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Remédios que causam aborto (e a grávida não deve tomar)

Revisão médica: Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
novembro 2022

O uso de medicamentos durante a gravidez deve ser sempre feito apenas com orientação de um obstetra, já que a maior parte dos remédios tem potencial para causar problemas na gestação e, até, resultar em um aborto.

Medicamentos como talidomida, atorvastatina ou isotretinoína são completamente contraindicados durante a gravidez porque podem causar danos ou malformações no feto que pode nascer com deficiências graves ou causar aborto.

No entanto, quando o aborto é permitido legalmente, como nos casos de violação sexual ou quando a gestação coloca a vida da mulher em risco, por exemplo, o misoprostol é o medicamento mais utilizado pelos médicos em hospitais. Este medicamento não pode ser comercializado nas farmácias, sendo restrito somente aos hospitais.

Imagem ilustrativa número 1

Remédios que não devem ser usados na gravidez

Os remédios que podem provocar o aborto ou danos e malformações fetais e por isso não podem ser usados durante a gravidez são:

Remédio

Para que serve

Misoprostol

É usado no hospital para interromper a gravidez em gestações que estão perto das 40 semanas ou para induzir o parto antes de 30 semanas quando o feto está morto, em caso de aborto legal.

Misoprostol + diclofenaco

É indicado para o tratamento da dor e do inchaço nas articulações causados pela artrite reumatóide ou osteoartrose.

Mifepristona

É usado no hospital para interromper a gravidez, em caso de aborto legal.

Isotretinoína

É indicado para o tratamento da acne grave.

Atorvastatina

É usado para o tratamento do colesterol alto.

Iodo radioativo

É usado para o tratamento do câncer da tireóide e como contraste em exames de cintilografia para detectar células cancerosas da tireoide.

Talidomida

É usado para tratamento da lepra, lúpus eritematoso, mieloma múltiplo ou doença do enxerto contra o hospedeiro.

Outros medicamentos que são potencialmente abortivos e que só podem ser usados sob indicação médica quando seus benefícios superam o risco de aborto são amitriptilina, fenobarbital, ácido valpróico, cortisona, metadona, doxorrubicina, enalapril e outros que tenham risco D ou X indicados dessa forma na bula de tais medicamentos. Veja os sintomas que podem indicar um aborto.

Além disso, sempre que possível, deve-se evitar o uso de chás durante a gravidez, especialmente quando utilizados sem orientação médica, pois não existem estudos que confirmem sua segurança durante a gestação. No entanto, alguns chás como alcaçuz, borragem ou salsinha são totalmente contraindicados pois existem comprovações científicas de que podem causar aborto ou mal-formações no feto. Confira uma lista mais completa de chás que não deve ser usados durante a gravidez.

Quando o aborto é permitido

O aborto permitido no Brasil deve ser realizado pelo médico dentro de um Hospital, sendo legal apenas quando uma das seguintes condições está presente:

  • Gestação devido a violação sexual;
  • Gestação que coloca em risco a vida da mãe, sendo o aborto a única forma de salvar a vida da gestante;
  • Quando o feto possui uma malformação fetal incompatível com a vida após o nascimento, como a anencefalia.

Assim, para que a mulher possa recorrer ao aborto por alguma destas situações é necessário que autorize o aborto ou no caso de menores de 18 anos, o responsável pela criança deve autorizar o procedimento. No caso de mulheres que por algum motivo esteja inconsciente ou impossibilitada de autorizar o procedimento, o aborto pode ser realizado pelo médico caso a vida da mulher esteja em risco.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em novembro de 2022. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

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Mostrar bibliografia completa
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  • MORANDINI, Silvana. Aspectos Éticos e Legais do Aborto. 2014. Disponível em: <http://www.cremesp.org.br/pdfs/eventos/eve_08052014_112326_Aborto%20aspectos%20legais%20e%20atendimento%20etico%20-%20Silvana%20Morandini.pdf>.
  • SANTOS, Ana Caroline S.; LIMA, Elinea M. Plantas medicinais abortivas econtradas no Brasil. Trabalho de Conclusão de Curso, 2019. Faculdade Unidas de Campinas.
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.