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Placenta acreta: o que é, sintomas, diagnóstico e riscos

Atualizado em Setembro 2019

A placenta acreta, também conhecida por acretismo placentário, é uma situação em que a placenta não está aderida corretamente ao útero, sendo difícil a sua saída na hora do parto. Essa situação é uma das principais causas de complicações e óbito pós parto, pois está associada a grande risco de hemorragias.

O acretismo placentário pode ser classificado de acordo com a profundidade de implantação da placenta ao útero em:

  • Placenta acreta simples, em que a placenta invade parte do miométrio, que é a camada média do útero;
  • Placenta increta, em que a placenta penetra totalmente o miométrio;
  • Placenta percreta, em que a placenta pode atingir apenas a serosa ou órgãos adjacentes.

É importante que a placenta acreta seja diagnosticada durante os exames pré-natais para que se possa programar a cesariana seguida de histerectomia, que é normalmente o tratamento indicado, e, assim, sejam prevenidas complicações para a mãe e para o bebê.

Placenta acreta: o que é, sintomas, diagnóstico e riscos

Sintomas de Placenta Acreta

Normalmente a mulher não sente qualquer sintoma de alteração na placenta, sendo, por isso, importante que a mulher realize corretamente o pré-natal para que essa alteração possa ser identificada.

Apesar de sinais e sintomas não serem frequentes nesses casos, algumas mulheres podem apresentar sangramento vaginal discreto, sem dor e sem razão aparente durante a gestação, sendo recomendado que vá ao ginecologista/ obstetra para que seja identificada a causa do sangramento e seja iniciado o tratamento.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico de placenta acreta deve ser feito por meio de exames de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética, além da dosagem de marcadores sanguíneos que possam indicar a alteração. Esses exames podem ser realizados no pré-natal e o diagnóstico precoce do acretismo placentário diminui o risco de complicações para a mulher. Conheça outros exames realizados no pré-natal.

A ultrassonografia é normalmente indicada para pacientes considerados de alto risco e é uma técnica bastante segura tanto para a mãe quanto para o bebê. O uso da ressonância magnética para diagnóstico da placenta acreta é controverso, no entanto pode ser indicado quando o resultado da ultrassonografia é considerado duvidoso ou inconclusivo.

A realização da ultrassonografia para identificar a placenta acreta é mais indicada em mulheres que apresentam maior risco de desenvolver esse problema, como por exemplo mulheres que possuem idade mais avançada, que realizaram cirurgia uterina anteriormente, incluindo a cesária, possuem miomas uterinos ou que tiveram placenta prévia, em que a placenta desenvolve-se parcial ou totalmente na região inferior do útero. Entenda mais sobre a placenta prévia e como é feito o tratamento. 

Possíveis riscos

Os riscos da placenta acreta estão relacionados com o momento em que a placente acreta é identificada. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menor o risco de haver hemorragia pós-parto, complicações durante o parto, parto prematuro e necessidade de se realizar uma cesariana de emergência.

Além disso, pode haver infecção, problemas relacionados à coagulação, ruptura da bexiga, perda da fertilidade e, caso não seja identificada e tratada corretamente, pode levar ao óbito.

Tratamento para Placenta Acreta

O tratamento do acretismo placentário pode variar de mulher para mulher, podendo ser realizada cesariana juntamente com histerectomia, que é o procedimento médico em que é retirado o útero e, dependendo da gravidade, das estruturas associadas, como trompas e ovários.

Em alguns casos pode ser indicada a realização de tratamento conservador para preservar a fertilidade da mulher, sendo apenas realizada cesariana e remoção da placenta, além de acompanhamento da mulher após o parto para monitorar possíveis sangramentos ou complicações.


Bibliografia

  • LINHARES, Lorena Q. et al. Placenta acreta. Rev Med Minas Gerais. Vol 20. 2 ed; 57-59, 2010
  • MANUAL MSD. Placenta acreta. Link: <www.msdmanuals.com>. Acesso em 06 Set 2019
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