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Como identificar e tratar a Síndrome da Fadiga Crônica

A Síndrome da Fadiga Crônica é uma doença caracterizada pelo cansaço excessivo e persistente, presente na maior parte dos dias, e que não tem nenhuma razão aparente. Geralmente o cansaço piora após fazer exercício físico ou mental, mas não melhora com o devido descanso e não se consegue descobrir a sua origem. 

A Síndrome da Fadiga Crônica não tem cura, no entanto, os sintomas podem ser aliviados com o tratamento, que deve incluir principalmente sessões de psicoterapia e prática regular de exercícios. 

Como identificar e tratar a Síndrome da Fadiga Crônica

Tratamento para Síndrome da Fadiga Crônica

O tratamento para Síndrome da Fadiga Crônica deve ser orientado para diminuir os sintomas e melhorar as capacidades da pessoa na realização de suas tarefas diárias. O médico poderá indicar:

  • Psicoterapia, que pode ser feita com a Terapia Cognitiva Comportamental, para minimizar o isolamento social e conseguir encontrar o bem-estar e as soluções para cada neurose que a pessoa apresentar; 
  • Prática regular de exercício físico para liberar endorfinas na corrente sanguínea, aumentando o bem-estar, diminuir as dores musculares e aumentar a resistência física;
  • Remédios antidepressivos, como Fluoxetina ou Sertralina, para as pessoas diagnosticadas com depressão, 
  • Remédios para dormir, como a melatonina, que ajuda a pegar no sono e conseguir descansar adequadamente;
  • Outros tratamentos que podem ser úteis: acupuntura, meditação, técnicas de relaxamento, alongamentos, ioga e tai chi.

O tratamento para esta Síndrome não é capaz de curar a doença mas pode trazer alívio dos sintomas, facilitando o dia-a-dia da pessoa. 

O que causa Síndrome da Fadiga Crônica

As causas da Síndrome não são totalmente conhecidas mas existem algumas teorias de que possa ser desencadeada por fatores como:  

  • Vida sedentária;
  • Noites mal dormidas;
  • Uso de medicamentos para o coração;
  • Abuso de álcool ou drogas ilícitas;
  • Doenças infecciosas, como HIV, Hepatite crônica (B e C); 
  • Doenças autoimunes, como Lúpus, artrite reumatoide, síndrome de Sjögren;
  • Doenças endocrinológicas, como hipotiroidismo ou diabetes;
  • Doença cardiorrespiratória, como insuficiência cardíaca ou DPOC;
  • Doença gastrointestinal, como doença celíaca ou doença inflamatória intestinal; 
  • Doenças do sangue, como anemia; 
  • Doenças neurológicas, como miastenia gravis ou esclerose múltipla; 
  • Apneia obstrutiva do sono;
  • Hipercalcemia;
  • Depressão, ansiedade, somatização ou fobia social;
  • Câncer;
  • Exposição à solventes orgânicos ou metais pesados. 

Esta síndrome é mais comum em mulheres, pessoas com mais de 40-50 anos, e o estresse psicológico pode contribuir para o agravamento dos sintomas. 

Como identificar e tratar a Síndrome da Fadiga Crônica

Quais os sintomas 

O principal sintoma que podem indicar a Síndrome da Fadiga Crônica é o cansaço excessivo, presente todos os dias, e que limita a vida da pessoa, e que não diminui com o devido repouso ou tempo de descanso. Assim, a pessoa acorda sempre cansada e queixa-se do cansaço todos os dias, na maior parte do tempo. Assim, os sintomas que podem indicar essa doença, são: 

  • Fadiga incapacitante e prolongada por mais de 6 meses, que afeta o funcionamento mental e físico que esteve presente em mais da metade do tempo; 
  • Dor muscular persistente;
  • Dor nas articulações;
  • Dores de cabeça frequentes;
  • Sono pouco reparador;
  • Perdas de memória e dificuldades de concentração;
  • Irritabilidade;
  • Acordar cansado;
  • Depressão;
  • Fibromialgia;
  • Síndrome do cólon irritável pode estar presente. 

O cansaço excessivo é de inícito súbito e definitivo, não é resultado de nenhuma atividade exagerada, não alivia de forma significativa após o período de descanso, e limita os estudos, o trabalho e até os momentos de laser. 

As pessoas que sofrem com ansiedade ou depressão têm uma probabilidade maior de permanecer com fadiga crônica por mais tempo. 

Exames necessários 

Para o diagnóstico é importante fazer uma avaliação dos sintomas, avaliação psicológica e exames de sangue, para despistar outras doenças que possam estar causando o cansaço excessivo. Para isso o médico pode solicitar hemograma, velocidade de sedimentação eritrocitária, TSH, sódio, potássio, cálcio, fosfato, transaminases, creatinina, proteína, glicose ou sangue na urina, por exemplo. 

Quando o médico observa os sintomas e os resultados dos exames não indicam a presença de nenhuma outra doença, chega-se a conclusão de que pode ser a Fadiga Crônica, que é mais comum, ou a Síndrome da Fadiga Crônica. 

O médico mais indicado para o diagnóstico e tratamento dessa síndrome é o Clínico Geral que poderá solicitar e avaliar todos os exames necessários, mas o acompanhamento também deve ser feito pelo psicólogo, e quando a depressão está presente, o psiquiatra também poderá ser consultado. 


Bibliografia

  • Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Projeto diretrizes: Fadiga crônica, diagnostico e tratamento. 2008
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