Câncer de pele no rosto: sintomas, tipos (e tratamento)

O câncer de pele no rosto corresponde ao crescimento anormal de células nessa região, podendo manifestar-se como feridas que não cicatrizam, manchas persistentes ou pintas que apresentam mudanças de cor, forma ou tamanho.

Em geral, o câncer de pele no rosto está associado à exposição excessiva ao sol ao longo da vida. Entre os tipos mais frequentes destacam-se o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma, sendo este último o mais agressivo.

Leia também: Câncer de pele: o que é, sintomas, tipos e tratamento tuasaude.com/cancer-de-pele

O tratamento do câncer de pele no rosto varia conforme o tipo, tamanho e localização da lesão, e pode incluir cirurgia, radioterapia e/ou medicamentos, com o objetivo de eliminar o tumor e preservar a aparência e função do rosto.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de câncer de pele no rosto

Os sinais de câncer de pele no rosto podem surgir de forma discreta no início, tornando-se mais perceptíveis com o passar do tempo, como:

  • Ferida que não cicatriza ou que sangra com facilidade;
  • Mancha avermelhada ou escamosa que persiste;
  • Caroço brilhante, perolado ou com aspecto transparente;
  • Pinta que muda de cor, formato ou tamanho;
  • Lesão que coça, dói ou forma crostas repetidamente.

Essas alterações geralmente aparecem em áreas mais expostas ao sol, como nariz, testa, bochechas e orelhas.

Leia também: 5 sinais e sintomas de câncer de pele (melanoma e não-melanoma) tuasaude.com/sinais-de-cancer-de-pele

Início dos sintomas

No início, o câncer de pele no rosto pode surgir de maneira discreta, muitas vezes parecendo uma pequena mancha, uma pinta diferente ou uma ferida que demora para cicatrizar. Por serem alterações sutis, é comum que passem despercebidas nas fases iniciais.

Tipos de câncer de pele no rosto

Os principais tipos de câncer de pele no rosto são:

1. Carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular é considerado o tipo mais comum de câncer de pele e costuma surgir em áreas muito expostas ao sol, como o nariz, a testa e as bochechas. Entenda melhor o que é o carcinoma basocelular.

Geralmente apresenta crescimento lento e pode aparecer como uma pequena lesão brilhante, perolada ou como uma ferida que não cicatriza. Embora raramente se espalhe para outras partes do corpo, pode causar danos locais se não for tratado.

2. Carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais frequente e também está relacionado à exposição solar prolongada ao longo da vida.

Leia também: Carcinoma espinocelular: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/carcinoma-espinocelular

Pode manifestar-se como uma mancha avermelhada, áspera ou uma lesão endurecida que pode formar crostas ou sangrar. 

Em alguns casos, apresenta comportamento mais agressivo do que o carcinoma basocelular, podendo se espalhar se não houver tratamento adequado.

3. Melanoma

O melanoma é considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele, embora seja menos comum. Pode surgir a partir de uma pinta já existente ou como uma nova lesão escura na pele, apresentando mudanças de cor, formato ou tamanho. 

Por ter maior risco de disseminação para outros órgãos, o diagnóstico precoce é especialmente importante. Saiba como é feito o diagnóstico e tratamento do melanoma.

Como identificar

O diagnóstico do câncer de pele no rosto geralmente é feito pelo dermatologista, através da avaliação da pele, observando o aspecto, o tamanho, a cor e as características da lesão, podendo utilizar um aparelho chamado dermatoscópio. Veja como é feita a dermatoscopia.

Em caso de sintomas de câncer de pele do rosto, marque uma avaliação com o dermatologista mais próximo de você:

Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

Para confirmar o diagnóstico, o médico pode indicar uma biópsia da pele, que consiste na retirada de um pequeno fragmento da lesão para análise em laboratório. Saiba como é feita a biópsia da pele.

Além disso, podem ser solicitados exames de imagem, como tomografia ou ultrassom, para avaliar a extensão da lesão ou a possível disseminação para linfonodos ou outros órgãos.

Após o diagnóstico inicial, a pessoa pode ser encaminhada para um cirurgião dermatológico ou oncologista especializado em pele.

Câncer de pele no rosto é perigoso?

O câncer de pele no rosto pode ser perigoso, principalmente se não for identificado e tratado precocemente. 

Os tipos mais comuns, como o carcinoma basocelular e o espinocelular, costumam crescer devagar e raramente se espalham, mas podem causar danos locais e deformidades se ignorados. 

Já o melanoma, embora menos frequente, é mais agressivo e pode se espalhar para outras partes do corpo, tornando o diagnóstico precoce importante.

O que causa

Entre as possíveis causas de câncer de pele no rosto, estão:

  • Exposição prolongada e intensa ao sol sem proteção adequada;
  • Uso frequente de camas de bronzeamento artificial;
  • Queimaduras solares graves, especialmente na infância ou adolescência;
  • Pele clara que se queima facilmente e tem pouca pigmentação;
  • Histórico familiar de câncer de pele.

Além disso, o câncer de pele no rosto pode estar ligado à imunidade enfraquecida, seja por doenças como HIV, transplantes de órgãos ou uso de medicamentos que reduzem a defesa do organismo, como corticosteroides ou imunossupressores.

Tratamento de câncer de pele no rosto

O tratamento do câncer de pele no rosto depende do tipo, tamanho e profundidade da lesão, podendo combinar mais de uma das seguintes abordagens:

1. Medicamento

Alguns cânceres de pele no rosto superficiais podem ser tratados com cremes ou pomadas que atacam diretamente as células do tumor, como imiquimode e 5-fluorouracil.

Enquanto casos mais avançados ou agressivos podem exigir medicamentos orais ou injetáveis, incluindo imunoterapia com pembrolizumabe e nivolumabe, que ajudam o corpo a reconhecer e combater as células cancerosas.

A medicação oral ou injetável é usada em casos de tumores de difícil acesso no rosto, como nariz, olhos ou boca, em casos avançados ou recorrentes, ou como tratamento adjuvante para reduzir o risco de recidiva em tumores de alto risco.

2. Cirurgia

A cirurgia é o tratamento mais comum e envolve a remoção da lesão cancerosa, geralmente com uma margem de pele saudável ao redor. 

Em alguns casos, técnicas específicas, como a cirurgia de Mohs, são usadas para retirar o tumor camada por camada, preservando o máximo possível de pele saudável, o que é importante no rosto. Conheça outras cirurgias para o tratamento de câncer de pele.

Além disso, quando tumores grandes são removidos, pode ser preciso fazer reconstrução usando enxertos ou retalhos de pele para reduzir cicatrizes e manter a forma e a expressão natural do rosto.

3. Criocirurgia

A criocirurgia consiste em congelar a lesão com nitrogênio líquido, destruindo as células cancerosas. 

Esse método é usado principalmente em casos de carcinomas basocelulares pequenos e superficiais e é rápido, simples e geralmente feito no consultório.

4. Radioterapia

A radioterapia utiliza radiação para destruir células cancerosas e pode ser indicada quando a cirurgia não é possível ou para lesões de difícil acesso. Também pode ser usada como complemento após a cirurgia para reduzir o risco de recidiva.

Leia também: Radioterapia: o que é, para que serve e efeitos colaterais tuasaude.com/radioterapia

5. Quimioterapia

A quimioterapia é menos usada para os tipos mais comuns de câncer de pele, mas pode ser indicada para melanomas avançados ou quando há risco de metástase, ajudando a reduzir ou controlar o tumor. Veja como é feita a quimioterapia.

Como prevenir

Algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver câncer de pele no rosto, como:

  • Evitar a exposição direta ao sol, especialmente entre 10h e 16h, quando os raios ultravioleta são mais fortes;
  • Usar protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados, reaplicando a cada duas horas ou após suar ou se molhar;
  • Usar chapéus de aba larga, óculos de sol e roupas que protejam a pele do rosto e pescoço;
  • Evitar camas de bronzeamento artificial, que também emitem radiação UV;
  • Observar a pele regularmente, procurando alterações em pintas, manchas ou feridas que não cicatrizam.

Além disso, é indicado consultar o dermatologista periodicamente, principalmente para pessoas com histórico familiar de câncer de pele, pele clara ou com muita exposição solar ao longo da vida.

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