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Bolha na gengiva: 7 causas e o que fazer

dezembro 2022

A bolha na gengiva normalmente surge devido a alguma inflamação ou infecção na gengiva ou no dente, como no caso da gengivite, periodontite, ou cárie não tratada ou profunda, mas também pode surgir devido a aftas ou mucocele.

Geralmente, a presença de bolha na gengiva não causa qualquer outro sintoma, no entanto pode aparecer sangramento na gengiva, inchaço, febre, dificuldade para abrir a boca e dor, ou mau hálito persistente, por exemplo.

É importante consultar o dentista para que seja identificada a causa bolha na gengiva e iniciado o tratamento mais adequado, podendo ser recomendado a melhora dos hábitos de higienização da boca, além do uso de antibióticos, em alguns casos.

Foto de bolha na gengiva
Foto de bolha na gengiva

Principais causas de bolha na gengiva

As principais causas de bolhas na gengiva são:

1. Mucocele

A mucocele é um cisto de muco benigno que ocorre devido a obstrução das glândulas salivares ou traumas na boca levando a formação de um bolha que contém saliva em seu interior, sendo mais frequente nos lábios, mas também pode afetar a gengiva, céu da boca, língua ou bochecha.

A mucocele não é grave e geralmente não causa dor, a não ser quando há algum outro ferimento associado.

O que fazer: o caroço normalmente desaparece em poucos dias, não sendo necessário tratamento. No entanto, quando cresce demais ou não desaparece em até 2 semanas, é importante ir ao dentista para que possa ser removido por meio de um pequeno procedimento cirúrgico para tirar a glândula salivar e diminuir o inchaço. Saiba como é feita a remoção da mucocele.

2. Infecção

A infecção na boca, como abscessos ou fístulas, também pode levar ao aparecimento de bolhas na gengiva, sendo normalmente uma tentativa do corpo em eliminar a causa da infecção.

Essa infecção é normalmente resultado do acúmulo de resto de alimentos entre os dentes e falta de higienização adequada da boca, o que faz com que as bactérias presentes na boca se proliferem, podendo resultar na cárie ou na formação de placas bacterianas, chamadas de tártaro.

O que fazer: a forma mais eficaz de evitar o aparecimento de bolhas devido a infecções que são resultados do acúmulo de resto de alimentos na boca, por exemplo, é a escovação correta dos dentes. É recomendado que os dentes e a língua sejam escovados pelo menos 3 vezes ao dia e seja utilizado fio dental, para remover o resto de comida que poderia estar entre os dentes, e o uso de enxaguante bucal. Veja como escovar os dentes corretamente.

3. Aftas

As aftas podem aparecer em qualquer parte da boca, incluindo na gengiva, causando dor e desconforto para falar e mastigar, por exemplo, e podem surgir devido à imunidade baixa, uso de aparelhos dentários ou alimentos muito ácidos, por exemplo. Conheça outras causas de aftas.

O que fazer: para aliviar a dor e o desconforto causado pela presença de afta na gengiva, pode-se fazer bochecho de água e sal, por exemplo, pois ajuda na cicatrização e diminui o risco de infecção. No entanto, caso as aftas não desapareçam depois de algumas semanas ou surjam outros sintomas é importante ir ao dentista, pois pode ser indicativo de outras situações, como doença de Crohn e Síndrome de Sjögren, por exemplo.

4. Fístula dental

A fístula dental corresponde à tentativa do organismo de eliminar uma infeção, o que resulta na formação de bolhas com pus no interior da boca ou na gengiva e que não devem ser estouradas. Saiba como identificar a Fístula Dental.

O que fazer: O melhor a se fazer no caso de fístula dental, é ir ao dentista para que seja avaliada e seja indicado o melhor tratamento para prevenir infecções, sendo normalmente realizada a limpeza bucal para eliminar a possível causa da fístula e, em alguns casos, pode ser indicado o uso de antibióticos. Além disso, é importante que a higienização da boca seja feita corretamente, com uso de fio dental e enxaguante bucal.

5. Gengivite e periodontite

A gengivite é uma inflamação na gengiva normalmente causada pelo acúmulo de placa bacteriana ou tártaro no sulco gengival, devido à má higiene oral, sendo que os primeiros sintomas são vermelhidão na gengiva, sangramento na gengiva ao escovar os dentes ou mau hálito persistente.

Quando a gengivite não é tratada, a infecção pode atingir os tecidos que sustentam o dente, como o ligamento periodontal ou o osso alveolar, por exemplo, provocando sua destruição e perda óssea, e formação de um abscesso periodontal, que é uma bolha cheia de pus.

O que fazer: deve-se consultar o dentista para que seja feita uma avaliação e diagnosticada a gengivite ou a periodontite. O dentista deve remover completamente todo tártaro acumulado, sendo importante manter uma escovação dos dentes de forma correta, com uma escova macia ou elétrica e utilizar o fio dental diariamente. Além disso, no caso da periodontite, o dentista pode indicar o uso de antibióticos ou até cirurgia. Veja como é feito o tratamento da periodontite.

6. Cárie não tratada ou profunda

A cárie não tratada ou profunda pode afetar a polpa do dente e formar um abscesso apical, que é uma bolha cheia de pus na ponta da raiz do dente, o que logo pode virar uma fístula que sai na parte do fundo da gengiva.

O que fazer: o tratamento da cárie deve ser feito pelo dentista através através do canal, sendo que pode ser indicado o uso de antibióticos antes de fazer o tratamento do canal. Em alguns casos, pode ser necessária a remoção do dente afetado. Veja como é feito o tratamento do canal.

7. Pênfigo vulgar

O pênfigo vulgar é uma doença autoimune rara em que o sistema imunológico produz anticorpos que atacam e destroem as células da mucosa da boca, formando bolhas ou feridas na gengiva, bochecha, céu da boca, língua ou garganta, que causam dor, ardor e sensação de queimação, e, ao desaparecer, deixam manchas escuras que permanecem por vários meses.

Geralmente, as bolhas começam na boca ou na garganta e muitas vezes são confundidas com aftas, mas que em seguida podem surgir na pele e nas mucosas como nariz, olhos, órgãos genitais, ânus ou esôfago. Essas bolhas podem se romper e levar ao surgimento de úlceras.

O que fazer: o pênfigo é uma doença grave e que precisa ser tratado, por isso, ao surgirem os primeiros sinais da doença é importante consultar o clínico geral ou dermatologista para que possa ser iniciado o tratamento, que normalmente é feito com o uso de corticoides, imunossupressores ou antibióticos. Veja todas as opções de tratamento para o pênfigo vulgar.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em dezembro de 2022.

Bibliografia

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Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.