O magnésio participa do funcionamento do coração, dos músculos e do sistema nervoso, mas uma deficiência leve pode passar despercebida no começo. Quando os níveis caem mais, podem surgir cansaço, fraqueza, cãibras e formigamento e, nos casos mais intensos, alterações do ritmo cardíaco. A alimentação costuma fornecer o mineral, enquanto a necessidade de suplementação deve ser avaliada individualmente.
Por que o magnésio é importante para o coração?
O coração é um músculo que depende de sinais elétricos e de contrações coordenadas para manter cada batimento. O magnésio participa desses processos e também está envolvido no funcionamento dos nervos, na regulação da pressão arterial, da glicose e em diversas reações que produzem energia para as células.
De acordo com o Office of Dietary Supplements dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, adultos precisam de quantidades diferentes conforme sexo e fase da vida. Para homens adultos, a recomendação habitual é de 400 a 420 mg por dia, enquanto para mulheres fica em torno de 310 a 320 mg por dia.
Quais sinais podem aparecer quando o magnésio está baixo?
Ingerir pouco magnésio por alguns dias geralmente não provoca sintomas evidentes, porque os rins conseguem diminuir a perda do mineral. O problema tende a aparecer quando a deficiência se prolonga ou existem condições que aumentam as perdas pelo organismo.
Entre as manifestações que podem ocorrer estão:
- perda de apetite, náusea ou vômitos;
- cansaço e fraqueza;
- cãibras ou contrações musculares;
- formigamento e dormência;
- em deficiências graves, convulsões e alterações do ritmo cardíaco.
Esses sintomas não são exclusivos da falta de magnésio. Cãibras e fadiga, por exemplo, têm diversas outras causas e não devem ser usadas isoladamente para diagnosticar uma deficiência.

E a relação entre magnésio e sono?
O magnésio participa da função do sistema nervoso, o que ajuda a explicar o interesse pelo mineral em produtos voltados ao relaxamento e ao sono. Isso, porém, não significa que dificuldade para dormir seja prova de deficiência ou que tomar magnésio funcione como tratamento para insônia.
Uma revisão sistemática publicada em 2026 que analisou ensaios clínicos sobre magnésio e sono encontrou resultados inconsistentes e classificou a certeza das evidências como baixa ou muito baixa. Os autores concluíram que os dados atuais não sustentam o uso rotineiro de magnésio oral para tratar insônia.
Quais alimentos ajudam a fornecer magnésio?
Para quem não apresenta uma deficiência diagnosticada ou outra indicação específica, a alimentação é a principal forma de obter magnésio. O mineral aparece principalmente em sementes, oleaginosas, leguminosas, cereais integrais e vegetais verde-escuros.
Algumas opções fáceis de incluir na rotina são:
- sementes de abóbora, linhaça e gergelim;
- amêndoas, castanha-de-caju e amendoim;
- feijão, grão-de-bico e soja;
- aveia e arroz integral;
- espinafre e outros vegetais verde-escuros;
- cacau e alguns derivados do leite.
O Tua Saúde reúne outras opções e as respectivas quantidades em sua lista de alimentos ricos em magnésio. Uma alimentação variada geralmente consegue oferecer boas quantidades sem depender automaticamente de suplementos.

Como saber se o magnésio está realmente baixo?
Quando há suspeita, o médico pode solicitar a dosagem de magnésio no sangue. Segundo o MedlinePlus, da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, o magnésio sérico mede a quantidade do mineral circulante. Um resultado baixo ajuda a confirmar hipomagnesemia, mas apenas uma pequena parcela do magnésio corporal está no sangue, por isso o resultado precisa ser interpretado junto com sintomas, doenças e medicamentos em uso.
O risco merece atenção especial em pessoas com diarreia crônica ou problemas de absorção intestinal, diabetes descontrolado, consumo excessivo de álcool ou uso de certos medicamentos, como alguns diuréticos e inibidores da bomba de prótons. Suplementos não devem ser iniciados apenas com base em cãibras ou dificuldade para dormir, principalmente em quem tem doença renal, já que o excesso também pode causar problemas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizados por um médico ou outro profissional de saúde qualificado.









