Sulfadiazina de prata: para que serve e como usar

Revisão clínica: Flávia Costa
Farmacêutica
setembro 2022

A sulfadiazina de prata é uma substância com ação antimicrobiana e bactericida de amplo especto capaz de eliminar diferentes tipos de bactérias e alguns tipos de fungos.

Devido a esta ação, a sulfadiazina de prata é bastante utilizada no tratamento de diferentes tipos de feridas infectadas.

A sulfadiazina de prata pode ser encontrada na farmácia ou drogarias, na forma de pomada ou creme, com os nomes comerciais mais conhecidos são Dermazine ou Silglós, que são vendidos em embalagens de diferentes tamanhos e apenas com apresentação de receita médica.

Para que serve

A pomada ou o creme de sulfadiazina de prata estão indicados para o tratamento de feridas infectadas ou com elevado risco de infecção, sendo recomendada nas seguintes situações:

  • Impetigo primário, secundário ou ectima;
  • Queimaduras;
  • Escaras;
  • Úlceras venosas, de decúbito ou varicosas;
  • Úlcera formada devido à diabetes;
  • Feridas cirúrgicas.

Normalmente, este tipo de pomada é indicada pelo médico ou enfermeiro quando existe infecção da feridas por microrganismos como Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus, algumas espécies de Proteus, Klebsiella, Enterobacter e Candida albicans.

Como usar

Para usar a pomada ou o creme de sulfadiazina de prata, deve-se utilizar uma espátula estéril ou colocar luvas estéreis. Em seguida:

  • Fazer a limpeza da ferida, utilizando soro fisiológico;
  • Aplicar uma camada da pomada ou creme de sulfadiazina de prata;
  • Cobrir a ferida com uma gaze esterilizada.

A sulfadiazina de prata deve ser aplicada 1 a 2 vezes por dia, no entanto, no caso de feridas muito exsudativas ou contaminadas, a pomada pode ser aplicada a cada 4 a 6 horas, de acordo com a orientação do médico. A cada troca de curativo e reposição do medicamento, deve-se primeiro lavar a ferida cuidadosamente com soro fisiológico.

Na maior parte dos casos, a sulfadiazina de prata é utilizada por enfermeiros ou médicos, no hospital ou posto de saúde, para o tratamento de feridas infectadas. No entanto, seu uso também pode ser indicado em casa sob orientação médica.

A pomada e o creme devem ser utilizados até à cicatrização completa da ferida ou de acordo com a orientação do profissional de saúde. Além disso, não é recomendado expor a região tratada ao sol, pois pode causar descoloração da pele.

Confira o passo a passo para fazer um curativo de feridas.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais da sulfadiazina de prata são muito raros, sendo que o mais frequente é a diminuição do número de leucócitos no exame de sangue. Além disso, pode causar erupções cutâneas, coceira, sensação de queimação ou dor na pele e descoloração da pele da região após a exposição do local ao sol.

Quem não deve usar

A sulfadiazina de prata é contraindicada em pacientes com hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula, em crianças prematuras ou menores de 2 meses. Além disso, seu uso também não é recomendado no último trimestre de gravidez e na amamentação, principalmente sem orientação médica.

As pomadas e cremes de sulfadiazina de prata não devem ser aplicadas nos olhos, nem em feridas que estejam sendo tratadas com algum tipo de enzima proteolíticas, como colagenase ou protease, uma vez que podem afetar a ação dessas enzimas.

Além disso, não deve ser aplicada em feridas grandes ou abertas, no caso de se ter alguma alteração nos rins ou no fígado e em caso de deficiência da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase ou leucopenia.

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Atualizado e revisto clinicamente por Flávia Costa - Farmacêutica, em setembro de 2022.

Bibliografia

  • INDÚSTRIA BRASILEIRA. Bula Dermazine (Sulfadiazina de Prata 1%). Disponível em: <http://www.saudedireta.com.br/catinc/drugs/bulas/dermazine.pdf>. Acesso em 06 ago 2020
  • UNIÃO QUÍMICA. Bula Silglós (sulfadiazina de prata). Disponível em: <http://www.saudedireta.com.br/catinc/drugs/bulas/silglos.pdf>. Acesso em 06 ago 2020
Revisão clínica:
Flávia Costa
Farmacêutica
Formada em Farmácia pelo Centro Universitário Newton Paiva em 2003. Mestre em Ciências Biomédicas pela UBI, Portugal.