Fazer Pilates em casa ou usar o Reformer com supervisão pode ajudar a reduzir sintomas da menopausa. Em um ensaio clínico com mulheres pós-menopausa e obesidade, as duas modalidades produziram melhora maior dos sintomas do que apenas receber orientações sobre estilo de vida. No principal resultado analisado, porém, não houve diferença significativa entre o Mat Pilates feito em casa e o Reformer, o que não permite afirmar que uma modalidade seja superior à outra para aliviar os sintomas.
Como o Mat Pilates e o Reformer foram comparados?
O ensaio clínico randomizado Effects of supervised reformer pilates and home-based mat pilates on menopausal symptoms and related health outcomes in postmenopausal women with obesity, publicado em 10 de setembro de 2026 na Scientific Reports, incluiu 45 mulheres pós-menopausa com obesidade.
As participantes foram distribuídas em três grupos com 15 mulheres cada. Um realizou Reformer Pilates supervisionado, outro fez Mat Pilates em casa e o terceiro recebeu um programa estruturado de educação sobre estilo de vida. As duas intervenções com Pilates foram realizadas duas vezes por semana durante oito semanas.
Qual modalidade reduziu mais os sintomas da menopausa?
As duas modalidades apresentaram melhora significativamente maior no desfecho principal, a pontuação de sintomas da menopausa, quando comparadas ao grupo de educação. Depois dos ajustes estatísticos, porém, não houve diferença significativa entre Reformer e Mat Pilates nesse resultado.
- Reformer Pilates reduziu mais os sintomas do que somente a educação de estilo de vida.
- Mat Pilates em casa também apresentou melhora maior do que o grupo de educação.
- Entre Reformer e Mat Pilates, não houve diferença clara no principal desfecho do estudo.
- Qualidade de vida relacionada à menopausa apresentou resultados mais favoráveis com o Reformer em algumas comparações.
- Composição corporal e perfil de gorduras no sangue também tiveram diferenças entre os grupos em algumas medidas.
Os sintomas da menopausa podem incluir ondas de calor, alterações do sono, mudanças de humor e outros desconfortos, mas a intensidade e a resposta às intervenções variam bastante entre mulheres.

Isso significa que fazer Pilates em casa funciona tão bem quanto no aparelho?
Para o desfecho principal deste ensaio, os resultados foram semelhantes o suficiente para que não fosse detectada diferença estatisticamente significativa entre as modalidades. Isso não prova que elas sejam equivalentes em todas as situações. O estudo foi pequeno, durou apenas oito semanas e avaliou especificamente mulheres pós-menopausa com obesidade.
O Reformer também envolve equipamentos, resistência ajustável e supervisão presencial, enquanto o Pilates no solo pode ser mais acessível para algumas pessoas. A escolha pode depender de experiência, segurança para executar os movimentos, limitações físicas, preferência pessoal e acesso a acompanhamento profissional.
Para conhecer uma opção de Pilates que pode ser realizada sem aparelhos, veja exercícios básicos para fazer em casa.
Que outros resultados precisam ser interpretados com cuidado?
Nem todas as mudanças observadas podem ser atribuídas especificamente ao Pilates, e alguns resultados secundários não apresentaram diferença clara entre os grupos.
- Sintomas depressivos melhoraram ao longo do tempo nos três grupos, sem vantagem significativa de uma intervenção sobre as outras.
- Qualidade do sono também melhorou ao longo do estudo, mas sem diferença significativa entre os grupos.
- O Reformer apresentou vantagens sobre o Mat Pilates em alguns resultados de qualidade de vida e composição corporal.
- A amostra de apenas 45 mulheres reduz a precisão das estimativas e dificulta generalizar os achados.
- O acompanhamento de oito semanas não mostra se as melhorias permanecem por meses ou anos.
Os próprios pesquisadores destacam que estudos maiores e com acompanhamento mais longo são necessários para confirmar os achados.
Como usar esses resultados na prática?
O estudo sugere que a prática regular de Pilates pode ser uma estratégia não medicamentosa útil para algumas mulheres na pós-menopausa, inclusive quando realizada em casa. Isso não significa, porém, que o exercício substitua outros tratamentos quando sintomas como ondas de calor, alterações de humor, insônia ou secura vaginal são intensos.
Exercícios também podem trazer benefícios importantes nessa fase para força, mobilidade e saúde óssea. A escolha da modalidade deve considerar condicionamento, obesidade, dores articulares e outras condições de saúde. Mulheres com sintomas persistentes ou intensos da menopausa, ou com limitações para iniciar exercícios, devem buscar avaliação de ginecologista e orientação de fisioterapeuta ou profissional de educação física para definir uma abordagem individualizada.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação médica profissional.








