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Calcanhar de maracujá: o que é, causas e tratamento

Revisão clínica: Marcela Lemos
Biomédica
janeiro 2023

O calcanhar de maracujá é o desenvolvimento de larvas no calcanhar, causando dor, vermelhidão e coceira no local. Apesar de acontecer principalmente no calcanhar, essa situação também pode surgir em qualquer parte do corpo, desde que a larva tenha conseguido entrar no corpo.

O calcanhar de maracujá, também chamado de bicheira ou miíase, surge quando a larva da mosca-varejeira entra no corpo através da pele quando se anda descalço ou através da picada da mosca-varejeira na pele, que deposita seus ovos que depois se transformam em larvas.

Esta doença tem cura mas para alcançá-la é preciso seguir corretamente o tratamento proposto pelo médico e manter as moscas-varejeiras afastadas. Um bom método para espantar as moscas é utilizar a aromaterapia com óleo essencial de citronela ou de limão, por exemplo.

Imagem ilustrativa número 2

O que causa o calcanhar de maracujá

O calcanhar de maracujá é causado pela entrada da larva da mosca-varejeira no corpo, o que pode acontecer quando a mosca pousa em uma ferida e deposita os seus ovos, que depois de mais ou menos 24 horas eclodem e são liberadas as larvas, ou quando a larva entra na pele através de uma ferida ou corte, proliferando-se nesse local, sendo comum de acontecer quando a pessoa anda descalça e possui feridas no calcanhar.

Após a entrada da larva, o local fica avermelhado e um pouco inchado, com um furinho no meio, por onde a larva respira e, por vezes, é possível sentir uma dor em pontada ou coceira no local, por exemplo. Além disso, por causa da migração da larva e destruição do tecido, há o aparecimento de uma trilha branca no local, deixando o calcanhar semelhante ao maracujá, daí a denominação calcanhar de maracujá.

O mais comum é o aparecimento da miíase em pessoas com lesões na pele em locais com falta de sensibilidade, como em caso de colesteatomas na orelha média, tumores ou doenças úlcero-granulomatosas nasais, como leishmaniose ou hanseníase, por exemplo.

Como é feito o tratamento

A primeira opção de tratamento para o calcanhar de maracujá consiste no uso de antibióticos e ivermectina, para matar as larvas e facilitar a sua saída, além de evitar o acontecimento de infecções secundárias. No entanto, também é possível a remoção das larvas da região pelo médico ou enfermeiro, realizando a limpeza da ferida para evitar o surgimento de uma infecção.

No entanto, quando existem muitas larvas ou já existe muito tecido morto, pode ser necessário fazer uma pequena cirurgia para retirar todas as larvas e eliminar a pele morta. Entenda como deve ser feito o tratamento da miíase.

Como evitar pegar a doença

A melhor forma de evitar pegar uma doença como o calcanhar de maracujá é não andar descalço em locais pouco higiênicos, que possam ter moscas frequentemente, uma vez que podem existir ovos de larvas no chão. No entanto, outros cuidados incluem:

  • Evitar ter feridas expostas, especialmente em locais tropicais ou com presença de moscas;
  • Usar repelente de insetos no corpo;
  • Utilizar repelente de moscas em casa;
  • Limpar 1 vez por semana o chão de casa.

Além disso, também é aconselhado passar a roupa antes de usar, principalmente quando se vive em regiões tropicais e existe risco de o tecido entrar em contato com uma ferida. Em caso de pessoas doentes mentais ou acamados que não tem autonomia nos seus cuidados de saúde, deve-se garantir a assistência diária destes, evitando seu abandono.

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Atualizado e revisto clinicamente por Marcela Lemos - Biomédica, em janeiro de 2023.

Bibliografia

  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Miíase. Disponível em: <https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/miiase/51/>. Acesso em 24 out 2019
  • RIVEIRO, Fernando A. Q., et al. Tratamento da miíase humana cavitária com ivermectina oral. Rev Bras Otorrinolaringol. Vol.67. 6.ed; 755-61, 2001
Revisão clínica:
Marcela Lemos
Biomédica
Mestre em Microbiologia Aplicada, com habilitação em Análises Clínicas e formada pela UFPE em 2017 com registro profissional no CRBM/ PE 08598.