Quem descobre que está com o colesterol alto costuma ficar em dúvida se precisa abandonar o queijo no café da manhã. A resposta é não. O alimento pode continuar fazendo parte da alimentação, desde que o tipo e a quantidade sejam considerados. Isso porque alguns queijos concentram gordura saturada, que pode aumentar o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim. Escolher versões menos gordurosas e observar o rótulo pode ajudar a proteger a saúde cardiovascular sem excluir completamente esse alimento.
Por que alguns queijos podem aumentar o colesterol?
O queijo fornece proteínas, cálcio e vitamina B12, mas também pode conter quantidades importantes de gordura saturada. Quando consumida em excesso, especialmente no lugar de fontes de gorduras insaturadas, essa gordura tende a elevar o LDL, favorecendo a formação de placas nas artérias ao longo do tempo.
As orientações alimentares de 2026 da Associação Americana do Coração (AHA) recomendam priorizar padrões alimentares ricos em vegetais, grãos integrais e fontes de gorduras insaturadas, reduzindo o consumo de gordura saturada. Entretanto, o efeito dos queijos não depende apenas desse nutriente, pois sua composição e estrutura também influenciam a resposta do organismo.
Queijos amarelos são sempre piores para o colesterol?
Não necessariamente. Queijos curados e com menor quantidade de água, como parmesão e alguns tipos de provolone, costumam concentrar mais gordura e sódio por 100 gramas. Entretanto, a cor não determina sozinha a composição nutricional. Um queijo branco produzido com leite integral também pode fornecer bastante gordura saturada.
Uma revisão sistemática com meta-análise publicada em 2023 encontrou níveis menores de LDL em participantes que consumiram queijo, em comparação com quantidades equivalentes de gordura provenientes da manteiga. Os resultados sugerem que a estrutura do alimento influencia seus efeitos metabólicos, mas não demonstram que comer queijo em grandes quantidades seja benéfico para o coração. Os estudos foram relativamente curtos e apresentaram limitações.

Quais queijos podem ser melhores para quem tem LDL alto?
Na prática, vale comparar a gordura saturada de diferentes produtos e dar preferência às opções que apresentam menores quantidades por porção. Algumas alternativas são:
- Queijo cottage: geralmente apresenta baixo teor de gordura, além de fornecer proteínas. É uma opção para pães, torradas e lanches.
- Ricota: costuma ter menos gordura que muitos queijos curados, embora a composição varie conforme a fabricação.
- Minas frescal: pode fazer parte da alimentação, especialmente nas versões com menor teor de gordura. Entretanto, nem todo minas frescal é pouco gorduroso.
- Muçarela com redução de gordura: pode substituir a versão tradicional em sanduíches e preparações, desde que a quantidade de sódio também seja considerada.
Queijos como prato, parmesão, provolone e cheddar tradicional não precisam ser completamente proibidos, mas costumam exigir maior atenção à porção e à frequência. O Tua Saúde apresenta informações sobre a composição nutricional e os benefícios do queijo cottage, uma das alternativas para variar o consumo de laticínios.
Como escolher a quantidade de queijo sem prejudicar a dieta?
O primeiro passo é observar a tabela nutricional. Compare a gordura saturada por 100 gramas, o sódio e o tamanho da porção. Para muitas pessoas, uma quantidade próxima de 30 gramas pode ser uma referência prática em uma refeição, mas não representa uma recomendação universal. A porção adequada depende da composição do queijo e do restante da alimentação.
Também importa o que acompanha o alimento. Um sanduíche com queijo, salame e manteiga pode fornecer muito mais gordura saturada e sódio do que uma preparação com pão integral, uma porção moderada de queijo e vegetais. A Associação Americana do Coração recomenda substituições como cottage com pouca gordura, ricota e muçarela parcialmente desnatada para reduzir a gordura saturada das receitas.

Quem tem colesterol muito alto precisa parar de comer queijo?
Mesmo quando o LDL está bastante elevado, a decisão não deve se limitar a retirar um único alimento. O controle depende do conjunto da alimentação, da genética, das condições de saúde e, em algumas situações, do uso de medicamentos. A dieta para colesterol alto pode incluir laticínios com menor teor de gordura, frutas, verduras, leguminosas e alimentos ricos em fibras solúveis, que ajudam a reduzir o LDL.
Quem tem histórico de infarto, AVC ou colesterol persistentemente elevado pode precisar de metas mais rigorosas, definidas pelo médico. Nesses casos, a escolha dos queijos deve fazer parte de um planejamento alimentar individualizado. Reduzir a gordura saturada pode ajudar, mas não substitui medicamentos prescritos nem o acompanhamento dos exames.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica ou nutricional. Pessoas com colesterol elevado devem buscar orientação profissional para definir as escolhas alimentares e o tratamento mais adequados.









