O melhor horário para dormir após os 60 anos é aquele que permite manter uma rotina regular e alcançar cerca de 7 a 8 horas de sono por noite. Mais do que dormir muito tarde ou muito cedo, o que mais ajuda a memória é ter horários consistentes para deitar e acordar.
Regularidade importa mais que um horário fixo
Com o envelhecimento, é comum sentir sono mais cedo e acordar mais cedo. Isso pode ser normal, desde que a pessoa durma bem, acorde descansada e consiga manter atenção, humor e memória durante o dia.
O ideal é escolher um horário realista e repetir a rotina inclusive nos fins de semana. Segundo o National Institute on Aging, idosos também precisam de sono suficiente e podem ter prejuízos quando dormem mal de forma frequente.

Hábitos que favorecem sono e memória
A relação entre sono e memória envolve descanso cerebral, consolidação de aprendizados e recuperação do organismo. Pequenas escolhas antes de dormir podem melhorar a qualidade do sono.
- Mantenha horários parecidos para dormir e acordar todos os dias.
- Busque dormir entre 7 e 8 horas por noite, conforme a necessidade individual.
- Evite telas, luz forte e notícias agitadas perto da hora de dormir.
- Reduza cafeína no fim do dia e bebidas alcoólicas à noite.
- Faça atividades relaxantes, como leitura leve, banho morno ou respiração lenta.
O que um estudo científico mostrou
Segundo o estudo de coorte agrupado Association Between Sleep Duration and Cognitive Decline, publicado no JAMA Network Open, pessoas com duração extrema de sono, como 4 horas ou menos ou 10 horas ou mais por noite, tiveram declínio cognitivo global mais rápido em comparação com o grupo que dormia cerca de 7 horas.
Esse achado reforça que tanto dormir pouco quanto dormir demais de forma persistente pode ser um sinal de alerta. Ainda assim, a necessidade de sono varia, e mudanças bruscas no padrão devem ser avaliadas junto com outros sintomas.
Apneia do sono pode passar despercebida
A apneia do sono é subdiagnosticada em idosos e pode prejudicar a memória porque causa pausas respiratórias, queda da oxigenação e microdespertares durante a noite. A pessoa pode não perceber as interrupções, mas acordar cansada.
- Ronco alto frequente, principalmente com pausas na respiração.
- Acordar com boca seca, dor de cabeça ou sensação de sono não reparador.
- Sonolência diurna, cochilos involuntários ou falta de concentração.
- Pressão alta difícil de controlar ou despertares repetidos à noite.
- Queixas de esquecimento que pioram junto com sono ruim.

Quando buscar avaliação
Procure orientação médica se houver insônia por várias semanas, sonolência intensa durante o dia, ronco com pausas respiratórias, confusão ao acordar ou piora progressiva da memória. Em alguns casos, o médico pode solicitar polissonografia para investigar apneia do sono.
Também é importante revisar remédios, dores, ansiedade, depressão e hábitos noturnos, pois todos podem afetar o sono. Veja mais orientações sobre como dormir bem.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









