O que é pieloplastia, para que serve e como é a recuperação

Revisão clínica: Rodolfo Favaretto
Urologista
janeiro 2022

A pieloplastia é um procedimento cirúrgico indicado no caso de alterações da ligação entre o ureter e o rim (junção ureteropiélica), o que pode levar, à longo prazo, disfunção e falência dos rins. Assim, esse procedimento tem como objetivo restaurar essa ligação, prevenindo o surgimento de complicações.

A pieloplastia é uma cirurgia de média/ alta complexidade, sendo necessário anestesia geral e internação hospitalar por alguns dias para que seja acompanhado e, em seguida, é liberado para casa, devendo o tratamento ser continuado em casa com repouso e uso de antibióticos indicados pelo urologista.

Para que serve

A pieloplastia é um procedimento cirúrgico indicado nos casos de estenose da junção ureteropiélica, que corresponde à união do rim com o ureter. Ou seja, nessa situação é verificado o estreitamento dessa ligação, o que pode promover diminuição do fluxo urinário e resultar em lesão nos rins e perda progressiva da função. Dessa forma, a pieloplastia tem como objetivo restaurar essa ligação, restabelecendo o fluxo da urina e diminuindo o risco de complicações renais.

Assim, a pieloplastia é indicada quando a pessoa possui sintomas relacionados com a estenose da junção ureteropiélica e alterações em exames laboratoriais, como níveis de ureia, creatinina e clearance de creatinina, e exames de imagem, como ultrassonografia abdominal e tomografia computadorizada.

Como é feita

Antes da realização da pieloplastia é recomendado que a pessoa fique cerca de 8 horas em jejum. O tipo de cirurgia depende da idade da pessoa e dos estado geral de saúde, podendo ser recomendado:

  • Cirurgia aberta: em que é feito um corte na região abdominal com o objetivo de corrigir a ligação entre o ureter e o rim;
  • Pieloplastia por laparoscopia ou robótica: esse tipo de procedimento é menos invasivo, já que são realizados através de 3 pequenas incisões no abdômen, e promove recuperação mais rápida a pessoa.

Independentemente do tipo de cirurgia, é feito um corte na ligação entre o ureter e o rim e depois restauração dessa ligação. Durante o procedimento é ainda colocado um cateter para drenar o rim e diminuir o risco de complicação, que depois deve ser retirado pelo médico que realizou o procedimento cirúrgico.

Recuperação da pieloplastia

Após a realização da pieloplastia, é comum que a pessoa permaneça 1 a 2 dias no hospital para que recupere da anestesia e para a observação de algum sintoma. Nos casos casos em que houve a colocação de um cateter, é recomendado a retirada do mesmo após aproximadamente 30 dias.

Em casa, é importante que a pessoa permaneça em repouso, evitando fazer esforços por cerca de 30 dias e beba bastante líquidos, além de usar os medicamentos indicados pelo médico. Normalmente é indicado pelo médico o uso de antibióticos para prevenir a ocorrência de infecções.

A recuperação da pieloplastia é relativamente simples, sendo necessário que após o período de recuperação estipulado pelo urologista, o paciente retorne à consulta para que seja programada a retirada do cateter e realizados exames de imagem que permitam verificar se a cirurgia foi suficiente para corrigir a alteração.

Caso durante o período de recuperação a pessoa tenha febre, sangramentos, dor no momento de urinar ou vômitos, é importante que retorne ao médico para que seja feita uma avaliação e possa ser iniciado o tratamento mais adequado.

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em janeiro de 2022. Revisão clínica por Rodolfo Favaretto - Urologista, em janeiro de 2022.

Bibliografia

  • PORTAL DA UROLOGIA. Obstrução da JUP: Indicação Cirúrgica. Disponível em: <http://portaldaurologia.org.br/medicos/wp-content/uploads/2015/09/obstrucao_da_jup_indicacao_cirurgica.pdf>. Acesso em 06 jul 2020
  • MORÃO, Sofia; VITAL, Vanda P.; SILVA, Aline V. et al. Pieloplastia Laparoscópica em Idade Pediátrica. ACTA Urológica Portuguesa. Vol 32. 28-32, 2017
Mostrar bibliografia completa
  • BARRIL, Emelyn S.; ALBA, Anna Paula R.; OLIVEIRA, Antônio Vinícius P. et al. Estenose da junção pielo ureteral. Rev. Fac. Ciênc. Méd. Sorocaba. Vol 16. 3 ed; 155-156, 2014
  • MCANINCH, Jack W.; LUE, Tom F. Urologia Geral de Smith e Tanagho. 18 ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. 144-145.
Revisão clínica:
Rodolfo Favaretto
Urologista
Médico formado pela Universidade de Ribeirão Preto com CRM-SP 133358 e especialista em Urologia desde 2016 pela Sociedade Brasileira de Urologia.