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Nódulo no Fígado: o que pode ser e quando pode indicar câncer

Na maioria dos casos, o nódulo no fígado é benigno e, por isso, não é perigoso, especialmente quando aparece em pessoas sem doença de fígado conhecida, como cirrose ou hepatite, sendo descoberto acidentalmente em exames de rotina. Nesse caso, o nódulo pode ser apenas um cisto, que é uma espécie de saquinho com conteúdo líquido que pode ser causado por parasitas, um abscesso ou provocado por bactérias, por exemplo. No caso dos cistos causados por parasitas ou dos abscessos, estes geralmente precisam de tratamento adequado.

Geralmente, os nódulos benignos não causam sintomas e, dessa forma, só precisam ser avaliados regularmente com exames como tomografia e ressonância magnética, para identificar se estão crescendo de tamanho. Se isso acontecer, e o nódulo aumentar muito de tamanho, pode provocar sintomas como dor abdominal e alterações digestivas e, nesse caso, têm de ser retirados através de cirurgia. Quando o nódulo é suspeito, pode também ser necessário realizar biópsia para ter o diagnóstico definitivo.

No caso do nódulo maligno, geralmente ou é uma metástase e ocorre em pessoas com câncer em outro local ou é um câncer próprio do fígado, chamado de carcinoma hepatocelular, que aparece normalmente em pessoas com doenças hepáticas. Por este motivo, toda a vez que aparece um nódulo hepático numa pessoa com cirrose, existem muitas chances de ser câncer e, por isso, deve-se recorrer ao hepatologista para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento. Saiba mais sobre tumor no fígado e como tratar.

Nódulo no Fígado: o que pode ser e quando pode indicar câncer

O que pode ser nódulo no fígado

O aparecimento de um nódulo no fígado pode ter diversas causas. As mais comuns incluem:

1. Cistos e abcessos

Muitos casos de nódulo no fígado são apenas um cisto. Os cistos são geralmente simples, benignos e não causam sintomas e, por isso, não precisam de tratamento. Quando são causados por parasitas, podem causar sintomas e precisam de remoção por cirurgia ou drenagem de seu conteúdo. Mais raramente, há cistos associados a doenças genéticas, isto é, que nascem com a pessoa, e que costumam ser em grande número. Nesse caso o transplante é o tratamento mais indicado. Outras vezes há cistos mais suspeitos de malignidade, que têm de ser tratados mais rapidamente. 

O nódulo pode ainda ser um abscesso, que precisa de tratamento com antibiótico ou eventualmente ser drenado ou aspirado com uma agulha. 

Tanto no caso dos cistos como dos abscessos, a tomografia, a ressonância magnética e o ultrassom costumam ser suficientes para fazer o diagnóstico e assim permitir ao hepatologista escolher o tratamento mais indicado. Saiba mais sobre cisto hepático e sobre o abscesso hepático.

2. Hiperplasia nodular focal

Este é o segundo nódulo hepático mais frequente, mais comum em mulheres entre 20 e 50 anos. Na maioria das vezes não provoca sintomas, sendo achado em exames de rotina. Esta hiperplasia tem poucas chances de se tornar maligna, por isso só precisa de ser acompanhada com exames como ultrassom, tomografia ou ressonância magnética. O uso de pílula pode favorecer seu crescimento, apesar de não ser o causador do nódulo, por isso mulheres que tomam pílula costumam ter acompanhamento a cada 6 ou 12 meses. 

O tratamento com cirurgia é recomendado quando há sintomas, dúvidas no diagnóstico apesar dos exames, ou quando há suspeita de ser um adenoma, que tem mais risco de malignização ou de ter complicações. Entenda melhor o que é a hiperplasia nodular focal.

3. Hemangioma hepático

O hemangioma é uma malformação dos vasos sanguíneos congênita, isto é, que nasce com a pessoa e é o nódulo benigno do fígado mais comum. Costuma ser encontrado acidentalmente em exames de rotina, já que a maioria não dá sintomas.

O diagnóstico costuma ser feito com ultrassom, tomografia ou ressonância, e no caso de ter até 5 cm, não é necessário qualquer tipo de tratamento, nem acompanhamento. Porém, se acabar crescendo além dos 5 cm deve ser feito o acompanhamento a cada 6 meses a 1 ano. Por vezes, pode crescer depressa e comprimir a cápsula do fígado ou outras estruturas, causando dor e outros sintomas, ou pode apresentar sinais de malignidade, devendo ser removido com cirurgia. 

Os boxeadores, jogadores de futebol e mulheres que pretendam engravidar, e que tenham hemangiomas grandes, ainda que sem sintomas, correm risco de sangramento ou ruptura do hemangioma, que são situações mais graves e, por isso, devem fazer cirurgia para retirar. Quando a pessoa tem um hemangioma grande e sente dor forte, repentina e com queda da pressão arterial deverá procurar rapidamente um médico para ser avaliada, já que poderá ser um destes casos.

Leia mais sobre o que é o hemangioma, como confirmar e formas de tratamento.

4. Adenoma hepático

O adenoma é um tumor benigno do fígado, que é relativamente raro, mas que é mais frequente em mulheres entre os 20 e os 40 anos, já que o uso de pílula aumenta muito as chances de o desenvolver. Além da pílula, o uso de esteroides anabolizantes e algumas doenças genéticas de acúmulo de glicogênio também podem aumentar as chances de o desenvolver. 

O adenoma costuma ser encontrado durante os exames por queixas de dor abdominal ou, então, como achado acidental em exames de rotina. O diagnóstico pode ser feito com ultrassom, tomografia ou ressonância, que permitem distinguir adenoma de hiperplasia nodular focal do câncer de fígado, por exemplo.

Como na maioria dos casos o adenoma tem menos de 5 cm e, por isso, baixo risco de ser câncer e de ter complicações como hemorragia ou ruptura, não precisa de tratamento e pode simplesmente ser acompanhado com exames regulares, que no caso da menopausa devem ser feitos anualmente. Já os adenomas com mais de 5 cm, têm maior risco de complicações ou de virar câncer, podendo ter de ser removidos com cirurgia. Entenda melhor sobre o adenoma hepático e suas complicações.

Quando o nódulo pode ser câncer

Quando a pessoa não tem histórico de doença no fígado, geralmente o nódulo é benigno e não representa câncer. Porém, quando já existe doença hepática, como cirrose ou hepatite, existem maiores chances de que o nódulo possa ser câncer, que é chamado de carcinoma hepatocelular.

Além disso, o nódulo também pode surgir devido à presença de câncer em outro local representando neste caso uma metástase desse outro câncer.

Quando pode ser carcinoma hepatocelular

Cirrose alcoólica e hepatite são as principais doenças de fígado que levam ao aparecimento do carcinoma hepatocelular. Por isso, é muito importante que se faça o acompanhamento correto com o hepatologista, quando existe risco de desenvolver essas doenças, de forma a diminuir as chances de câncer.

Assim, se a pessoa tiver:

  • Histórico de transfusões de sangue;
  • Tatuagens;
  • Uso de drogas injetáveis;
  • Consumo de álcool;
  • História na família de doença hepática crônica como cirrose.

Poderá ter risco de desenvolver doença do fígado e/ou câncer, sendo recomendado recorrer a um hepatologista para avaliar as chances de ter doença hepática e iniciar o tratamento adequado, se necessário.

Quando pode ser metástase

O fígado é um lugar comum para o surgimento de metástases, principalmente quando existe algum tipo de câncer no sistema digestivo, como estômago, pâncreas e cólon, mas também de câncer da mama ou dos pulmões. 

Muitas vezes a pessoa pode não ter qualquer sintoma quando descobre o câncer já metastizado, outras vezes sintomas pouco específicos como como dor abdominal, mal estar, fraqueza e perda de peso sem motivo aparente poderão ser o único indício de um câncer. 

Veja que tipos de câncer podem provocar metástases no fígado.

O que fazer se suspeitar de câncer

Quando a pessoa tem sintomas como inchaço abdominal, sangramento intestinal, alterações do estado mental, olhos e pele amarelada ou perda de peso sem motivo, é provável que exista alguma doença hepática ou até câncer no fígado. Por vezes os sintomas são menos específicos, como fraqueza e perda de peso sem motivo, mas poderão ser o único indício de um câncer. 

Assim, quando a pessoa tem este tipo de queixas, deve recorrer ao médico hepatologista ou clínico geral, que fazer uma avaliação adequada, com alguns exames para tentar entender a origem do câncer e, a partir daí, indicar o tratamento mais correto. 

O tratamento vai depender se o câncer é do fígado ou se é metástase. Se for metástase, será de acordo com o tipo de câncer que a originou. No caso do câncer do fígado, o tratamento pode ser curativo, quando é pequeno e se consegue remover, ou se consegue fazer um transplante hepático, mas outras vezes, quando o câncer está mais avançado e não é possível a cura, o tratamento poderá apenas retardar o crescimento do câncer e assim conseguir prolongar a vida da pessoa por mais tempo.

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