Os PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, são substâncias usadas para resistir a água, gordura e calor, presentes em alguns revestimentos antiaderentes, embalagens, tecidos impermeáveis e outros produtos. A preocupação cresceu porque eles persistem no ambiente e no corpo, e foram associados a alterações na tireoide, no fígado e no colesterol.
Por que os PFAS preocupam
PFAS é o nome de uma grande família de compostos sintéticos, incluindo PFOA e PFOS, que já foram muito usados pela indústria. Eles não se degradam facilmente, podem contaminar água, solo, alimentos e poeira, e chegam ao organismo principalmente por ingestão.
Isso não significa que uma panela ou embalagem isolada cause doença. O risco depende do tipo de composto, tempo de exposição, quantidade acumulada, fonte de contaminação e vulnerabilidades individuais, como gravidez, infância ou doenças prévias.

O que o estudo científico mostrou
Segundo a revisão sistemática e meta-análise Exposure to per- and Polyfluoroalkyl Substances and Markers of Liver Injury, publicada na Environmental Health Perspectives, a exposição a PFAS foi associada a marcadores de lesão no fígado em estudos epidemiológicos e experimentais.
A avaliação clínica do CDC/ATSDR também destaca que pessoas expostas podem apresentar preocupação com colesterol alto e que, em níveis sanguíneos mais elevados, pode ser considerada investigação de função da tireoide conforme avaliação médica.
Onde eles podem estar
Os PFAS foram usados por décadas em produtos que precisam repelir gordura, água ou manchas. Hoje, alguns países restringem substâncias específicas, mas a exposição ainda pode ocorrer por fontes antigas ou contaminadas.
- Panelas antiaderentes antigas ou danificadas;
- Embalagens resistentes à gordura, como algumas de fast food;
- Água contaminada perto de áreas industriais, aeroportos ou bases militares;
- Tecidos impermeáveis, tapetes e produtos antimanchas;
- Poeira doméstica e alguns produtos de uso ocupacional.
Quais alterações foram associadas
As evidências mais discutidas envolvem aumento de colesterol, alterações em enzimas do fígado, possíveis efeitos sobre hormônios da tireoide, menor resposta imunológica a algumas vacinas e alguns tipos de câncer. A força da associação varia conforme o composto e o estudo.
- Colesterol total e LDL mais altos em algumas populações expostas;
- Alterações de enzimas hepáticas, como ALT e GGT;
- Possível interferência na função da tireoide;
- Maior atenção em gestantes, crianças e trabalhadores expostos;
- Ausência de sintomas específicos que confirmem exposição.

Como reduzir a exposição
Não é possível eliminar totalmente o contato com PFAS, mas algumas medidas ajudam a reduzir riscos. Evitar aquecer alimentos em embalagens descartáveis, preferir utensílios de vidro ou inox, trocar panelas antiaderentes muito riscadas e verificar a qualidade da água são passos úteis.
Também é importante acompanhar exames de rotina, especialmente colesterol, função hepática e tireoide quando houver histórico de exposição relevante. Veja mais sobre sinais e cuidados no conteúdo do Tua Saúde sobre colesterol alto.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico, que deve orientar exames, investigação de exposição a PFAS e cuidados individualizados de saúde.









