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Contaminação por Mercúrio: Principais sinais e sintomas

A contaminação por mercúrio é bastante grave, principalmente quanto esse metal pesado encontra-se em grandes concentrações no organismo. O mercúrio pode ficar acumulado no corpo e afetar diversos órgãos, principalmente rins, fígado, sistema digestivo e sistema nervoso, interferindo no funcionamento do organismo e sendo necessário acompanhamento médico por toda a vida.

A intoxicação causada pelo mercúrio é silenciosa e pode levar meses ou anos para se manifestar através de sinais como:

  • Fraqueza, cansaço frequente;
  • Perda do apetite e consequente emagrecimento;
  • Úlcera no estômago ou no duodeno;
  • Alteração do funcionamento dos rins;
  • Dentes fracos e quebradiços, podendo haver tendência à queda;
  • Irritação e inchaço na pele quando há contato direto com o mercúrio.

Quando grandes quantidades de mercúrio ficam acumuladas no sistema nervoso é caracterizado o quadro de neurotoxidade, que pode ser percebido por meio de alguns sinais e sintomas, sendo os principais:

  • Mudanças bruscas e frequentes de humor;
  • Nervosismo, ansiedade e irritabilidade;
  • Distúrbios do sono, como insônia e pesadelos frequentes;
  • Problemas de memória;
  • Dor de cabeça e enxaqueca;
  • Tontura e labirintite;
  • Delírios e alucinações.

Todas estas alterações podem acontecer quando há exposição a altas concentrações de mercúrio, maior que 20 microgramas por metro cúbico, o que pode ser atingido com o passar do tempo durante o trabalho ou através da alimentação.

O metilmercúrio é a forma do mercúrio que mais facilmente pode levar a intoxicação nas pessoas, uma vez que é sintetizado pelas bactérias presentes em ambiente aquático, sendo acumulado nos animais presentes na água, principalmente peixes. Assim, a contaminação se dá através da ingestão de peixes contaminados por mercúrio. A contaminação pelo metilmercúrio é especialmente grave durante a gravidez porque este metal pode afetar o desenvolvimento do cérebro do bebê e outras alterações permanentes, mesmo que a contaminação seja tratada.

Contaminação por mercúrio em rios
Contaminação por mercúrio em rios

Como pode acontecer a contaminação

A contaminação pelo mercúrio ou pelo metilmercúrio pode acontecer de três formas principais:

  1. Atividade profissional, havendo maior risco de contaminação em pessoas que trabalham em indústrias de mineração, garimpo de outro ou fábricas de cloro-sora, de fabricação de lâmpadas fluorescentes, termômetros, corantes e baterias, já que há maior facilidade de exposição ao mercúrio. A contaminação por mercúrio devido a atividade profissional normalmente se dá através da inalação, havendo o acúmulo desse metal nos pulmões e levando a problemas respiratórios;
  2. Através de tratamentos dentários, apesar de não ser muito comum e raramente levar a problemas graves de saúde, há risco de contaminação por mercúrio. Este tipo de contaminação afeta diretamente o sangue, podendo causar danos no sistema digestivo e danos neurológicos permanentes;
  3. Através do meio ambiente, por meio do consumo de água ou peixes contaminados. Esse tipo de contaminação é mais frequente em populações ribeirinhas, como ocorre na Amazônia, locais de garimpo e de grande uso de mercúrio, mas também pode afetar qualquer pessoa que consuma água ou alimentos contaminados com este metal, em caso de acidentes ambientais.

Peixes que contém mercúrio

Alguns peixes de água doce e salgada são fontes naturais de mercúrio, mas esses possuem pequenas quantidades que geralmente não são nocivas à saúde. Os peixes que possuem um menor risco de contaminação por este metal são:

  • Tambaqui, jatuarana, pirapitinga e pacu, que se alimentam de sementes e frutos, que podem conter mercúrio;
  • Bodo, jaraqui, curimatã e branquinha,porque se alimentam da lama presente no fundo dos rios e microrganismos responsáveis pela síntese de metilmercúrio;
  • Aruanã, pirarara, cará, mandi, matrinchã e cuiu-cuiu, que se alimentam de insetos e plânctons.
  • Dourada, filhote, piranha, tucunaré, surubim, pescada e pintado, porque se alimentam de outros peixes menores, acumulando maiores quantidades de mercúrio.

No entanto, em caso de acidentes ambientais, quando há contaminação com mercúrio em determinada região, todos os peixes provenientes das áreas afetadas não devem ser consumidos porque podem conter doses elevadas de mercúrio em sua carne, o que pode provocar intoxicação no homem.

O que fazer se suspeitar estar contaminado

Em caso de suspeita de contaminação deve-se marcar uma consulta médica e informa-lo sobre sua suspeita, devendo o médico solicitar exames para verificar a quantidade de mercúrio no sangue.

A confirmação da contaminação pode ser feita através do exame de sangue que mede a quantidade de Mércurio no sangue ou através da medição da quantidade no fio de cabelo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a concentração máxima de mercúrio no cabelo deve ser inferior a 7 µg/g. Outros exames também podem ser necessários para medir as consequências do mercúrio para a saúde, como ressonância magnética, eletroencefalograma, exames hormonais e exames específicos para cada órgão, dependendo dos tecidos afetados.

Tratamento para contaminação por mercúrio

O tratamento pode ser feito através do uso de medicamentos quelantes que facilitam a eliminação do mercúrio, que devem ser indicados pelo médico. Além disso pode ser necessário tomar remédios para combater a ansiedade e a depressão, caso surjam como consequência da contaminação, e suplemento de vitamina C, E e selênio. O acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra pode ser uma importante ajuda para complementar o tratamento, melhorando a qualidade de vida do indivíduo. Veja como pode evitar a contaminação com mercúrio.

Saiba mais sobre o tratamento para intoxicação por mercúrio.

Bibliografia >

  • BUENO, Priscila C. et al. Exposição humana a mercúrio: subsídios para o fortalecimento das ações de vigilância em saúde. Caderno de Saúde Coletiva. Vol 19. 4 ed; 443-447, 2011
  • CANO, Talyta M. Efeitos deletérios e teratogênicos da exposição ao mercúrio - Revisão da literatura . Rev Med Saude. Vol 3. 3 ed; 288-300, 2014
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