Ative as notificações para não perder as publicações de saúde e bem estar mais interessantes.
O que você precisa saber?

O que é o Crack, como é usado e como afeta o corpo

Crack é um termo popular utilizado para descrever a cocaína no seu estado cristalizado, que forma aglomerados semelhantes a pedras brancas que, quando queimados, fazem pequenos estalos - "crack".

Esta droga pode ser queimada e fumada na forma de pedra, através de cachimbos muitas vezes improvisados com materiais do dia a dia, ou quebrada e utilizada para misturar em cigarros, por exemplo. Uma vez que a absorção da fumaça no pulmão é bastante fácil, esta droga tem efeitos mais rápido do que a cocaína, que é geralmente inalada na forma de pó.

Por ser uma droga estimulante, o crack depois de fumado cria um rápido efeito de euforia que deixa o seu utilizador com mais energia e maior auto-estima, e, é por essas razões, que o crack acaba sendo muito utilizado, especialmente por pessoas que estão passando por períodos difíceis. No entanto, o crack, assim como a cocaína também tem um alto poder viciante e, por isso, o utilizador também acaba necessitando de utilizar a droga mais frequentemente e em doses gradualmente maiores, o que traz vários riscos para a saúde.

O que é o Crack, como é usado e como afeta o corpo

Principais sintomas

Além de apresentar maiores níveis de energia, confiança e euforia, uma pessoa que esteja usando crack também pode ter outros sinais e sintomas, como:

  • Pupilas muito dilatadas;
  • Incapacidade para ficar quieta;
  • Comportamento agressivo;
  • Aumento dos batimentos cardíacos;
  • Presença de queimaduras ou bolhas nos lábios e dedos.

Após algumas horas do uso, é frequente surgir uma sensação muito grande de exaustão, o que faz com que a pessoa durma durante mais de 12 horas e acorde com mais fome do que o habitual.

Confira ainda outros sinais e sintomas que podem surgir em pessoas que fazem uso de drogas.

O que acontece no corpo

Após fumar o crack, a fumaça chega nos pulmões e é absorvida rapidamente para a corrente sanguínea. Depois, essas substâncias absorvidas são transportadas até ao cérebro onde conseguem aumentar a quantidade de dopamina, através de um mecanismo que evita que esse neurotransmissor seja reabsorvido.

À medida que a concentração de dopamina vai aumentando no cérebro, a pessoa vai ficando com uma sensação cada vez maior de excitação, energia e euforia. Porém, com esses efeitos que podem ser considerados "positivos", também surgem outras alterações que podem colocar em risco a saúde, especialmente a nível cardíaco, respiratório e neuronal.

As primeiras alterações surgem no cérebro, já que é o local onde a droga atua diretamente e, nesse caso, acontece uma alteração na rede de neurônios que muda a forma como o cérebro responde à sensação de prazer e como lida com o estresse, que faz com que a pessoa passe a observar o crack como a única solução para os seus problemas. Além disso, e por causar alterações nos neurônios, também é comum o surgimento de alucinações e comportamento agressivo.

Depois, e principalmente devido ao uso prolongado, o rtimo cardíaco também pode acabar sendo afetado, assim como a respiração, existindo maior risco de complicações graves como infarto, parada respiratória ou convulsões.

Porque o crack vicia

Por ser feito com cocaína, o crack é uma substância extremamente viciante pois é capaz de alterar quimicamente uma parte do cérebro conhecida como o "sistema recompensa". O que acontece é que a pessoa quando fuma crack, acaba tendo maior concentração de dopamina no cérebro, um tipo de neurotransmissor que, quando é liberado, cria a sensação de prazer e bem-estar e que, normalmente, é liberado após algumas ações essenciais à vida, como comer, fazer exercício ou praticar sexo, por exemplo.

Uma vez que o crack aumenta a ação desse neurotransmissor, depois que o efeito passa, é normal que a pessoa fique com vontade de voltar a sentir a mesma sensação e, por isso, começa a utilizar o crack mais vezes. No entanto, o efeito do crack no corpo não é sempre o mesmo já que, ao longo do tempo, o cérebro vai desligando alguns dos seus receptores e, por isso, a sensação de prazer vai sendo cada vez menos, o que faz com que a pessoa precise fumar quantidades maiores de crack para sentir os mesmos efeitos de antes.

Eventualmente, o cérebro acaba sofrendo uma alteração tão profunda no seu funcionamento que deixa de ser capaz de funcionar corretamente sem o consumo de crack e, aí, é considerado que a pessoa ficou viciada. Nesstas situações, quando a droga é retirada, é normal que a pessoa apresente sintomas de abstinência, como:

  • Depressão;
  • Ansiedade excessiva;
  • Irritabilidade fácil;
  • Agitação;
  • Falta de energia e dor muscular;
  • Náuseas.

O tempo necessário até que o vício se instale varia bastante de caso para caso, mas em algumas pessoas pode ser suficiente apenas uma dose de crack.

Como é feito o tratamento

O tratamento para o vício do crack deve atingir os dois principais tipos de dependência causados pela droga: a dependência psicológica e a dependência física. Dessa forma, é aconselhado que o tratamento seja feito em um centro especializado, como as clínicas de desintoxicação e reabilitação, com uma equipe multidisciplinar.

No caso da dependência psicológica, geralmente são realizadas sessões de psicoterapia ou terapia em grupo para ajudar a pessoa a achar outras formas de encontrar prazer e satisfação na vida, além de tratar o problema psicológico que pode ter estado na origem do consumo da droga.

Já para tratar a dependência física, geralmente são indicados algums remédios de farmácia que podem ajudar, especialmente os antidepressivos, os antipsicóticos e os anticonvulsivantes.

No entanto, é importante lembrar que o tratamento de um vício é sempre um processo demorado, que pode levar até vários anos. Dessa forma, é importante não desistir nos primeiros meses do tratamento, mesmo que pareça não estar existindo qualquer tipo de resultado positivo. Além disso, envolver a família e os amigos no processo de tratamento também pode ser, em alguns casos, bastante benéfico. Veja mais detalhes sobre o tratamento para o vício por drogas.

Bibliografia >

  • CFM. Diretrizes gerais médicas para assistência integral ao dependente do uso do crack. Disponível em: <https://portal.cfm.org.br/images/stories/pdf/cartilhacrack2.pdf>. Acesso em 16 Jan 2020
  • NATIONAL INSTITUTE ON DRUG ABUSE. What are the long-term effects of cocaine use?. Disponível em: <https://www.drugabuse.gov/publications/research-reports/cocaine/what-are-long-term-effects-cocaine-use>. Acesso em 16 Jan 2020
  • AMERICAN ADDICTION CENTERS. What is Crack?: Differences Between Crack and Cocaine?. Disponível em: <https://americanaddictioncenters.org/cocaine-treatment/differences-with-crack>. Acesso em 16 Jan 2020
  • ADDICTION CENTER. Crack Cocaine Symptoms and Warning Signs. Disponível em: <https://www.addictioncenter.com/drugs/crack-cocaine/symptoms-signs/>. Acesso em 16 Jan 2020
Esta informação foi útil?   
Sim  /  Não

Ficou alguma dúvida. Deixe aqui a sua questão para que possamos melhorar o nosso texto:

Atenção! Só poderemos responder diretamente se deixar o seu email.
Irá receber um email com um link que deverá aceder para confirmar que o email lhe pertence.
Mais sobre este assunto:

Publicidade
Carregando
...
Fechar Simbolo de finalizado

Pode perguntar

Fechar
É hora de acabar com todas as suas dúvidas!
Erro
Erro
Erro
Marque a caixa de verificação acima.
Enviar Mensagem