A gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, nem sempre está ligada ao consumo de álcool. Excesso de peso, diabetes tipo 2, alterações nos triglicerídeos e no colesterol, sedentarismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas estão entre os principais fatores associados ao acúmulo de gordura no órgão. Como a condição costuma não causar sintomas no início, muitas pessoas descobrem o problema por acaso durante um ultrassom ou outro exame de rotina.
1. Excesso de peso e gordura abdominal
Sobrepeso e obesidade estão fortemente associados à forma metabólica da esteatose hepática. Quando há excesso de gordura corporal, especialmente na região abdominal, aumenta a circulação de ácidos graxos e a resistência à insulina, favorecendo o armazenamento de gordura dentro das células do fígado.
Uma diretriz brasileira sobre doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica destaca o excesso de peso e a obesidade entre os grupos que merecem atenção especial para a presença da doença e de fibrose hepática.
2. Diabetes tipo 2 e resistência à insulina
Quando o organismo responde menos à insulina, o fígado recebe e produz mais substratos que podem ser transformados em gordura. Por isso, resistência à insulina, pré-diabetes e diabetes tipo 2 aparecem com frequência junto da esteatose.
O Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos Estados Unidos inclui resistência à insulina e diabetes tipo 2 entre as condições que aumentam a probabilidade de desenvolver gordura no fígado.

3. Triglicerídeos e colesterol alterados
Alterações das gorduras do sangue também fazem parte do cenário metabólico associado à doença. Triglicerídeos elevados, colesterol total ou LDL altos e HDL baixo podem ocorrer junto de outros fatores, como excesso de peso, pressão alta e alterações da glicose.
O Tua Saúde reúne essas relações na página sobre principais causas da gordura no fígado, destacando obesidade, diabetes, alterações nos lipídios, alimentação inadequada, sedentarismo e consumo excessivo de álcool entre os fatores associados.
4. Sedentarismo e 5. consumo de álcool
Passar grande parte do dia sem atividade física pode favorecer ganho de peso, resistência à insulina e piora do metabolismo de gorduras. A prática regular de exercícios ajuda a reduzir esses fatores e faz parte das principais medidas usadas no tratamento da esteatose metabólica.
Já o álcool merece uma distinção: o consumo excessivo pode causar acúmulo de gordura e lesão hepática por uma via própria, caracterizando doença hepática associada ao álcool em determinadas situações. Assim, os cinco fatores mais importantes desta pauta são:
- excesso de peso ou obesidade;
- diabetes tipo 2 e resistência à insulina;
- triglicerídeos e colesterol alterados;
- sedentarismo;
- consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Por que tanta gente descobre a gordura no fígado por acaso?
A esteatose pode permanecer silenciosa durante muito tempo. Por isso, é comum que apareça em um ultrassom abdominal solicitado por outro motivo ou durante a investigação de alterações em exames de sangue. A ausência de dor ou outros sintomas não significa que o fígado esteja necessariamente saudável.
Quem apresenta obesidade, diabetes tipo 2 ou vários fatores metabólicos associados deve conversar com o médico sobre a necessidade de avaliação. Quando a gordura no fígado é identificada, também pode ser necessário estimar o risco de inflamação e fibrose, além de tratar as alterações metabólicas que estão por trás do problema.
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação individual de um profissional de saúde.









