Travoprosta: para que serve e como usar

Atualizado em setembro 2023

Travoprosta é uma solução oftalmológica indicada para o tratamento da hipertensão ocular ou glaucoma de ângulo aberto e fechado, pois reduz a pressão dentro do olho em até 2 horas após a aplicação.

Esse remédio é absorvido pela córnea e acredita-se que diminui a pressão intraocular através do aumento do escoamento do humor aquoso do olho, devendo ser aplicada uma gota durante a noite ou conforme a orientação do oftalmologista.

O travoprosta é oferecido gratuitamente pelo SUS, desde que tenha indicação médica, ou pode ser comprado em farmácias ou drogarias, com os nomes Travatan, Travamed ou Travoptic. Além disso, também pode ser encontrado em associação com o maleato de timolol, com os nomes Duo-Travatan ou Travamed-MT.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

O travoprosta é indicado para:

  • Hipertensão ocular;
  • Glaucoma de ângulo aberto;
  • Glaucoma de ângulo fechado, em pessoas que fizeram cirurgia de iridotomia.

Esse remédio ajuda a diminuir a pressão dentro do olho, tratando essas condições e deve ser usado com indicação do oftalmologista e acompanhamento médico regular para avaliar a eficácia do tratamento.

Além disso, o travoprosta + maleato de timolol pode ser indicado nos casos em que o tratamento com apenas um betabloqueador ou análogo da prostaglandina, não foi suficiente para diminuir a pressão dentro do olho, nos casos de glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular.

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Como usar

O travoprosta de colírio oftálmico deve ser usado somente no olho afetado. É importante evitar o contato do frasco do colírio com os olhos para não contaminar a solução.

A dose normalmente recomendada para adultos é da aplicação de 1 gota do colírio de travoprosta no olho afetado, 1 vez por dia, de preferência à noite, para ter um efeito ótimo do medicamento. É importante aplicar o colírio sempre no mesmo horário todos os dias.

No caso do travoprosta + maleato de timolol, a dose recomendada é de 1 gota por dia, pela manhã ou à noite.

A redução da pressão intraocular se inicia aproximadamente 2 horas após a aplicação e o efeito máximo é atingido após 12 horas.

Como aplicar o colírio de travoprosta

Para aplicar o colírio de travoprosta, deve-se inclinar a cabeça ligeiramente para trás e puxar a pálpebra inferior para baixo, para formar uma pequena bolsa. Em seguida, deve-se segurar o frasco do colírio acima do olho com a ponta voltada para baixo, olhar para cima e apertar o frasco para que a gota caia no olho afetado.

Após aplicar o colírio de travoprosta, deve-se fechar o olho por cerca de 2 minutos, sem piscar e pressionar o dedo suavemente sobre o canto interno do olho, para evitar que o colírio escorra para o canal lacrimal e seja absorvido pelo corpo, o que pode aumentar o risco de efeitos colaterais.

No caso do médico ter recomendado o uso de outros colírios, deve-se aguardar cerca de 5 minutos entre as aplicações. 

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns do travoprosta são desconforto ocular, sensação de corpo estranho, coceira, vermelhidão nos olhos e diminuição da visão.

Embora seja mais raro, também podem ocorrer inflamação da pálpebra, catarata, conjuntivite, olho seco, ceratite, maior sensibilidade à luz e lacrimejamento excessivo.

Além dos efeitos adversos oftalmológicos, podem surgir outros efeitos não oculares que acontecem com menor frequência, como angina, artrite, dor nas costas, bronquite, alterações gastrointestinais, dor de cabeça e hipo ou hipertensão.

Quem não deve usar

O travoprosta não deve ser usada por pessoas que possuem alergia à travoprosta, ao cloreto de benzalcônio ou a qualquer outro componente da fórmula. 

Além disso, durante a gravidez ou amamentação o uso do travoprosta não é recomendado pois não existem estudos suficientes que comprovem a segurança desse remédio nessas fases. Assim, só deve ser usado se recomendado pelo médico, após avaliar os benefícios para a mulher e os possíveis riscos para o bebê.

Já o travoprosta + maleato de timolol não deve ser usado por pessoas com doenças respiratórias reativas, como asma brônquica ou DPOC grave, ou problemas cardíacos, como bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular, insuficiência cardíaca manifesta ou choque cardiogênico.

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