ectópica é descoberta antes das 8 semanas de gestação, a mulher não apresenta rompimento da trompa, o saco gestacional tem menos de 3,5 cm, o exame Beta BCH é inferior a 5.000 mUI/ml e o coração do embrião não está batendo.

Nesse caso a mulher toma 1 dose desse medicamento e após 7 dias deve realizar um novo Beta HCG, até que este seja indetectável. Se o médico achar mais seguro, pode indicar mais 1 dose deste mesmo medicamento para se certificar de que o problema está solucionado. Durante este tratamento que pode durar até 3 semanas é recomendado:

  • Não fazer o exame de toque vaginal porque pode causar ruptura dos tecidos;
  • Não ter contato íntimo;
  • Evitar a exposição ao sol porque o remédio pode manchar a pele;
  • Não tomar anti-inflamatórios devido o risco de anemia e problemas gastrointestinais relacionados ao remédio.

Quando a cirurgia é indicada

A cirurgia para retirada do embrião, pode ser feita por laparostomia ou cirurgia aberta, e é indicada quando o embrião tem mais de 3,5 cm de diâmetro ou quando há ruptura da trompa, o que coloca em risco a vida da mulher.  

Em qualquer dos casos, o bebê não pode sobreviver e o embrião deverá ser completamente removido, não podendo ser implantado dentro do útero.

É possível engravidar depois da cirurgia?

Se as trompas não foram danificadas pela gravidez ectópica, a mulher tem novas chances de voltar a engravidar, mas se uma das trompas rompeu ou ficou lesionada, as chances de engravidar novamente são muito menores, e se as duas trompas romperam ou estão afetadas, a solução mais viável será a fertilização in vitro.

Saiba quanto tempo demora para engravidar e dicas para acelerar esse processo em: Como engravidar depois de uma Gravidez Tubária

Tipos de gravidez ectópica

A gravidez ectópica é uma condição rara, sendo o mais comum que ela se desenvolvea numa das trompas, mas ela também pode se desenvolver em outros locais do corpo, e por isso pode haver gravidez ectópica no ovário, gravidez ectópica abdominal ou uma gravidez ectópica cervical, que é quando o feto cresce no colo do útero. Os tipos de gravidez ectópicas menos comuns são:

  • Gravidez ectópica intersticial: Ocorre quando o embrião se desenvolve no segmento intersticial da tuba. Nesse caso há aumento do Beta HCG e o tratamento normalmente é feito com os remédios e cloreto de potássio, em várias doses;
  • Gravidez cervical: É quando o embrião se desenvolve no colo do útero, podendo gera hemorragia intensa. O tratamento pode ser feito com embolização, curetagem ou injeção local de metotrexato, por exemplo;
  • Gravidez ectópica na cicatriz da cesárea: É muito rara, mas pode acontecer, sendo preciso tratamento com remédios metotrexato e ácido folínico, durante cerca de 1 semana;
  • Gravidez ovariana: Por vezes ela só é descoberta durante a curetagem e por isso não é usado o metotrexato;
  • Gravidez heterotópica: É quando o embrião se desenvolve entre o útero e a trompa, mas geralmente só é diagnosticada depois do rompimento da tuba e por isso o tratamento mais usado é a cirurgia. 

Além destes tipos, existe ainda a gravidez ectópica abdominal, que é quando o bebê se desenvolve no peritônio, entre os órgãos. Essa é uma condição muito rara e cada caso deve ser avaliado individualmente. Esta é uma gravidez complicada porque como o crescimento do bebê, os órgãos da mãe vão sendo comprimidos e os vasos sanguíneos podem ser rompidos, sendo potencialmente fatal. No entanto, há relatos de mulheres que conseguiram que o bebê chegasse às 38 semanas de gestação, sendo realizada uma cesariana para o nascimento.

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