A alimentação pode contribuir de forma importante para o controle da pressão arterial. Um dos padrões alimentares mais estudados é a dieta DASH, baseada principalmente em frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijões, oleaginosas e laticínios com pouca gordura, ao mesmo tempo em que limita alimentos muito ricos em sódio. Ela pode complementar o tratamento da hipertensão, mas não substitui os medicamentos prescritos pelo médico.
Quais alimentos merecem mais espaço no prato?
A dieta DASH não depende de um alimento específico. A proposta é combinar grupos que fornecem potássio, magnésio, cálcio, fibras e outros nutrientes importantes para a saúde cardiovascular, enquanto se reduz o consumo de produtos muito salgados e ultraprocessados.
Entre as opções que podem aparecer com mais frequência estão:
- frutas, como banana, laranja, mamão e abacate;
- verduras e legumes variados;
- feijão, lentilha, ervilha e grão-de-bico;
- aveia e outros cereais integrais;
- leite e iogurte com menor teor de gordura;
- castanhas e sementes sem excesso de sal;
- peixes e outras fontes de proteínas com menor quantidade de gordura saturada.
O Tua Saúde explica como esses grupos são organizados na dieta DASH para ajudar no controle da pressão arterial.
Por que a dieta DASH ajuda a baixar a pressão?
O benefício vem do conjunto da alimentação. Em um ensaio clínico com 412 participantes, pesquisadores compararam a dieta DASH com uma alimentação controle em diferentes níveis de consumo de sódio. A combinação da DASH com menor ingestão de sódio produziu reduções maiores da pressão arterial.
Os resultados foram publicados no New England Journal of Medicine e estão disponíveis no PubMed sobre o estudo DASH-Sodium. A pesquisa reforça que tanto o padrão alimentar quanto a quantidade de sódio consumida interferem na pressão.

Como o excesso de sódio interfere na pressão arterial?
O sódio é necessário para o organismo, mas seu consumo excessivo favorece retenção de líquidos e pode aumentar o volume de sangue circulante, elevando a pressão sobre as paredes das artérias. O problema não está apenas no sal adicionado durante o preparo das refeições.
Embutidos, macarrão instantâneo, temperos prontos, salgadinhos, carnes processadas e alguns alimentos industrializados podem concentrar grandes quantidades de sódio. Por isso, observar a tabela nutricional e comparar produtos semelhantes ajuda a reduzir a ingestão sem depender apenas de retirar o saleiro da mesa.
Qual é o papel do potássio no controle da pressão?
O potássio participa do equilíbrio de líquidos e eletrólitos e favorece a eliminação de sódio pelos rins, além de estar envolvido na função dos vasos sanguíneos. Frutas, verduras, feijões, batatas e folhas verde-escuras são algumas fontes alimentares desse mineral.
Isso não significa que seja necessário tomar suplementos. Aumentar o potássio pela alimentação costuma ser a estratégia mais adequada para a maioria das pessoas, enquanto suplementos ou substitutos do sal ricos nesse mineral exigem cautela. Pessoas com doença renal ou que utilizam determinados medicamentos podem acumular potássio no sangue e precisam de orientação profissional.

É possível controlar a pressão apenas mudando a alimentação?
A alimentação pode reduzir a pressão e diminuir o risco cardiovascular, mas seu efeito varia conforme idade, peso, consumo de sal, atividade física, doenças associadas e nível inicial da pressão. Outros hábitos, como manter-se fisicamente ativo, não fumar, moderar bebidas alcoólicas e cuidar do peso, também fazem parte do tratamento.
Quem já usa medicamento para hipertensão não deve diminuir a dose nem interromper o tratamento porque começou a seguir uma alimentação mais saudável. Se a pressão cair com as mudanças de estilo de vida, qualquer ajuste da medicação deve ser feito pelo médico com base nas medidas de pressão e nas condições individuais.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica ou nutricional. Pessoas com hipertensão, doença renal ou outras condições crônicas devem receber orientação individualizada antes de fazer mudanças importantes na alimentação.









