A dificuldade de ereção que aparece com frequência ou piora ao longo do tempo não deve ser encarada simplesmente como uma consequência inevitável da idade. Conseguir ou manter uma ereção depende do funcionamento conjunto dos vasos sanguíneos, nervos, hormônios e fatores emocionais.
Alguns medicamentos, cigarro, excesso de álcool, sedentarismo e determinadas doenças também podem contribuir. Por isso, quando o problema se repete, a investigação deve olhar o conjunto da saúde em vez de focar apenas no desempenho sexual.
Por que a ereção pode ficar mais difícil
Segundo o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, problemas nos vasos sanguíneos, nervos ou hormônios podem causar disfunção erétil. Diabetes, doenças cardiovasculares, pressão alta e algumas alterações hormonais estão entre as possíveis causas.
Ansiedade, estresse e depressão também podem participar do quadro ou piorar uma dificuldade que começou por uma causa física. Em muitos casos, mais de um fator está presente ao mesmo tempo.

O que pode contribuir para o problema
Alguns hábitos e situações merecem ser considerados durante a avaliação da dificuldade de ereção:
- Tabagismo;
- Consumo excessivo de álcool;
- Pouca atividade física;
- Diabetes, hipertensão ou colesterol elevado;
- Uso de determinados antidepressivos ou medicamentos para pressão;
- Estresse, ansiedade ou outras questões emocionais.
Se a dificuldade começou depois de iniciar algum medicamento, isso deve ser discutido com o profissional responsável. O remédio não deve ser suspenso ou ter a dose alterada por conta própria.
Estudo avaliou o efeito da atividade física
Segundo a revisão sistemática e meta-análise Effect of aerobic exercise on erectile function, publicada no Journal of Sexual Medicine, 11 ensaios clínicos randomizados mostraram melhora significativa da função erétil entre homens que realizaram exercícios aeróbicos em comparação aos grupos de controle.
Os resultados não significam que exercício substitua a investigação ou outros tratamentos, mas reforçam que a saúde vascular e os hábitos de vida podem influenciar a função erétil.
O que pode ajudar no dia a dia
Algumas mudanças de estilo de vida também fazem parte das orientações usadas no tratamento e na prevenção da disfunção erétil:
- Praticar atividade física regularmente;
- Parar de fumar;
- Reduzir o consumo excessivo de álcool;
- Manter alimentação equilibrada;
- Controlar pressão, glicemia e colesterol;
- Conversar sobre estresse ou ansiedade quando esses fatores estiverem presentes.
Veja também as principais causas e opções de tratamento para disfunção erétil.

Quando vale procurar avaliação
Procure um médico quando a dificuldade para conseguir ou manter uma ereção acontece repetidamente, persiste por semanas ou meses ou passa a interferir na vida sexual. A avaliação pode incluir histórico médico e sexual, exame físico e, dependendo do caso, exames de sangue.
A investigação também é útil porque a disfunção erétil pode acompanhar problemas metabólicos ou vasculares ainda não diagnosticados. Identificar a causa permite escolher um tratamento mais adequado em vez de recorrer à automedicação.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento indicado por um médico.









