A carboxiterapia é uma terapia estética que consiste na aplicação de gás carbônico sob a pele para tratar celulite, estrias, gordura localizada e também para melhorar a flacidez.
A técnica de carboxiterapia funciona aumentando a circulação sanguínea e a oxigenação dos tecidos na região aplicada, o que estimula o metabolismo local, ativa fibroblastos e favorece a produção de colágeno e elastina.
A carboxiterapia pode causar efeitos, como vermelhidão, inchaço, dor local ou pequenos hematomas, que geralmente desaparecem em poucas horas. Por isso, é indicado que o procedimento seja realizado por dermatologistas, fisioterapeutas dermatofuncionais ou biomédicos estetas, garantindo segurança e eficácia.
Para que serve
A carboxiterapia pode ser indicada para:
1. Diminuir a gordura localizada
A carboxiterapia pode ser utilizada como auxiliar no tratamento de pequenas áreas de gordura localizada. Saiba mais sobre a carboxiterapia para gordura localizada.
A aplicação do gás pode estimular processos metabólicos que favorecem a quebra de células de gordura e aumentam a circulação sanguínea na região. Esse efeito pode contribuir para uma redução de medidas em determinadas áreas.
No entanto, para que ocorra uma perda de gordura significativa e duradoura, é necessário que o procedimento esteja associado a hábitos de vida saudáveis, como a prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada.
Leia também: Como perder gordura abdominal: 9 dicas infalíveis tuasaude.com/5-dicas-para-perder-a-gordura-da-barriga2. Melhorar a aparência das estrias
A carboxiterapia é frequentemente utilizada para melhorar a aparência das estrias, que são alterações da pele causadas pelo rompimento de fibras de colágeno e elastina.
A aplicação de dióxido de carbono na região estimula a circulação sanguínea local e aumenta a oxigenação dos tecidos, estimulando a atividade dos fibroblastos, células responsáveis pela produção de colágeno.
Como resultado, as estrias podem tornar-se menos visíveis e apresentar melhora na textura e na coloração ao longo de várias sessões. Veja como funciona a carboxiterapia para estrias.
3. Reduzir as olheiras
Em alguns casos, a carboxiterapia é aplicada na região ao redor dos olhos para auxiliar na redução de olheiras, principalmente aquelas relacionadas à circulação sanguínea.
O gás pode estimular a microcirculação e melhorar a oxigenação da pele nessa área delicada. Com isso, pode ocorrer uma leve melhora na coloração escurecida e na qualidade da pele da região periorbital. Conheça algumas opções caseiras para tirar a olheira.
4. Tratar a celulite
Outra aplicação comum da carboxiterapia está relacionada ao tratamento da celulite. O procedimento pode favorecer a melhora da circulação e do fluxo sanguíneo na região tratada, além da redução de líquido nos tecidos.
A introdução do gás no tecido subcutâneo também pode provocar uma leve distensão local, que pode contribuir para melhorar a aparência irregular da pele característica da celulite. Entenda como é feita a carboxiterapia para celulite.
5. Melhorar a flacidez
A carboxiterapia pode ser utilizada com o objetivo de melhorar o aspecto geral da pele, já que o aumento da circulação e da oxigenação da pele, pode estimular a produção de colágeno e elastina, proteínas importantes para a firmeza da pele.
Com o passar das sessões, algumas pessoas podem perceber melhora na textura, na hidratação e na elasticidade da pele, o que pode contribuir para um aspecto mais uniforme e rejuvenescido.
Leia também: 7 dicas para combater a flacidez do corpo tuasaude.com/como-acabar-com-a-flacidez6. Diminuir cicatrizes na pele
A técnica também pode ser utilizada como recurso complementar no tratamento de diferentes tipos de cicatrizes, como cicatrizes de acne, cicatrizes cirúrgicas e cicatrizes causadas por queimaduras, por exemplo. Saiba outras formas de tirar cicatrizes de acne.
Nessas situações, a aplicação de dióxido de carbono pode estimular a circulação sanguínea local e favorecer a oxigenação dos tecidos, contribuindo para produção de colágeno e elastina, substâncias importantes para a regeneração da pele.
Entretanto, os resultados podem variar de acordo com o tipo de cicatriz, o tempo de formação e as características individuais de cada pessoa.
7. Auxiliar na queda de cabelo
A carboxiterapia também tem sido utilizada como recurso complementar no tratamento da queda de cabelo, especialmente em casos de alopecia androgenética leve a moderada ou alopecia difusa.
A aplicação do dióxido de carbono no couro cabeludo pode estimular a microcirculação local, aumentando a chegada de oxigênio e nutrientes aos folículos capilares, o que contribui para a saúde capilar.
Entretanto, os resultados podem variar de acordo com a causa da queda, a idade e a resposta individual de cada pessoa, sendo mais eficaz quando a carboxiterapia é associada a outras terapias convencionais prescritas por médicos.
Leia também: 4 tratamentos contra a queda de cabelo tuasaude.com/queda-de-cabelo-o-que-fazerCarboxiterapia emagrece?
A carboxiterapia não deve ser considerada um método de emagrecimento. Embora a aplicação do gás possa estimular a quebra de pequenas quantidades de gordura localizada, os efeitos são geralmente voltados para a melhora do contorno corporal.
Para resultados mais consistentes na redução de gordura, o procedimento deve ser associado a hábitos de vida saudáveis, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, funcionando como um complemento.
Como funciona a carboxiterapia
A carboxiterapia é feita por dermatologistas, fisioterapeutas e biomédicos estetas, seguindo as seguintes etapas:
- Higienizar a pele com álcool 70% e, quando necessário, marcar os pontos de aplicação para maior precisão;
- Acoplar a agulha ao aparelho de carboxiterapia, que está conectado ao cilindro de gás carbônico medicinal;
- Regular a pressão, fluxo e volume do gás conforme a região e o objetivo do tratamento;
- Inserir cuidadosamente a agulha na pele ou no tecido subcutâneo;
- Aguardar o preenchimento da área com o gás;
- Retirar a agulha e repetir o procedimento nos pontos seguintes.
O número de sessões de carboxiterapia pode variar de acordo com o objetivo do tratamento e da área a ser tratada, mas geralmente são recomendadas entre 6 e 12 sessões, realizadas com intervalos de uma a duas semanas.
Aparelho de carboxiterapia
O aparelho de carboxiterapia é um equipamento utilizado para a aplicação controlada de dióxido de carbono na pele ou no tecido.
Esse aparelho permite regular a pressão, o fluxo e a quantidade de gás a ser injetada, garantindo maior segurança e precisão durante o procedimento.
A ponta de aplicação é conectada a uma agulha fina, e o equipamento pode ter diferentes programas para tratar áreas como estrias, celulite, gordura localizada, olheiras, cicatrizes ou queda de cabelo.
Além disso, alguns aparelhos incluem recursos que controlam a temperatura e a velocidade da injeção, contribuindo para reduzir o desconforto e melhorar a eficácia do tratamento.
Possíveis efeitos colaterais
Os possíveis efeitos colaterais da carboxiterapia são geralmente leves e temporários, ocorrendo principalmente no local da aplicação. Entre eles estão vermelhidão, inchaço, dor leve, formigamento e pequenos hematomas.
Em alguns casos, pode haver sensação de calor ou leve desconforto durante a injeção do gás.
Esses efeitos costumam desaparecer espontaneamente em poucas horas ou dias, sem necessidade de intervenção médica, e raramente surgem complicações mais graves quando o procedimento é realizado por profissionais qualificados.
Carboxiterapia dói?
A carboxiterapia pode gerar um pequeno desconforto, pois a entrada do gás provoca um pequeno descolamento da pele.
No entanto, a dor é passageira, e passa após cerca de 30 minutos, assim como o inchaço e vermelhidão, que também podem surgir no local.
Quando não é indicada
A carboxiterapia não é indicada em casos de:
- Gravidez ou amamentação;
- Doenças cardiovasculares graves, como insuficiência cardíaca ou hipertensão não controlada;
- Distúrbios de coagulação ou uso de anticoagulantes, como varfarina ou heparina;
- Infecções ou feridas abertas na região a ser tratada.
Além disso, é contraindicada em pessoas com doenças autoimunes ou que tenham doenças como epilepsia, insuficiência renal ou hepática.