Nariz congestionado é um dos sintomas mais conhecidos da sinusite, mas o quadro pode envolver muito mais do que dificuldade para respirar. Pressão ou dor na face, dor de cabeça, redução do olfato, secreção nasal e tosse também podem aparecer quando os seios paranasais ficam inflamados. Como um resfriado comum provoca sintomas parecidos, observar a duração e principalmente a evolução do quadro ajuda a entender quando a inflamação dos seios da face merece avaliação.
Onde a sinusite provoca dor e pressão?
Os seios paranasais são cavidades preenchidas por ar localizadas ao redor do nariz, das maçãs do rosto, dos olhos e da testa. Quando a mucosa dessas regiões inflama e fica inchada, a drenagem das secreções pode ser prejudicada, provocando sensação de peso, pressão ou dor.
A localização varia de pessoa para pessoa. O desconforto pode ser percebido na testa, ao redor dos olhos, nas bochechas ou próximo ao nariz e, em algumas pessoas, piorar ao inclinar a cabeça para frente. O Tua Saúde explica que os sintomas da sinusite podem incluir pressão no rosto, dor de cabeça e alterações da secreção nasal, além da congestão.
Quais sintomas podem aparecer além do nariz entupido?
A sinusite, também chamada de rinossinusite, pode provocar uma combinação de manifestações respiratórias e faciais. Nem todas aparecem ao mesmo tempo e a intensidade depende da causa e da duração da inflamação.
Entre os sinais que podem fazer parte do quadro estão:
- dor, pressão ou sensação de peso no rosto;
- dor de cabeça;
- nariz entupido ou escorrendo;
- redução ou alteração do olfato;
- secreção nasal mais espessa;
- secreção escorrendo pela garganta;
- tosse, especialmente pela presença de secreção;
- mau hálito ou sensação de pressão nos ouvidos.
A cor amarela ou esverdeada da secreção, isoladamente, não é suficiente para determinar que a sinusite seja bacteriana. O tempo de duração e o comportamento dos sintomas ao longo dos dias são informações mais úteis para essa diferenciação.

Como diferenciar sinusite de um resfriado comum?
Nos primeiros dias pode ser difícil separar os dois quadros. Um resfriado viral também pode causar congestão, coriza, tosse, redução temporária do olfato e até pressão facial. Além disso, muitos episódios de sinusite aguda começam justamente durante ou depois de uma infecção viral das vias respiratórias.
Uma diretriz clínica sobre sinusite em adultos publicada em 2025 e disponível no PubMed reforça a importância de diferenciar a rinossinusite aguda bacteriana das infecções virais das vias aéreas. Na prática, chama atenção o quadro que permanece sem melhora por mais de 10 dias ou que começa a melhorar e depois piora novamente. Isso não significa que qualquer sintoma prolongado confirme uma infecção bacteriana, mas é um motivo para avaliação profissional.
Quando a dor de cabeça merece mais atenção?
A dor de cabeça pode acompanhar a pressão facial da sinusite, mas também possui inúmeras outras causas. Por isso, dor de cabeça isolada, especialmente sem congestão, secreção ou outros sintomas nasais, não deve ser automaticamente atribuída aos seios da face.
É indicado procurar avaliação quando houver sintomas que não melhoram após cerca de 10 dias, piora após uma melhora inicial, febre persistente ou dor facial intensa. Inchaço importante ao redor dos olhos, alterações da visão, dor de cabeça muito intensa, rigidez no pescoço, confusão ou outros sintomas neurológicos exigem atendimento mais rápido.

Sinusite sempre precisa de antibiótico?
Não. Muitos episódios de sinusite aguda estão relacionados a infecções virais e podem melhorar sem antibióticos. Quando existe suspeita de infecção bacteriana, a decisão sobre o tratamento considera fatores como duração, intensidade e evolução dos sintomas, além do exame realizado pelo profissional.
Por isso, reconhecer a sinusite não significa apenas observar se o nariz está entupido. A combinação entre sintomas nasais, pressão ou dor facial e a evolução do quadro ao longo dos dias oferece informações mais úteis. Episódios persistentes, recorrentes ou acompanhados de sinais de alerta devem ser avaliados por um clínico geral ou otorrinolaringologista.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. Procure atendimento diante de sintomas persistentes, intensos ou sinais de alerta, e não utilize antibióticos por conta própria.








