Útero baixo: o que é, causas, sintomas e tratamento

dezembro 2021

O útero baixo, também chamado de prolapso uterino, é caracterizado pela proximidade entre o útero e o canal vaginal, o que pode levar ao surgimento de alguns sintomas, como dificuldade para urinar, corrimento frequente e dor durante a relação sexual, por exemplo.

A principal causa do útero baixo é o enfraquecimento dos músculos que sustentam o útero, causando a descida do órgão, sendo mais frequente de acontecer em mulheres mais velhas, que tiveram mais de um parto normal ou que estão na menopausa.

É importante que o útero baixo seja diagnosticado pelo ginecologista, pois assim é possível verificar a gravidade e a necessidade de tratamento, principalmente no caso das gestantes, já que o útero baixo pode aumentar o risco de infecção cervical e aborto espontâneo.

Sintomas de útero baixo

O sintoma normalmente associado ao útero baixo é a dor na região lombar, mas também podem haver outros sintomas como:

  • Dificuldade para urinar ou defecar;
  • Dificuldade para caminhar;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Proeminência da vagina;
  • Corrimento frequente;
  • Sensação de que algo está saindo pela vagina.

O diagnóstico do útero baixo é feito pelo ginecologista por meio de ultrassom transvaginal ou toque íntimo, que também pode ser feito pela mulher de acordo com a orientação do médico.

É importante ir ao ginecologista assim que forem notados os sintomas, pois essa condição aumenta o risco de infecções urinárias e cervicais, incluindo pelo vírus HPV, o que pode ser grave no caso das gestantes.

Colo do útero baixo na gravidez

O colo do útero pode estar abaixado na gravidez e é normal quando isso acontece nos últimos dias de gestação, para facilitar o parto. No entanto, se o útero abaixar muito, pode fazer pressão em outros órgãos, como vagina, reto, ovário ou bexiga, causando sintomas como corrimento excessivo, constipação intestinal, dificuldade para andar, aumento da frequência urinária e até mesmo aborto.

Além disso, é normal que o colo do útero fique baixo e duro antes do parto, o que acontece com o objetivo de suportar o peso e impedir a saída antecipada do bebê.

Quando o colo do útero fica mais baixo no início da gravidez, é recomendado que o médico seja consultado para que seja feita uma avaliação do colo uterino e, assim, ser verificada a gravidade. De forma geral, o útero volta à posição normal até o fim do segundo trimestre de gestação, sem que seja necessário realizar tratamento específico, no entanto é importante que seja devidamente acompanhado pelo ginecologista-obstetra para avaliar o risco de complicações, como infecção cervical, retenção urinária, trabalho de parto prematuro e aborto espontâneo.

Por isso é importante realizar o pré-natal, para que se possa saber a posição exata do colo do útero, e ter acompanhamento médico.

Principais causas

O útero baixo acontece principalmente devido ao enfraquecimento dos músculos que sustentam o útero, causando a sua descida. Assim, alguns fatores que podem enfraquecer esses músculos são:

  • Idade mais avançada;
  • Gravidez;
  • Menopausa;
  • Presença de hérnias abdominais;
  • Mais de um parto normal;
  • Levantamento de peso de forma excessiva e incorreta;
  • Obesidade.

A identificação da causa do útero baixo é importante para que seja possível avaliar a gravidade da alteração e, assim, ser possível indicar o tratamento mais adequado. Veja o que indica a gravidade do útero baixo.

Como é feito o tratamento

O tratamento para colo do útero baixo é feito de acordo com a gravidade dos sintomas e pode ser indicado o uso de medicamentos, a realização de cirurgia para reparar ou retirar o útero. Além disso, podem ser indicados exercícios para fortalecer os músculos da pelve, os exercícios de Kegel. Saiba como praticar os exercícios de Kegel.

Esta informação foi útil?

Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em dezembro de 2021.

Bibliografia

  • TSIKOURAS, P.; et al. Uterine prolapse in pregnancy: risk factors, complications and management. J Matern Fetal Neonatal Med. 27. 3; 297-302, 2014
Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.