Sentir o coração disparar, começar a suar e ter a impressão de que algo muito ruim está prestes a acontecer, mesmo sem motivo aparente, pode ser uma experiência assustadora. Esses sintomas podem surgir durante um ataque de pânico, episódio de medo ou desconforto intenso que costuma atingir seu ponto mais forte em poucos minutos. A maioria das crises de pânico dura entre 5 e 20 minutos, embora algumas possam se prolongar. Permanecer em um ambiente seguro e respirar suavemente pode ajudar quem já reconhece esse tipo de episódio. Entretanto, sintomas novos ou diferentes do habitual não devem ser automaticamente atribuídos à ansiedade.
Por que uma crise de pânico pode começar de repente?
Durante uma crise de pânico, o organismo ativa uma resposta de alerta semelhante àquela que ocorreria diante de um perigo. Essa reação envolve substâncias como a adrenalina, que aceleram os batimentos cardíacos, aumentam a transpiração e preparam o corpo para reagir rapidamente. O problema é que essa resposta pode surgir mesmo quando não existe uma ameaça evidente.
Algumas crises acontecem em momentos de estresse, preocupação ou medo, mas outras começam enquanto a pessoa está descansando ou realizando atividades comuns. A respiração pode ficar acelerada, provocando tontura e formigamento, enquanto as sensações físicas aumentam ainda mais o medo. Isso pode criar um ciclo em que a pessoa se assusta com os próprios sintomas e percebe que eles ficam mais intensos.

Quanto tempo dura um ataque de pânico?
Segundo o NHS, serviço público de saúde do Reino Unido, um ataque de pânico geralmente dura de 5 a 20 minutos. Os sintomas podem aumentar rapidamente e causar uma sensação intensa de perda de controle, mas a fase mais forte costuma diminuir gradualmente. Alguns episódios duram mais tempo, e a pessoa pode continuar cansada ou apreensiva depois que as manifestações físicas diminuem.
Entre os sintomas que podem aparecer estão:
- Coração acelerado: batimentos fortes ou rápidos, mesmo sem esforço físico.
- Respiração rápida: sensação de falta de ar ou dificuldade para respirar normalmente.
- Tontura: impressão de cabeça leve, instabilidade ou sensação de desmaio.
- Suor e tremores: transpiração intensa, mãos trêmulas ou sensação de calor.
- Formigamento: principalmente nos dedos, nas mãos ou ao redor dos lábios.
- Medo intenso: sensação de perder o controle ou de que algo grave está acontecendo.
Essas manifestações não são exclusivas do pânico. Alterações cardíacas, respiratórias e outras condições também podem provocar sintomas semelhantes. Por isso, a duração do episódio não é suficiente para confirmar sua causa.
O que fazer enquanto uma crise já reconhecida está acontecendo?
Quando a pessoa já foi avaliada por um profissional e reconhece sintomas semelhantes aos de crises anteriores, algumas estratégias podem ajudar a atravessar o episódio com mais segurança. O objetivo é diminuir a tensão e evitar que a tentativa de controlar rapidamente todas as sensações aumente ainda mais o desconforto.
Algumas medidas que podem ajudar incluem:
- Ficar em um local seguro: sentar-se ou apoiar o corpo confortavelmente, especialmente se houver tontura.
- Reduzir o ritmo da respiração: inspirar suavemente pelo nariz e soltar o ar devagar, sem forçar respirações profundas.
- Observar o ambiente: direcionar a atenção para objetos, cores e sons ao redor pode ajudar a diminuir a sensação de perda de controle.
- Lembrar que o episódio pode passar: reconhecer um padrão já diagnosticado pode reduzir o medo das sensações físicas.
- Buscar apoio: conversar com alguém de confiança pode oferecer segurança enquanto os sintomas diminuem.
Não é recomendado respirar dentro de um saco de papel, pois essa prática pode ser perigosa quando a falta de ar tem outra origem. Também não é indicado utilizar medicamentos calmantes sem prescrição ou aumentar doses por conta própria.
Quando os sintomas podem não ser apenas uma crise de pânico?
Uma das principais dificuldades é que o ataque de pânico pode produzir sensações parecidas com as de outros problemas de saúde. Por isso, uma primeira crise com sintomas físicos intensos merece avaliação médica, mesmo que o desconforto desapareça depois de alguns minutos. A investigação também é importante quando o episódio apresenta características diferentes das crises anteriores.
Dor forte ou persistente no peito, falta de ar intensa ou incomum, desmaio, confusão repentina, dificuldade para falar ou fraqueza de um lado do corpo exigem atendimento de emergência. Nessas situações, não se deve esperar o tempo habitual de uma crise de pânico para procurar ajuda.
Mesmo pessoas que já receberam diagnóstico de ansiedade podem desenvolver outras condições de saúde. Reconhecer os sintomas anteriores é útil, mas não substitui a avaliação de manifestações novas ou progressivamente mais intensas.

O que fazer quando os ataques começam a se repetir?
Ter uma crise de pânico isolada não significa necessariamente apresentar transtorno do pânico. Entretanto, quando os episódios se tornam recorrentes, provocam medo constante de uma nova crise ou fazem a pessoa evitar atividades e lugares, é importante procurar acompanhamento profissional.
O tratamento pode envolver psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, e medicamentos quando indicados pelo médico. Técnicas de respiração e estratégias para lidar com a ansiedade também podem ajudar, mas devem fazer parte de uma abordagem adequada às necessidades de cada pessoa.
Conhecer melhor os sintomas e tratamentos do transtorno do pânico pode ajudar a compreender por que o acompanhamento é importante quando os ataques afetam a rotina.
Embora uma crise possa parecer interminável enquanto acontece, a intensidade costuma diminuir com o passar dos minutos. Saber reconhecer um episódio já diagnosticado pode ajudar a lidar com o medo, mas a segurança deve vir primeiro quando os sintomas são novos, muito intensos ou diferentes do padrão habitual.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento orientado por um médico.









