A fascite plantar é uma das causas mais comuns de dor na parte de baixo do calcanhar. Ela envolve sobrecarga e alterações na fáscia plantar, uma faixa resistente de tecido que percorre a sola do pé e ajuda a sustentar seu arco. O sinal mais característico é uma dor forte nos primeiros passos da manhã ou depois de ficar algum tempo sentado. Em grande parte dos casos, o tratamento é conservador e combina alongamentos, ajustes nos calçados, controle da carga sobre os pés e, quando necessário, fisioterapia.
O que acontece com a fáscia plantar?
A fáscia plantar liga a região do calcanhar à parte da frente do pé e recebe tensão sempre que caminhamos, corremos ou permanecemos em pé. Quando essa estrutura é submetida repetidamente a uma carga maior do que consegue tolerar, podem surgir pequenas lesões, irritação e alterações no tecido.
Apesar do nome “fascite” sugerir apenas inflamação, casos persistentes também podem apresentar mudanças degenerativas na fáscia. O NHS explica que a fascite plantar provoca dor na sola do pé, principalmente ao redor do calcanhar e do arco, e está relacionada à sobrecarga da fáscia.
Por que dói tanto nos primeiros passos da manhã?
Durante o período de repouso, a fáscia permanece sem receber a mesma carga da caminhada. Ao colocar o pé no chão novamente, o tecido é tensionado, o que pode provocar uma pontada forte no calcanhar. Por isso, a dor ao levantar da cama ou caminhar depois de ficar muito tempo sentado é tão característica.
Conforme a pessoa começa a se movimentar, o desconforto pode diminuir. Entretanto, ele frequentemente retorna depois de muitas horas em pé, longas caminhadas ou atividades de impacto. O conteúdo do Tua Saúde sobre fascite plantar também destaca a dor no calcanhar ao pisar pela manhã e a piora depois de permanecer muito tempo em pé.

O que aumenta o risco de desenvolver fascite plantar?
Nem sempre existe uma única causa. O problema costuma surgir quando diferentes fatores aumentam a tensão sobre a sola do pé. Segundo o NHS, alguns dos fatores associados incluem excesso de peso, muito tempo em pé ou caminhando, aumento recente de exercícios e uso de calçados com pouco amortecimento ou suporte.
Entre as situações que podem favorecer o quadro estão:
- passar longos períodos em pé ou caminhando;
- aumentar rapidamente a quantidade de corrida ou exercício;
- excesso de peso, que aumenta a carga sobre os pés;
- usar calçados com pouco suporte ou amortecimento;
- ter músculos da panturrilha ou região do tornozelo muito rígidos;
- alterações na mecânica do pé, como arco muito baixo ou muito alto.
Como é feito o tratamento?
A maioria das pessoas começa com medidas não cirúrgicas. Alongamentos da panturrilha e da fáscia plantar podem reduzir a tensão sobre o tecido. Calçados confortáveis, com bom amortecimento e sustentação do arco, também são importantes. Em alguns casos, palmilhas ou suportes para o calcanhar podem ajudar a distribuir melhor a carga.
O NHS também recomenda reduzir temporariamente atividades que provocam dor, evitar ficar muitas horas em pé, usar gelo na região dolorida e realizar exercícios suaves. Quando o desconforto persiste, a fisioterapia pode trabalhar alongamento, força, mobilidade e adaptação progressiva às atividades. Medicamentos para dor ou outros tratamentos devem ser avaliados individualmente, especialmente quando existem outras doenças ou uso de remédios contínuos.

Quando a dor no calcanhar precisa ser avaliada?
É indicado procurar um profissional de saúde quando a dor é intensa, impede atividades normais, continua piorando, volta repetidamente ou não melhora após medidas iniciais. Formigamento, perda de sensibilidade ou dor no pé em pessoas com diabetes também justificam avaliação. Outras condições, como fratura por estresse ou alterações dos nervos, podem produzir sintomas semelhantes.
Cirurgia raramente é a primeira opção. Quando alongamentos, ajustes de carga, calçados adequados, palmilhas e fisioterapia não proporcionam melhora suficiente, um ortopedista pode avaliar tratamentos adicionais. Na maior parte dos casos, porém, a recuperação acontece com medidas conservadoras e pode exigir algumas semanas ou meses de cuidados consistentes.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por um profissional de saúde.









