Reduzir o sal não precisa significar comer arroz, feijão, carnes e legumes sem graça. Alho, cebola, cúrcuma, páprica, alecrim, cominho e raspas de limão acrescentam aroma, acidez e diferentes camadas de sabor que ajudam a depender menos do saleiro. A estratégia é especialmente útil para quem tem pressão alta ou histórico familiar da doença, já que o excesso de sódio favorece o aumento da pressão arterial.
Por que usar outros temperos ajuda a reduzir o sal?
O sal intensifica o sabor, mas não é a única maneira de tornar uma preparação mais interessante. Ervas, especiarias, ingredientes aromáticos e cítricos estimulam diferentes sensações no paladar e podem substituir parte do sal usado durante o preparo. A Organização Mundial da Saúde recomenda cozinhar com pouco ou nenhum sal adicionado e usar ervas e especiarias para dar sabor aos alimentos.
A OMS recomenda que adultos consumam menos de 2.000 mg de sódio por dia, equivalente a menos de 5 g de sal. Isso não significa que seja necessário eliminar completamente o sal da cozinha, mas reduzir o excesso e observar também o sódio presente nos alimentos industrializados.
Quais são os 7 temperos para experimentar na cozinha?
Não existe um tempero específico capaz de compensar sozinho uma alimentação rica em sódio. A vantagem está em combiná-los para construir sabor e, assim, precisar de menos sal:
- Alho: amassado, picado ou assado, combina com feijão, arroz, carnes, legumes e molhos.
- Cebola: refogada até dourar cria uma base aromática para sopas, ensopados, carnes e grãos.
- Cúrcuma: acrescenta sabor terroso e cor a arroz, frango, legumes, ovos e sopas.
- Páprica: doce, picante ou defumada, intensifica carnes, batatas, feijão, grão-de-bico e vegetais assados.
- Alecrim: tem aroma marcante e combina especialmente com batatas, frango, peixe e legumes no forno.
- Cominho: pequenas quantidades dão profundidade a feijão, lentilha, carne moída, legumes e ensopados.
- Raspas de limão: acrescentam aroma cítrico sem sódio e funcionam bem em peixes, frango, saladas e vegetais.

Como reduzir o sal sem perceber tanta diferença no sabor?
A mudança costuma ser mais fácil quando é gradual. Em vez de retirar todo o sal de uma receita de uma vez, reduza uma parte e aumente alho, cebola, ervas, especiarias e ingredientes ácidos. O CDC recomenda reduzir ou substituir o sal no preparo por opções como alho, frutas cítricas, temperos sem sal e especiarias.
Outra estratégia é combinar sabores. Feijão pode receber alho, cebola, cominho e páprica; frango pode levar alho, alecrim e raspas de limão; legumes assados ganham intensidade com cúrcuma, páprica e ervas. Dessa forma, diminuir o sal não depende de encontrar um único substituto.
Cuidado para não trocar o sal por um tempero ainda mais rico em sódio
Temperos naturais são diferentes de muitos caldos em cubo, pós para carnes, misturas prontas e molhos industrializados. Esses produtos podem fornecer quantidades consideráveis de sódio mesmo quando apenas uma pequena porção é utilizada. Ler o rótulo e comparar produtos semelhantes ajuda a identificar as opções com menos sódio.
O sódio também aparece em embutidos, conservas, macarrões instantâneos, queijos, salgadinhos e diversas refeições prontas. Por isso, diminuir apenas o sal colocado no prato pode não ser suficiente. O Tua Saúde explica que uma alimentação rica em sal está entre os fatores associados à pressão alta e que a redução do sódio faz parte dos cuidados para controlar a doença.

Quem tem pressão alta na família precisa ter mais cuidado?
Ter familiares com hipertensão aumenta a predisposição, mas não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá a doença. Manter alimentação equilibrada, evitar excesso de sódio, praticar atividade física, cuidar do peso e medir a pressão periodicamente são atitudes que ajudam a controlar fatores modificáveis.
Quem já recebeu diagnóstico de hipertensão deve seguir a orientação individualizada do médico ou nutricionista e não diminuir ou interromper medicamentos após mudar a alimentação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica ou nutricional. Pessoas com pressão alta, doença renal, insuficiência cardíaca ou outras condições que exigem controle específico de sódio devem receber orientação individualizada de um profissional de saúde.









