Útero bicorno: o que é, sintomas, causas e tratamento

abril 2022
  1. Sintomas
  2. Gravidez
  3. Diagnóstico
  4. Causas
  5. Tratamento

O útero bicorno é uma malformação em que o útero está dividido ao meio por uma membrana, apresentando um formato diferente do normal. Essa divisão pode acontecer de forma parcial, deixando o útero com a forma de "Y", ou total, separando o útero em duas partes.

Na maioria dos casos, o útero bicorno não causa o aparecimento de sinais ou sintomas, sendo identificado apenas por meio de exames de imagem como a ultrassonografia, por exemplo.

Mulheres que possuem útero bicorno também não costumam apresentar dificuldade para engravidar, no entanto têm maior probabilidade de ter um aborto ou do bebê nascer prematuro. Dessa forma, é importante que gestantes com útero bicorno façam consultas regulares com o obstetra, para que qualquer alteração seja identificada precocemente, prevenindo complicações.

Principais sintomas

O útero bicorno na maioria das vezes não leva ao aparecimento de sinais ou sintomas, sendo muitas vezes descoberto apenas durante a realização de exames de imagem de rotina na vida adulta.

Por outro lado, algumas mulheres podem apresentar alguns sintomas, sendo os principais:

  • Desconforto durante a ovulação;
  • Dor abdominal;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Menstruação irregular.

Muitas mulheres com útero bicorno têm uma vida sexual normal e têm também gravidezes e partos sem complicações, ainda assim, existe um risco aumentado de aborto espontâneo ou nascimento prematuro.

Quem tem útero bicorno pode engravidar?

Geralmente o útero bicorno não afeta a fertilidade da mulher, embora possa, em alguns casos, aumentar o risco de aborto espontâneo ou parto prematuro, devido principalmente ao tamanho reduzido do útero ou à ocorrência de contrações uterinas irregulares.

Além disso, vários estudos comprovam que mulheres com útero bicorno têm 4 vezes mais chances de ter um bebê com malformações e por isso é muito importante fazer exames regulares durante a gravidez, para identificar qualquer sinal for do comum. Geralmente estas gravidezes são tratadas como gravidezes de risco e é muito provável que o parto seja realizado por cesariana.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do útero bicorno é feito por meio de exames de imagem, sendo os principais:

  • Ultrassom, em que são capturadas imagens através de um dispositivo que pode ser colocado contra a região abdominal ou inserido na vagina;
  • Ressonância magnética, que é um procedimento indolor que usa um campo magnético e ondas de radio para criar imagens transversais do interior do corpo;
  • Histerossalpingografia, que é um exame ginecológico em que é injetado um corante no útero e à medida que o contraste se move através dos órgãos reprodutivos são tirados raios-X para determinar a forma e o tamanho do útero.

Geralmente, antes de recorrer a estes exames, o médico realiza um exame pélvico, que consiste no exame visual e físico dos órgãos reprodutivos da mulher.

O que causa o útero bicorno

O útero bicorno é um condição congênita, o que significa que está presente desde o nascimento, mesmo que só seja identificada na maioria das vezes, na idade adulto. Essa alteração acontece ainda durante a gestação quando as estruturas que dão origem ao útero (os ductos de Müller) não se desenvolvem normalmente.

Embora seja uma alteração pouco comum, tende a ser mais frequente em mulheres da mesma família, já que parece ter relação com algum fator genético.

Como deve ser o tratamento

Normalmente não é necessário tratamento para útero bicorno, até porque a maioria dos casos não leva ao aparecimento de sinais ou sintomas.

No entanto, caso ocorram sintomas que causem muito desconforto, ou caso a mulher não consiga engravidar ou manter uma gravidez devido a esta condição, o ginecologista pode indicar a realização de uma cirurgia para corrigir a alteração.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em abril de 2022.

Bibliografia

  • NARANG, Kavita; COPE, Zebulun S.; TEIXEIRA, Jose M. Human Reproductive and Prenatal Genetics. Elsevier, 2019. 129-153.
  • CUNHA, Alfredo A.; ASSAD, Mariana S.; ALVES, Daniela M.; CUNHA, Isabela O. Terceira gestação em útero bicorno com feto pré-termo vivo. Revista Científica do HCE.
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  • FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSETRÍCIA. Más-formações uterinas e gravidez. 2018. Disponível em: <https://sogirgs.org.br/area-do-associado/mas-formacoes-uterinas-e-gravidez.pdf>. Acesso em 02 set 2020
Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.