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Sintomas de leptospirose e como é feito o diagnóstico

Os sintomas de leptospirose podem aparecer até 2 semanas depois do contato com a bactéria responsável pela doença, sendo semelhantes aos de uma gripe, podendo haver febre, dores musculares, perda do apetite e náuseas, por exemplo. No entanto, quando o diagnóstico não é feito e o tratamento não é iniciado, a bactéria pode facilmente chegar na corrente sanguínea e se espalhar para outros tecidos do corpo, causando sintomas mais graves.

Por isso, é recomendado ir ao médico assim que surgirem sintomas que possam ser indicativos de leptospirose, principalmente se surgirem após um período de muita chuva ou enchentes, por exemplo.

Sintomas de leptospirose e como é feito o diagnóstico

Sintomas de leptospirose

Os sintomas da leptospirose normalmente aparecem 5 a 14 dias após a infecção pela bactéria Leptospira sp., que é a responsável pela doença, sendo os principais:

  • Febre acima de 38ºC;
  • Dor de cabeça;
  • Calafrios;
  • Dores musculares, principalmente na panturrilha, costas e abdômen;
  • Perda do apetite;
  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia.

Cerca de 3 a 7 dias após o início dos sintomas, pode surgir a tríade de Weil, que é sinal de gravidade da doença e é caracterizada pela presença de três sintomas: pele amarelada, insuficiência renal e hemorragias, principalmente pulmonares. Isso acontece quando o tratamento não é iniciado ou não é realizado corretamente, o que favorece o espalhamento da bactéria pela corrente sanguínea e chega a vários tecidos.

Devido ao fato de poder haver comprometimento pulmonar, a pessoa pode apresentar também tosse, dificuldade para respirar e hemoptise, que corresponde à tosse com sangue.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico inicial da leptospirose é feito pelo clínico geral ou infectologista através da avaliação dos sintomas apresentados pela pessoa e dados epidemiológicos, como o fato da pessoa ter estado em contato com águas potencialmente contaminadas ou com animais que representam alto risco de infecção.

Para confirmar o diagnóstico, o médico indica exames laboratoriais para avaliar a função dos rins, fígado e a capacidade de coagulação com o objetivo de identificar algum sinal de complicação. Assim, é recomendada a avaliação dos níveis de ureia, creatinina, bilirrubina, TGO, TGP, gama-GT, fosfatase alcalina, CPK e PCR, além do hemograma completo.

Além desses exames, é indicada também a realização de exames sorológicos e microbiológicos para identificar o agente infeccioso, além de antígenos e anticorpos produzidos pelo organismo contra esse microrganismo.

Como acontece a transmissão

Geralmente, a transmissão da leptospirose é feita através do contato com água contaminada com urina de animais capazes de transmitir a doença e, por isso, é frequente durante as enchentes. Mas a doença também pode ocorrer em pessoas que entram em contato com o lixo, terrenos baldios, entulhos e águas paradas porque a bactéria pode permanecer viva durante 6 meses em locais úmidos ou molhados.

Assim, a pessoa pode se contaminar ao pisar em poças de águas nas ruas, limpar terrenos baldios, mexer no lixo acumulado, frequentar o lixão da cidade, sendo comum em pessoas que trabalham como empregadas domésticas, pedreiros e lixeiros, embora qualquer pessoa possa ser contaminada ao entrar em contato com a água ou objetos contaminados com água de chuvas e enchentes. Confira mais detalhes da transmissão da leptospirose.

Como se trata

O tratamento para leptospirose deve ser indicado pelo clínico geral ou pelo infectologista e, normalmente, é feito em casa com o uso de antibióticos, como Amoxicilina ou Doxiciclina, por pelo menos 7 dias. Para aliviar a dor e os desconforto o médico também poderá indicar o uso de Paracetamol. 

Além disso, é importante ficar de repouso e beber bastante água para se recuperar mais rápido e por isso o ideal é que a pessoa não trabalhe e não frequente a escola, se possível. Veja mais sobre o tratamento para a leptospirose.

Bibliografia >

  • BARER, Michael R.. Medical Microbiology: A guide to microbial infections - pathogenesis, immunity, laboratory investigation and control. 19 ed. Elsevier, 2018. 326-331.
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