Plano de parto: o que é, para que serve, como fazer e limitações

agosto 2022

O plano de parto é um documento feito pela grávida e recomendado pela Organização Mundial de Saúde, que inclui as preferências da mulher em relação ao seu processo de parto, procedimentos médicos de rotina e cuidados ao recém-nascido.

O plano de parto tem como objetivo personalizar o momento do parto, que deve ser muito especial para os pais, e mantê-los o mais informados possível acerca dos procedimentos que serão realizados.

Para realizar o plano de parto, é importante que a gestante disponha de toda a informação necessária. Para isso, pode frequentar aulas de preparação para o parto, ler livros sobre o assunto, seguir as orientações da OMS e conversar com o obstetra, parteira ou doula.

Para que serve

O plano de parto serve para atender às preferências da mãe em relação a todo o processo de parto, incluindo a execução de alguns procedimentos médicos, desde que sejam baseadas em informações cientificamente comprovadas e atualizadas.

No plano de parto, a grávida pode mencionar:

  • Local onde deseja que se realize o parto;
  • Condições do ambiente em que vai ser realizado o parto, como iluminação, música, realização de fotos ou vídeos, entre outros;
  • Acompanhantes que deseja que estejam presentes;
  • Se aceita ou não a presença de estudantes e estagiários na sala de parto;
  • Intervenções médicas que deseja ou não fazer, como administração de ocitocina, analgesia, episiotomia, enema, remoção de pelos pubianos ou manejo ativo da placenta;
  • Tipo de alimentação ou bebidas que vai ingerir;
  • Se deseja a realização de uma ruptura artificial da bolsa amniótica;
  • Posição de expulsão do bebê;
  • Quando deseja começar a amamentar;
  • Quando clampear e cortar o cordão umbilical;
  • Intervenções realizadas no recém-nascido, como aspiração das vias aéreas e do estômago, utilização de colírio de nitrato de prata, chupetas, mamadeiras ou leite artificial.

Além disso, algumas mulheres optam pela presença de uma doula, que é uma mulher que acompanha a gravidez e fornece apoio emocional e prático à grávida durante o parto, o que também deve ser mencionado no plano de parto.

Como fazer o plano de parto

O plano de parto deve ser feito e discutido juntamente com os profissionais que vão realizar a assistência ao parto, de forma a garantir que no dia do parto tudo corre como planeado.

Para elaborar o plano de parto, pode-se recorrer a um modelo de plano de parto fornecido por um profissional de saúde (e que pode ser encontrado na internet) ou a grávida pode optar por escrever o próprio plano de forma personalizada.

O plano de parto deve ser impresso em duas vias: uma que deve ser entregue para a equipe da maternidade ou hospital no momento do parto e outra que deve ficar com o/a acompanhante da gestante, para que possa consultar sempre que surgir alguma dúvida sobre as escolhas da mulher.

Algumas maternidades e hospitais já oferecem uma consulta exclusiva para a confecção do plano de parto, e neste caso, o documento é arquivado na ficha da mulher antes do internamento para o parto.

Limitações do plano de parto

Apesar da grávida ter um plano de parto, fica a critério da equipe que a assiste decidir qual a forma mais segura de conduzir o parto, especialmente se existir riscos à saúde da mãe ou do bebê. Nesses casos, em que o plano de parto não é seguido, o médico deve justificar a razão aos pais.

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em agosto de 2022.

Bibliografia

  • WHO. Advancing Safe Motherhood. 2001. Disponível em: <https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/66810/WHO_RHR_01.5.pdf;sequence=1>.
  • WHO. Mother-baby package : implementing safe motherhood in countries : practical guide. Disponível em: <https://apps.who.int/iris/handle/10665/63268?locale-attribute=zh&mode=full>. Acesso em 03 dez 1994
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  • WHO. Maternal health and safe motherhood. 1989. Disponível em: <https://apps.who.int/iris/handle/10665/100953>. Acesso em 08 ago 2022
Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.